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“Ato de ódio”. Presidente do Haiti assassinado a tiro na sua residência

Orlando Barría / EPA

Jovenel Moïse, presidente do Haiti, foi assassinado

O Presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi assassinado durante a madrugada desta quarta-feira. A notícia, que começou a ser divulgada pelos jornais locais, foi entretanto confirmada pelo gabinete do primeiro-ministro cessante.

O crime deu-se na sequência de um ataque perpetrado por um grupo de indivíduos ainda não identificados. Na sequência do ataque a primeira-dama ficou ferida, tendo sido posteriormente hospitalizada.

O ataque aconteceu durante a noite, e a imprensa local refere que foram disparados vários tiros.

O assassínio de Moïse acontece dois dias depois de ter nomeado um novo primeiro-ministro, Ariel Henry, que por sua vez substituiu Claude Joseph, escolhido a 14 de abril depois de o Governo de então ter renunciado ao cargo legislativo, refere o Sapo 24.

O intuito do presidente assassinado em nomear Ariel Henry era o de alegadamente estabilizar o executivo de forma a organizar eleições legislativas livres, algo que o Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos e a União Europeia consideram como uma prioridade até o final de 2021.

Agora, Claude Joseph surgiu a dizer que é ele quem vai ficar responsável pelas decisões políticas do país.

Joseph condenou o episódio que classificou como sendo um “ato de ódio, desumano e bárbaro”, acrescentando que a Polícia Nacional do Haiti e outras autoridades estão a manter o controlo da situação no país caribenho.

O Haiti atravessa um momento conturbado, marcado por instabilidade social e política, à qual se vêm juntar as dificuldades em lidar com a pandemia do novo coronavírus.

É uma das nações mais pobres do continente norte-americano, que tem sido atormentada pela violência e insegurança, especialmente por parte de gangues que se especializam em sequestros, assim como por crises financeiras e instabilidade política.

O país, um dos mais pobres das Caraíbas, aguarda ainda a chegada da primeira remessa de vacinas ao abrigo do programa internacional COVAX.

Moïse tinha vindo a ser apontado como o principal responsável pela crise que o país enfrenta.

  ZAP // AFP

 

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