”As pessoas estão cansadas desta governação”. Moedas desvaloriza sondagem que o coloca atrás de Medina

Mário Cruz / Lusa

Carlos Moedas, que se encontra na corrida autárquica em Lisboa, acusa Medina – seu principal adversário – de não ter uma estratégia clara para o Parque Mayer e defende projeto que una a educação a usos culturais. Em relação às sondagens, não se mostra assustado com os resultados.

Em declarações aos jornalistas, durante uma visita ao Parque Mayer, Carlos Moedas criticou a forma “casuística” como o Fernando Medina tem tratado o local e desvaloriza a primeira sondagem das autárquicas – que o coloca mais de 20 pontos percentuais atrás do candidato socialista.

No dia em que se deu início à terceira fase do plano de desconfinamento, e com a abertura das salas de espetáculos, o ex-eurodeputado esteve no Parque Mayer.



“Desde que me lembro nada aqui aconteceu. Não podemos voltar daqui a quatro anos e ver o que aqui vemos”, referiu Moedas.

Acompanhado pelo ator Carlos Cunha e pelo presidente da Junta de Santo António, Vasco Morgado, que é filho e neto de artistas que fizeram carreira no Parque Mayer, e tem o sonho de transformar o espaço num pólo com escolas, teatros, museus, lojas e restaurantes, o candidato social-democrata criticou a forma “quase casuística” como se tem reabilitado o recinto.

“O que eu quero é um projeto no seu todo. Com Medina tem sido caso a caso. O Parque Mayer devia ser um bocadinho como uma cidade da cultura”, afirmou, subscrevendo a ideia de Vasco Morgado no seu propósito de criar em Lisboa “uma cidade dos 15 minutos”.

Como recorda o Público, há pouco mais de um ano, a autarquia lisboeta anunciou a intenção de lançar um concurso para “a reabilitação, requalificação e exploração do Parque Mayer”. A verdade é que existe um plano para o local aprovado desde 2012, mas o recinto continua arredado do circuito cultural lisboeta.

Na semana passada, a câmara aprovou a atribuição de um apoio de 335 mil euros a algumas salas de espetáculos da cidade, mas o sector cultural, tem-se queixado regularmente de falta de apoios do Estado.

Neste sentido, Moedas defende que é o próprio sistema que tem de ser mudado. “O financiamento da cultura deve ser feito através das pessoas da cultura, sem que o poder político tome decisões”, defendeu.

Na semana passada ficou a ser conhecida a primeira sondagem das autárquicas lisboetas, informando o semanário Novo que Fernando Medina obteria 46,6% dos votos e Carlos Moedas se ficaria pelos 25,9%.

Ainda assim, o candidato do PSD e do CDS desvaloriza: “As sondagens dizem muito pouco daquilo que eu sinto na rua, da vontade de mudança que oiço. As pessoas estão cansadas desta governação da cidade. Quando olha para Medina, quando olha para Lisboa, não há desígnio”, referiu.

ZAP ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Moedas mas a campanha é para as autarquias ou para o governo? Nós queremos saber é o que os candidatos pretendem fazer para melhorar a vida dos munícipes, para o governo quando chegar a altura os eleitores decidem, só quem não tem uma única ideia para o município onde concorrem é que usam os governos sejam eles acor politica que for, é por em lugar de esclarecerem o que pretende fazer e como em vez de lavagem de roupa suja é que cada vez a abstenção é maior, eu estou é cansado dos partidos do arco da governação ou do arco do governam-se.

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