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Primeiro-ministro interino do Haiti apresenta demissão (e cede cargo a Ariel Henry)

Rency Inson Michel / Wikimedia

Claude Joseph assumiu o cargo de primeiro-ministro interino do Haiti após o assassinato do Presidente Jovenel Moïse

Claude Joseph assumia a liderança do Haiti desde o assassinato do Presidente Moïse, mas entregou a pasta a Ariel Henry esta segunda-feira.

Claude Joseph, primeiro-ministro interino do Haiti, apresentou esta segunda-feira a sua demissão. A chefia do Governo vai ficar nas mãos de Ariel Henry, que tinha sido escolhido para o cargo por Jovenel Moïse, mas nunca chegou a tomar posse.

O Presidente nomeou Henry para primeiro-ministro dois dias antes de ser assassinado. Devido ao crime, ocorrido a 7 de julho, não houve tomada de posse, o que levou a uma disputa entre Henry e Joseph pelo poder.

De acordo com o Observador, Joseph considerou que o neurocirurgião, de 71 anos, não tinha legitimidade para chefiar o Executivo e a disputa aumentou à medida que ambos procuravam o reconhecimento de outros países.

No início, o primeiro-ministro interino parecia reunir maior consenso, mas tudo mudou quando embaixadores de um grupo de países e organizações, entre eles os Estados Unidos e a União Europeia, defenderam a necessidade de o Haiti ter um Governo “consensual e inclusivo”, chefiado pelo “primeiro-ministro designado Ariel Henry”.

Após reuniões com Ariel Henry, Claude Jospeh acabou por aceitar renunciar ao cargo de primeiro-ministro “para o bem da Nação”.

“Toda a gente que me conhece sabe que não estou interessado nesta batalha ou em qualquer tentativa de tomada de poder”, disse Claude Joseph, em entrevista ao The Washington Post. “O Presidente [Jovenel Moïse] era um amigo. Só quero que seja feita justiça.”

O Haiti enfrenta há várias décadas uma crise económica e política, agravada pelo assassinato de Jovenel Moïse, que aumentou ainda mais a instabilidade no país.

ZAP //

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