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Pagava 120 euros em comissões bancárias. Fez um telefonema e passou a pagar 60 euros

Mais de metade dos lucros dos bancos vem das comissões. Mas há várias maneiras de o cliente baixar (ou tentar baixar) as despesas.

Os bancos recebem muito dinheiro através das comissões bancárias.

Em 2023, em média cada cliente gastou 70 euros em comissões – só para ter uma conta à ordem. 52% lucros dos bancos vêm das comissões, que absorvem 6,5 milhões de euros por dia.

Cada banco é obrigado a enviar extrato de comissões, com o balanço do ano, ou de outro período. Detalha todas as comissões e taxas cobradas pela instituição financeira durante esse período.

O documento tem os valores taxas de manutenção de conta, comissões por transferências ou pagamentos, custos de levantamento de dinheiro em caixas automáticas de outros bancos, taxas por serviços de cartão de crédito ou débito, outros encargos. Tem lá tudo, parcela após parcela.

O valor até pode ser 0 euros. Há bancos, sobretudo digitais, onde não se pagam comissões: Activo Bank, Moey e Bankinter.

Mas, no final de um ano, o extrato de comissões bancárias pode ultrapassar os 100 euros.

Nuno Rico, economista da DECO PROteste, avisa que muitas pessoas “não têm noção” do que pagaram em comissões ao longo do ano.

O ideal é comparar contas ou, se se só tiver uma conta, concentra-se numa questão: não está a pagar por serviços que nem utiliza? Tal como acontece nas telecomunicações, por exemplo.

Nuno Rico deixou um exemplo de algo pago mas inútil: a anuidade de um cartão de débito que não utiliza, sobretudo quando a conta tem dois titulares e há dois cartões – um deles sempre dentro do envelope.

O caso destacado na SIC Notícias é de um cliente que pagou no ano passado 124,80 euros. Só em comissões, tudo de manutenção da conta. Ou seja: 10 euros por mês – dá 120 euros num ano, mas mais os 4% do imposto de selo chegam aos 124,80 euros.

Mas o mesmo cliente foi ao comparador de comissões do Banco de Portugal, espreitou o preçário do banco onde tem a conta e descobriu que poderia mudar o tipo de conta (sem mudar de banco) apenas com… um telefonema.

Esse telefonema não mudou apenas o tipo de conta: passou a pagar 5 euros por mês, mais imposto de selo. Os 124,80 euros vão transformar-se em 62,40 euros. É metade.

E a SIC Notícias sugere que, se o cliente tivesse insistido, ainda conseguiria baixar para 3 euros por mês. Seriam 37,44 euros num ano.

Quando só tem uma conta à ordem em seu nome, o cliente pode escolher os serviços mínimos bancários: 5 euros por ano, cerca de 42 cêntimos por mês. Nessa conta recebe o ordenado, pode ter créditos, PRR, investimentos, MB Way, Via Verde… Não pode ter conta ordenado.

No geral, convém olhar para a concorrência e ver qual é o banco que tem uma opção mais barata e que serve para os seus objectivos ao abrir a conta.

É que, se não tiver um contrato de crédito no banco em causa, pode mudar sempre que quiser – mas convém encerrar a conta, senão as comissões continuam, acumulam-se e depois chega uma “prenda” de centenas de euros por pagar.

ZAP //

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