Procurador-geral dos EUA: não há provas de fraude eleitoral generalizada

The United States Department of Justice / Wikimedia

O procurador-geral norte-americano, William Barr (dir) com o presidente dos EUA, Donald Trump (esq)

O procurador-geral dos Estados Unidos da América, William Barr, reconheceu hoje que não houve fraude em dimensão suficiente para invalidar a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais norte-americanas.

“Nesta altura, não vimos fraude a uma escala suscetível de mudar o resultado da eleição”, disse o responsável pelo Departamento de Justiça dos EUA, William Barr, em entrevista à agência de notícias norte-americana Associated Press.

O conservador, apoiante indefetível do presidente cessante, Donald Trump e um dos proponentes da teoria de os votos por correspondência poderem ser manipulados por potências estrangeiras, declarou que “houve alegações de fraudes sistemáticas, segundo as quais as máquinas de voto teriam sido programadas para falsear os resultados das eleições”.

O Departamento de Justiça e da Segurança Interna norte-americanos investigaram essas alegações e, “até agora, não encontraram nada que as sustentasse“, afirmou.

Esta tarde, Barr foi chamado à Casa Branca, levantando especulações por parte de vários comentadores sobre uma possível demissão.

No domingo, em entrevista à Fox News, Donald Trump queixou-se da atuação de Barr e das autoridades federais, afirmando que não o estavam a ajudar na contestação aos resultados e na procura de provas de fraude: “eles desapareceram”, declarou o presidente cessante.

Esta terça-feira, William Barr afirmou que “há uma tendência crescente para usar o sistema judiciário como ferramenta para resolver todos os problemas“. “Quando alguém está descontente com alguma coisa, fica à espera que o procurador-geral investigue”, afirmou.

No mês passado, Barr autorizou os procuradores norte-americanos a investigar “alegações substanciais” de irregularidades eleitorais, mesmo antes de os resultados serem certificados, apesar de na altura não existirem provas de fraude em larga escala.

No memorando que emitiu, mandatou os procuradores para contornarem a política seguida habitualmente pelo Departamento de Justiça, que impedia esse tipo de investigação antes da confirmação dos resultados.

A equipa de advogados que representa o presidente cessante, liderada por Rudy Giuliani, tem alegado a existência de uma conspiração do Partido Democrata para introduzir milhões de votos ilegais no escrutínio, mas sem apresentar provas concretas.

O principal argumento que apresentaram em vários processos em tribunal nos estados cujos resultados contestam e que poderiam ser determinantes para um resultado diferente é que os observadores republicanos enviados para assistir à contagem em algumas mesas de voto não conseguiram ver claramente o processo. Daí, alegam que devem ter ocorrido ilegalidades.

// Lusa

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