Procura por bicicletas e trotinetes aumentou 150%

Muitas pessoas em Portugal deixam mais vezes o carro encostado, por causa do preço dos combustíveis. Bicicleta eléctrica ganha adeptos.

Já seria de esperar: o aumento constante, e considerável, do preço dos combustíveis desde que começou a guerra na Ucrânia fez os portugueses optarem mais vezes por outros meios de transporte, deixando o carro encostado mais vezes.

A plataforma KuantoKusta indicou nesta quinta-feira que a procura por alternativas – quase sempre bicicletas e trotinetes subiu 150% só no mês passado, Março (a guerra começou na última semana de Fevereiro).

A subida está mesmo relacionada com os preços dos combustíveis, explica a plataforma de comércio eletrónico em comunicado, acrescentando que estes números “dispararam” em Março mas já há alguns anos que se tem verificado uma subida suave, mas gradual, da procura por transportes ecológicos.

É nos grandes centros urbanos que se foca esta pesquisa. Diversas cidades têm melhorado as condições para ciclistas, desde a construção de mais ciclovias até à melhor distribuição de transportes partilhados.

A maioria das pessoas que procuram bicicletas e trotinetes tem entre 25 e 54 anos.

Bicicleta eléctrica ganha terreno

A rádio Observador falou com Bárbara Rodrigues, directora de comunicação da RTE, a empresa portuguesa que é a maior produtora de bicicletas na União Europeia.

Na RTE estão a ser produzidas entre 5 mil a 7 mil bicicletas por dia. E as vendas de bicicletas eléctricas tem aumentado particularmente: “Tem havido um grande aumento das bicicletas eléctricas, que tem muito que ver com questões de mobilidade, são vistas como uma solução sobretudo para os meios urbanos”.

Paulo Monteiro Rodrigues, ex-vice-presidente da Associação Europeia de Fabricantes de Bicicletas, explicou à mesma rádio que esta tendência já se tinha acentuado na pandemia e que agora foi reforçada por causa dos preços dos combustíveis.

“As pessoas começam a ver a bicicleta realmente como uma solução de mobilidade. Bicicleta para ir às compras, para levar os miúdos à escola, para ir no comboio…”, descreveu.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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