Milhão diz que polémica do aborto foi “benéfica” e que métodos da Prozis foram “usados nos Descobrimentos”

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CV (YouTube)

Miguel Milhão, Prozis

Miguel Milhão, fundador da Prozis

O dono da Prozis garante que a maioria das mensagens que recebeu foram positivas e revela que apenas 11 dos 1800 influencers com quem trabalha em Portugal é que decidiram cortar relações.

Na sua primeira grande entrevista a um órgão de comunicação social, Miguel Milhão, dono da marca de nutrição desportiva Prozis, comentou a polémica que recentemente se incendiou em seu torno após ter anunciado que é contra o direito ao aborto numa publicação no LinkedIn.

O empresário garante que não está arrependido mesmo depois de vários influencers terem decidido cortar relações com a marca e garante que “98%” das mensagens que tem recebido são positivas.

“Temos parcerias em todo o mundo. Perdemos 11 dos 1800 influencers que temos em Portugal”, revela ao Jornal de Negócios, acrescentado que a marca ainda trabalha com mais 10 mil personalidades do digital no resto do mundo.

Milhão nega que a controvérsia tenha tido um impacto negativo para a empresa, isto depois de já se ter congratulado com a “publicidade” gratuita que a Prozis recebeu na comunicação social. “Continuamos a crescer cerca de 20% em relação ao ano passado. Acho que até teve um impacto benéfico”, afirma.

O líder da empresa revela que, no entanto, os seus funcionários “sofreram muito – assédio, pressão para não trabalharem aqui, que o patrão deles é ‘isto e aquilo'”.

Sobre a estratégia de comunicação inusitada, Milhão afirma que a “Prozis é uma empresa muito diferente”. “As pessoas têm de compreender que eu sou uma pessoa diferente, não sei porquê, mas sou. Nós usamos uma metodologia de organização e de desenvolvimento de processos que é completamente diferente, sendo parecida com a que foi usada pelos portugueses durante os Descobrimentos“, diz.

Já relativamente às acusações de um mau ambiente de trabalho na empresa e até de haver cabras anãs dentro dos escritórios, Miguel Milhão responde que tolera funcionários com “todo o tipo de opiniões”.

“Não gostam de animais? Eu tenho dois gatos também no meu escritório. Tenho funcionários que têm todo o tipo de opiniões – os que se pode chamar de homossexuais, os que têm estilos de vida diferente. E eu respeito-os, pelo que eles também respeitam a minha forma de estar no mundo. O Miguel, aquele parolo de Braga que consegue fazer isto tudo, tinha que ser uma pessoal normal? Não. Eu não sou igual às outras pessoas”, remata.

  ZAP //

3 Comments

  1. Eu sabia que o gajo era um parolo meio alucinado; mas nunca pensei que fosse tanto!
    Metade do que vende é banha da cobra – daí as influencer’s – mas cada vez que abre a boca mostra que este tipo de gente vive num mundo muito próprio…

  2. este gajo é tão totózinho…
    tenho pena dele!
    Toda a gente sabe que isto foi um descalabro para a Prozis, mas vem com esta conversa a ver se engana!
    Esquece filho, já foste!

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