Paulo Portas defende imigração com regras, sem esquecer valores europeus

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portugal.gov.pt

O ex-líder do CDS/PP e ex-vice-primeiro-ministro, Paulo Portas

O ex-presidente do CDS falou de globalização no encontro sobre Europa e Liberdade, defendeu uma política de imigração com regras, com respeito pelos valores europeus e nem uma palavra disse de política caseira.

O ex-vice-primeiro-ministro no governo PSD-CDS (2011-2015) abriu o segundo dia a segunda convenção da Europa e da Liberdade, que termina esta quarta-feira em Lisboa, a falar sobre os desafios da globalização, da desglobalização e Portugal numa sala da Culturgest, que teve na primeira fila o antigo chefe do Governo Pedro Passos Coelho, noticiou a agência Lusa.

Falou durante uma hora, de globalização, da deslocação do centro de importância para a Ásia, de desafios da Europa, das políticas da imigração e dos riscos de a democracia clássica vir a ser substituída pela democracia digital e do Governo “para os ‘likes'” nas redes sociais.

Portas definiu uma fronteira na discussão sobre imigração, que divide a Europa e até a direita, uma hora antes do debate que junta André Ventura, do Chega, e João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, sobre o espaço da extrema-esquerda e o socialismo radical, e a que não assistiu.

Para o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, a imigração é “um ponto desagradável” discutir na Europa, mas a situação demográfica no continente “não consente” elaborar no “cenário fraudulento” de pensar que é possível existir “imigração zero”.

“O problema não é de direita nem de esquerda, é um problema matemático”, afirmou, quanto às necessidades de financiamento do Estado social, para depois defender “um consenso” entre a “direita moderada” e a “esquerda moderada” para se conseguir uma política de imigração europeia.

É preciso os europeus serem “capazes de fixar política” que seja “dignificante” e não aos deixe “dependente de chantagens e tráficos alheios”, disse Portas numa referência implícita à Turquia e ao acordo que travou milhares de imigrantes nas fronteiras turcas.

Para o antigo líder centrista, “vir trabalhar para a Europa” implica a “adesão a um conjunto mínimo e valores” comuns aos europeus, como o respeito pelo papel da mulher ou da igualdade de género ou ainda a recusa da violência com base em crenças religiosas.

“É indiferente que o púlpito religioso seja usado para promover a violência?”, perguntou, para dar a resposta “não” logo a seguir.

  Lusa //

2 Comments

  1. Olha quem ele é…. e ainda fala de regras!…
    Regras como as do negócios que este “irrevogável” fez com os mafiosos alemães dos submarinos?!
    Ou como as regras dos negócios dos blindados Pandur?
    Ou como as regras de financiamento do CDS com o abate dos sobreiros dos amigos do o BES/ESCOM?
    Que credibilidade tem esta “coisa” para falar do que quer que seja?
    Ele e o Ventura fazem um belo par… tal como o Ventura, este também fez exactamente o contrário do que anunciou:
    “Paulo Portas quando decidiu que nunca ia ser político…”
    youtube.com/watch?v=oYbvQMO7bC0
    .
    @ ZAP:
    O Governo do PSD-CDS não foi em 2015-2019; foi em 2011-2015.

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