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Pensões até 947 euros podem ter aumentos de 7% em 2023. Marcelo antevê crescimento ainda maior

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Tiago Petinga / Lusa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, conversa com o primeiro-ministro, António Costa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, conversa com o primeiro-ministro, António Costa

António Costa anunciou um “aumento histórico” das pensões em 2023. Contas feitas, esses aumentos podem chegar aos 6,9% para as pensões abaixo dos 947 euros. Contudo, Marcelo Rebelo de Sousa antevê subidas de “mais de 10%” num “ajustamento nunca visto”, mas que não ficará para sempre.

O primeiro-ministro anunciou que, apesar da inflação elevada, a regra de actualização das pensões se vai manter. Situação que resultará num “aumento histórico” nas reformas em 2023, como vincou António Costa numa entrevista à CNN Portugal.

Esse aumento pode ser de 6,9% para as pensões mais baixas, ou seja, até aos 947 euros, segundo avança o Eco. Feitas as contas, “numa pensão de 947 euros, são mais 65 euros por mês“, como destaca o jornal económico.

Costa explicou no programa “O Princípio da Incerteza” da CNN Portugal que este “aumento histórico” resulta da “conjugação de termos este ano um valor anormalmente alto do crescimento” e “um aumento histórico muito significativo também da taxa de inflação“. “Estes dois efeitos conjugados vão gerar um aumento das pensões de reforma no próximo ano”, concluiu.

Marcelo antevê “um ajustamento nunca visto”

Mas Marcelo é ainda mais optimista e antevê que as pensões podem subir no próximo ano mais de 10%, o que resultará num peso de dois mil milhões de euros no Orçamento de Estado de 2023.

O Presidente da República admite que, sendo aplicada a fórmula de actualização das pensões previstas na lei, “vai haver um ajustamento nunca visto”. “Será porventura superior a 10%, equivale a ter mais um mês de pensões e reformas”, sublinha.

No entanto, Marcelo alerta que as previsões económicas para 2023 indiciam que este será apenas um efeito passageiro. “Não quer dizer que seja para ficar para sempre, depende da evolução nos anos seguintes do crescimento e da inflação”, avisa.

Prioridade é “manter finanças públicas sãs”

O Presidente da República insiste também que o país não pode abdicar “em caso algum” da prioridade dada ao equilíbrio das contas públicas. E numa “situação crítica” como a actual é preciso manter a “certeza nos princípios”, vinca, referindo-se à “fase muito complexa” que o mundo atravessa com a guerra na Ucrânia e o aumento da inflação.

Marcelo destaca que a evolução da taxa de inflação e a subida das taxas de juro representam “um desafio de monta para toda a sociedade portuguesa”, o que requer “cuidadosíssima atenção na condução da política económica”.

“A necessidade de manter finanças públicas sãs é uma prioridade de que não podemos abdicar em caso algum”, reforça ainda, salientando também que é preciso manter a contenção e a redução da dívida pública, reforçada pela “incerteza dos tempos”.

“O importante é ainda manter a credibilidade que ganhámos nas instituições nacionais e internacionais com a nossa saída do défice excessivo, com o nosso controlo das finanças públicas – que muitos temiam poder soçobrar em 2016, depois em 2019 e mais tarde na pandemia – e nunca sobrepor ao interesse nacional considerações, legítimas que pareçam ser, de disputas eleitorais, particularistas ou pessoais”, defende.

  ZAP // Lusa

7 Comments

  1. Ao lermos a noticia até parece “um bonus” que o governo está a dar aos pensionistas…
    Na verdade é simplesmente dar um aumento em função da inflação que se venha a verificar o que, na prática, significa que o pensionista apenas verá a sua situação em 2023 ajustada ao aumento da inflação verificada em 2022.
    Com isto os pensionistas em 2022 vão na pratica perder poder de compra já que os aumentos atribuidos para o presente ano são inferiores à taxa de inflação e em 2023 logo se verá se o aumento comportará a inflação…

    Apenas 1 noticia floreada dando a sensação que o governo “dará algo”…

  2. Enquanto houver escravos a descontar cada vez mais e a verem o seu poder de compra diminuir substancialmente este governo conseguirá caçar votos com estes brilharetes.
    O problema é que estes escravos não duram sempre e irá chegar o tempo que o numero será tão reduzido que por mais que os tentem esfolar mais nada terão para dar.

  3. E vergonhoso como são tratados os aposentados que auferem pensões superiores. Esquecem-se que quem recebe essas pensões foram aqueles a quem o estado mais extorquiu dinheiro para impostos. Vergonhoso!

  4. Enquanto houver escravos a descontar cada vez mais e a verem o seu poder de compra diminuir substancialmente este governo conseguirá caçar votos com estes brilharetes.
    O problema é que estes escravos não duram sempre e irá chegar o tempo que o numero será tão reduzido que por mais que o tentem esfolar mais nada terá para dar.

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