Toca-se na ferida das Presidenciais este sábado. PS deverá dar liberdade de voto

Hugo Delgado / Lusa

Os órgãos sociais do PS vão decidir, este sábado, se o partido vai apoiar um candidato ou se irá dar liberdade de voto. Segundo o Jornal Económico, os socialistas dão como certo que volte a haver liberdade de voto, tal como em 2016.

Este sábado, a reúnião socialista vai servir para definir a forma como o partido vai votar nas eleições presidenciais de janeiro. O PS está dividido entre o voto na recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa e a eleição da ex-eurodeputada socialista Ana Gomes, mas há ainda quem prefira votar no comunista João Ferreira.

Esta sexta-feira, o Jornal Económico avança que está em cima da mesa a hipótese de o partido se decidir pela liberdade de voto. Aliás, esta é dada como certa entre os socialistas.

A reunião da Comissão Nacional do PS já foi adiada duas vezes. Inicialmente, estava prevista para 24 de outubro, mas para não coincidir com o dia de reflexão das eleições regionais açorianas, o PS decidiu adiar a reunião para 31 de outubro. As restrições de circulação voltaram a impor um novo calendário.

Há socialistas que consideram que os sucessivos adiamentos da reunião da Comissão Nacional são reflexo da forma como a direção tem arrastado uma decisão sobre as eleições presidenciais.

Em maio, numa visita à Autoeuropa, o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, deu a entender que apoiaria a eventual recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República. No entanto, o lançamento da candidatura da socialista Ana Gomes veio agitar as águas.

Daniel Adrião, principal rosto da oposição interna do PS, disse ao Económico que, apesar de a cúpula do PS estar inclinada para apoiar Marcelo, “há uma décalage muito grande entre a visão da direção e o sentimento geral das bases do partido”.

Fontes do partido indicaram ao matutino que, dada a diversidade de intenções no PS, a liberdade de voto será “a melhor opção” a tomar pela direção.

Para Daniel Adrião, o PS “deveria apoiar um candidato” nas presidenciais. Ele próprio sugeriu ao presidente do PS, Carlos César, que fosse feita “uma consulta direta da base social de apoio para definir o candidato presidencial do PS”, na qual deveriam ser ouvidos militantes e simpatizantes, podendo recorrer-se aos meios eletrónicos.

Carlos César rejeitou a proposta e respondeu que “a única pessoa que tem a prerrogativa de propor a realização de referendos internos é o secretário-geral do partido”.

O Económico sabe que António Costa irá apresentar uma deliberação aos membros da Comissão Nacional do PS. No entanto, deverá tratar-se de uma iniciativa para que o PS avance com a liberdade de voto nas presidenciais, em vez de uma proposta de consulta interna.

ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Não é só o PS que deveria dar liberdade de voto era todos os Partidos, se dizem que o P.R. representa todos os portugueses então deixem cada eleitor votar no que ele achar que seja o melhor candidato a P.R. é isso que é democracia, só as ditaduras é que exigem que se vote em quem os ditadores querem

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