Passaporte português está na 14ª posição entre os “mais fortes” do Mundo

Comparativamente ao documento português, apenas 13 passaportes possibilitam acesso a mais territórios sem necessidade de visto.

Portugal volta a estar presente na lista dos passaportes mais “fortes” do mundo, em 14º lugar, do “The Henley Passport Index”.

Segundo a nova atualização do índice, divulgada esta terça feira, há apenas 13 passaportes que dão acesso a mais países sem necessidade de pedir visto antecipadamente.

O passaporte português surge novamente empatado com o irlandês, ambos permitindo aos seus detentores viajar para 184 países.

De acordo com o Expresso, Portugal mantém assim a mesma posição da última atualização, que tinha sido publicada no início do último trimestre de 2021.

A conclusão é do relatório da empresa Henley & Partners, uma consultora especializada em cidadania global e aconselhamento de residência, que desde 2006 compila trimestralmente a informação sobre os passaportes que mais facilitam as viagens. São analisados 199 países.

Na mais recente versão, os passaportes mais fortes são o do Japão e Singapura, com os seus detentores a terem acesso a 192 países. Alemanha e Coreia do Sul dividem o terceiro posto.

Reino Unido e Estados Unidos da América, que em 2014 partilhavam o primeiro lugar neste ranking, estão atrás de Portugal, no 16.º posto (tal como Bélgica, Nova Zelândia, Noruega e Suíça).

Os países europeus dominam a lista dos 21 primeiros classificados, com as cinco excepões já citadas: os líderes Japão e Singapura, e ainda Coreia do Sul, Nova Zelândia e EUA.

Em contraste, o passaporte mais “fraco” é o do Afeganistão, permitindo aos seus cidadãos acesso a apenas 26 países, menos 166 países do que os primeiros classificados. Entre os últimos lugares estão também o Iraque e Síria.

Embora a mobilidade tenha vindo a aumentar desde que o índice foi criado em 2006, os dados da nova atualização confirmam a existência de uma desigualdade crescente na liberdade de circulação.

“Este aparente progresso está a mascarar uma divisão crescente na mobilidade — e no acesso resultante a oportunidades — entre cidadãos de países mais ricos do norte e os de países com menores rendimentos do sul”, afirma o relatório.

A situação, afirmam os responsáveis pelo ranking, tem sido agravada pelas restrições impostas devido à pandemia que criaram a maior clivagem na mobilidade global registada pelo índice nos seus 16 anos de história. No entanto, a edição mais recente não considera as restrições temporárias de combate à covid-19.

Há cerca de um mês, António Guterres descreveu a situação como um “apartheid das viagens”. O secretário-geral da ONU referia-se à “injustiça e imoralidade” com que a comunidade internacional agiu ao fechar as fronteiras aos países africanos num esforço frustrado de conter a variante Ómicron.

“Os passaportes e os vistos estão entre os instrumentos com maior impacto na desigualdade social a nível mundial, uma vez que estes determinam as oportunidades para a mobilidade global”, corroborou o criador do conceito deste índice e presidente da Henley & Partners, citado pela CNN International.

Christian H. Kaelin defende ainda a importância da abertura de canais de mobilidade para a recuperação da pandemia.

“As fronteiras no interior das quais nascemos e os documentos a que temos direito não são menos arbitrários do que a cor da nossa pele. Os estados mais ricos precisam de encorajar a imigração positiva num esforço para ajudar a redistribuir e equilibrar os recursos humanos e materiais globalmente”, conclui.

  ZAP //

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