PS desafia Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque a explicar o que correu mal no Novo Banco

José Sena Goulão / Lusa

Pedro Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque

O vice-presidente da bancada do PS desafiou esta segunda-feira o ex-primeiro ministro Pedro Passos Coelho, a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, e Sérgio Monteiro, que esteve à frente do processo de venda do Novo Banco, a irem a Parlamento para explicar o que correu mal no banco.

O deputado, que falava em declarações à RTP3, quer explicações sobre a resolução do Banco Espírito Santo, em 2014, bem como sobre a venda falhada do Novo Banco em 2015.

“Sabemos que a separação do BES num suposto banco bom e banco mau não foi exatamente assim, foi uma história que foi contada em 2014, quando Portugal, pela mão do anterior Governo PSD/CDS, tentou a saída limpa”, disse João Paulo Correia.

“Se soubéssemos, na altura, a verdadeira dimensão da péssima gestão do BES e deficiente supervisão financeira do Banco de Portugal, certamente que hoje não teríamos estes problemas, estes ativos tóxicos, estes créditos que estão a gerar imensas imparidades”, sustentou o deputado socialista.

Depois, em conferência de imprensa, deixou o desafio: “Quem tem primeiramente que dar explicações é o anterior primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque e Sérgio Monteiro”.

Para os socialistas, “os prejuízos [apresentados pelo banco] não dizem respeito a 2018, mas são sim explicados por problemas antigos”, que remontam à época em que o BES foi dividido entre banco bom e banco mau.

João Paulo Correia frisou o apoio às auditorias, garantindo que “a gestão que será feita neste ano de 2019 será feita por todos os bancos” e que o Novo Banco não ficará de fora dessa supervisão financeira. “Agora temos de confiar na administração que está à frente do Novo Banco, e confiamos nesta administração”.

Do BES ao Novo Banco, o “banco bom”

O Novo Banco, que ficou com parte da atividade bancária do BES – resgatado no verão de 2014 -, é desde outubro de 2017 detido em 75% pelo fundo norte-americano Lone Star, sendo os restantes 25% propriedade do Fundo de Resolução bancário (entidade da esfera pública gerida pelo Banco de Portugal).

Então, a Lone Star não pagou qualquer preço, tendo acordado injetar 1.000 milhões de euros no Novo Banco, e negociou um mecanismo que prevê que, durante oito anos, o Fundo de Resolução injete até 3,89 mil milhões de euros no Novo Banco por perdas que venha a registar num conjunto de ativos ‘tóxicos’ e alienações de operações não estratégicas (caso ponham em causa os rácios de capital da instituição).

No ano passado, e para fazer face a perdas de 2017, o Novo Banco já tinha recebido uma injeção de capital de 792 milhões do Fundo de Resolução, pelo que, a concretizar-se o valor pedido na sexta-feira, as injeções públicas ficarão em mais de 1.900 milhões.

A primeira tentativa de venda do Novo Banco arrancou no final de 2014, mas foi cancelada em setembro de 2015, com o Banco de Portugal a considerar que nenhuma proposta apresentada era interessante.

ZAP // Lusa

 

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