PSD junta-se a PS e PCP para manter isenção de IMI aos partidos

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Pedro Passos Coelho e António Costa

Pedro Passos Coelho e António Costa

O PSD está do lado de PS e PCP na questão da isenção de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) aos partidos. Bloco de Esquerda e CDS-PP vão apresentar propostas para terminar com essa isenção, mas o chumbo está garantido com a “aliança” entre sociais-democratas, socialistas e comunistas.

O Parlamento vai debater a questão do financiamento partidário no dia 27 de Outubro, com a discussão de diplomas de PSD, Bloco de Esquerda (BE) e CDS-PP.

O BE entregou na mesa da Assembleia da República um projecto de lei que visa fazer aprovar a redução definitiva dos cortes ao financiamento partidário e das campanhas e também uma proposta para o fim da isenção do IMI para os edifícios dos partidos.

O CDS-PP também já anunciou a intenção de entregar um diploma para passar a taxar os imóveis partidários.

E se já se sabia que PS e PCP eram contra o fim desta isenção de IMI, alegando a Utilidade Pública dos partidos, é agora certo que o PSD também votará contra a proposta.

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, deixa essa ideia em declarações ao DN, argumentando que os sociais-democratas não entendem “que se queira agora estigmatizar os partidos“.

Por outro lado, o PSD mantém a intenção de avançar com uma proposta para tornar permanentes os cortes no financiamento do Estado aos partidos.

O PS estará assim, isolado neste domínio, manifestando inclinação para deixar que os cortes decretados por causa da crise terminem.

Já o PSD começou por ser a favor do fim dos cortes, mas mudou de ideias entretanto, e agora, já fala em torná-los permanentes.

ZAP

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8 COMENTÁRIOS

  1. aqui se ve o que apregoam os partidos quanto à justiça fiscal. falam tanto na evasao fiscal, corrupção, etc e que querem acabar com isso, mas afinal quando toca à casa deles, é melhor estar quieto.
    os aumentos de impostos principalmente o IMI (pagar o sol, a localização, etc) é so para o povo. os partidos sao pobres, nao têm rendimentos (os filiados so pagam cerca de 30€/ano, por isso sao pobres)
    estamos a falar (pelo que ouvi na tv) de cerca de 200mil euros/ano.
    ja que falam de boca cheia em acabar com a justiça social, fiscal etc. os partidos deviam ser os primeiros a darem o exemplo, mas pelo que se vê, mudam os governantes mas a m…… é sempre a mesma

  2. O curioso disto tudo é ver como o PSD reage a tudo isto.
    Quando se fala em contribuir com sugestões de medidas, o PSD diz que a responsabilidade é do governo e opta por se remeter ao “venenoso silêncio” de quem, não contribuindo com nada, quer apenas “mandar abaixo”. É o jogo politico do costume. Não tem duvidas, porém, quando se trata de defender os seus interesses meramente partidários.
    Concordo que haja financiamento dos partidos politicos mas considero que esses financiamentos estejam adaptados financeiramente á realidade económica do País.

    • para mim o financiamento de partidos é uma corrupção mas legal.
      quando se da dinheiro a um partido, queremos que ele ganhe e que mais cedo ou mais tarde quererá uma contrapartida.
      um agente de autoridade nao pode beber um cafe pago por um cidadão (sinal de corrupção) e os partidos aceitam dinheiro dos contribuintes.
      quem quiser concorrer às eleições que arranje dinheiro, nada de particulares financiarem partidos.

      • Ó Zé, eu concordo com financiamento publico dos partidos, dentro de certas regras de transparência e com limites bem definidos e adaptáveis financeiramente, isto é, se o País tem limitações financeiras que nos atingem, então os valores a atribuir aos partidos devem ser adaptados/reduzidos para valores realistas para o momento. Falei, exclusivamente, em financiamento publico e NUNCA oriundo de privados, esses sim, perigosos, pois são pouco transparentes e podem configurar possivel corrupção.
        Concluindo e para que não lhe fiquem “Zé das Iscas”, eu sou é contra o financiamento privado dos partidos.

  3. É preciso ter uma lata!!!
    Então a lei da “utilidade pública” não foi feita pelos PSD,PS,CDS,PCP e outros para servir de argumento á abertura da “teta”f inanceira alimentada pelos impostos dos cidadãos?
    Não foram estes políticos que criaram leis que alimentassem com subsídios do estado os seus próprios partidos e os seus acólitos?
    Subvenções vitalícias,subvenções aos partidos,subsidios para campanhas eleitorais,isençõs de IMI de IVA e de IRC entre tantas outras benesses que nós nem imaginámos de tudo serve para roubar o pouco que portugal produz e que tanta falta faz para apoiar outros sectores,como a educação,a saúde,etc.
    Como se vê o “fartote” vai continuar pois a farsa das propostas do CDS e do BE vão ser derrotadas pelo PSD e PS,e pasme-se,pelo PCP!!!
    É este o triste destino de Portugal sempre condenado por ter politicos como estes.

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