“O PSD não pode andar a triturar líderes”

Miguel A. Lopes / Lusa

O líder do PSD, Rui Rio

O presidente do PSD e recandidato ao cargo, Rui Rio, defendeu esta terça-feira que o partido não pode andar “a triturar líderes” sempre que não vence eleições, considerando que tal afeta a confiança dos portugueses.

Em entrevista à Antena 1, Rui Rio defendeu que o PSD não deve andar a “triturar líderes” sob pena de perder a confiança do país.

“O PSD não pode mudar de líder como quem muda de camisa, não pode de congresso em congresso andar a trocar de líder, eu sou o 18.º, o PSD é o partido que teve mais líderes. O PSD não pode andar a triturar líderes, se andar os portugueses olham para o PSD e não merece a confiança que deve”, afirmou na primeira entrevista desde as diretas de sábado passado.

Sobre a primeira volta, o atual presidente do PSD disse não ter ficado nada surpreendido com o resultado. “Bate certinho com o que respondia quando as pessoas me perguntavam sobre o resultado: eu acho que consigo ganhar à primeira volta, é difícil, mas é possível”.

Questionado qual a razão pela qual os militantes do PSD devem votar nele em vez de em Luís Montenegro na segunda volta, Rio considerou que a primeira é, precisamente, a estabilidade. “Se nós, de cada vez que temos um ato eleitoral e não conseguimos ter mais um voto que o adversário, temos automaticamente de trocar de líder, vamos ter dificuldade em criar confiança e sustentabilidade na opinião pública, por isso me recandidato.”

Quanto à semana final de campanha para esta segunda volta, o presidente do PSD diz que não esperem dele “uma campanha agressiva a atacar os ouros”. “Não é muito do meu estilo, e não vou começar agora a apontar defeitos no adversário para que votem em mim, não é o meu género.”

Rio classificou como “uma brincadeira” ter respondido, no Twitter, em estilo de anedota, aos apoiantes de Luís Montenegro: “Quando em outubro o PS teve mais 8,5% do que o PSD, eles acharam que houve um desastre. E agora que perderam por 8,1%, acham que tiveram um resultado jeitoso”.

Luís Montenegro já reagiu, também nas redes sociais: “A arrogância desta graçola não enobrece a política, o PSD e o seu autor. Quando o país e o nosso PSD precisavam de um debate televisivo sério e esclarecedor, Rui Rio recusou-o por ter medo que fosse desprestigiante. Percebe-se mais uma vez porquê… e por quem!”.

Na entrevista à Antena 1, Rio disse que a intenção não foi “zombar” do adversário, mas falar em “tom de brincadeira”, em vez de num “tom vingativo”. “Vamos ter uma segunda volta, tudo leva a crer que ganho, se eu ganhar está tudo bem, se eu perder também está bem. Não dramatizem tudo, não vejam em tudo uma tática.”

Na entrevista, Rio voltou a defender que o posicionamento do PSD tem de ser ao centro por motivos aritméticos – à direita dos sociais-democratas só há atualmente sete deputados – políticos e de convicção.

Para as autárquicas, repetiu que “é muito difícil” o PSD reconquistar o maior número de câmaras já em 2021, mas escusou-se a qualificar essa ambição já expressa pelo seu adversário Montenegro. “O militante é livre de votar e acreditar ou não, as pessoas têm a maturidade de descodificar o que cada um diz”, afirmou.

Rio escusou-se a avançar quem será o próximo líder parlamentar se vencer as diretas – sairá desse cargo após o Congresso -, mas, questionado sobre o nome de Adão Silva, admitiu que “é um dos deputados mais experientes e o primeiro ‘vice’”.

Quanto a um potencial sucessor de que falou em entrevista à TSF na semana passada, o presidente do PSD frisou que o seu principal objetivo é chegar a primeiro-ministro.

“Tem de se ter humildade, ao mesmo tempo que tento fazer tudo para isso, deve ser feito um trajeto em paralelo em que se preparam pessoas para me poder suceder. Não é um, mas também não são dez”, afirmou, assegurando que “neste momento” não tem ainda um delfim.

O atual presidente do PSD, Rui Rio, e o antigo líder parlamentar Luís Montenegro disputarão no sábado uma inédita segunda volta das eleições diretas para escolher o próximo presidente.

  ZAP // Lusa

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