Playboy está de volta ao nu integral

(dr) Playboy

Capa da Playboy de Março de 2017

Capa da Playboy de Março de 2017

Um ano depois de ter banido a nudez, a revista Playboy está de volta às origens. O novo director criativo da revista sexagenária anunciou a mudança de estratégia e o regresso do nu integral a partir da edição de Março.

Em Outubro de 2015, a Playboy anunciou, para choque da sua legião de fãs, que deixava de publicar fotos de mulheres nuas. Mas essa decisão durou apenas um ano e uns meses.

O filho de Hugh Hefner, o fundador da Playboy, assinala a mudança e o regresso ao nu integral com uma publicação no Twitter onde assume que “a forma como a revista ilustrava a nudez estava ultrapassada”, mas que “removê-la por completo foi um erro”.

“A nudez nunca foi o problema porque a nudez não é um problema. Hoje, estamos a recuperar a nossa identidade e a reclamar quem somos”, sustenta Cooper Hefner.

Cooper Hefner assumiu, no ano passado, o cargo de director criativo da Playboy e já tinha contestado publicamente o fim do nu integral.

“Quando tens uma empresa e o fundador é responsável por ter começado a revolução sexual e, depois, desligas esse aspecto do ADN da empresa, removendo a nudez, faz com que muitas pessoas, incluindo eu, se sentem e digam ‘O que está a empresa a fazer?'”, disse numa entrevista recente.

“Em nome da liberdade”

Divulgação Playboy

Capa da Playboy de Março de 2017.

Capa da Playboy de Março de 2017.

Na coluna sobre a “filosofia da Playboy“, no site da publicação, Cooper Hefner justifica ainda, este regresso ao nu integral, em nome da “liberdade”, lembrando também, o passado de activismo político da revista e os tempos actuais das ameaças da Presidência de Donald Trump.

“Neste ponto da história, a discussão intelectual mais vital que podemos ter é como criar uma sociedade que seja tão livre quanto possível, sem ignorar as implicações sociais e económicas das nossas decisões”, escreve.

“Precisamos de identificar quem são os nossos aliados num tempo em que, do lado liberal, uma cultura de correcção política desencoraja o debate que pode magoar os sentimentos das pessoas e, do lado conservador, políticos se sentem confortáveis a pôr em cheque os direitos de grupos específicos na crença de que isso fará da “América grande de novo”, continua o filho do criador da Playboy.

“Independentemente das nossas orientações sexuais ou pontos de vista políticos, o que vemos na sociedade já aconteceu antes e todos concordamos que os ataques aos muçulmanos americanos, aos direitos de saúde das mulheres, à comunidade LGBTQ ou à Primeira Emenda são, na verdade, ataques a todos os nossos direitos“, constata.

Assim, o novo director criativo da Playboy reinstaura o nu com a declaração de princípios de que deveremos todos estar “prontos a defender esses direitos a todo o custo”.

A próxima edição já deverá incluir este lado mais “intelectual” e interventivo, de que Cooper fala, apostando em temas como uma entrevista à actriz Scarlett Johansson, a que maiores rendimentos teve em 2016, amealhando 1,2 mil milhões de dólares com os seus filmes; um perfil do comentador político Van Jones; um guia para ambos os sexos sobre os preservativos modernos; e uma análise sobre a pornografia de realidade virtual.

E na capa, surge a playmate Elizabeth Elam, como Deus a deu ao mundo, no seu mais natural possível, e o título “Nu é normal”.

SV, ZAP //

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