Já foi vista como um paraíso laboral. Agora, esta região do Canadá está deserta de migrantes

Stephen Downes / Flickr

Cidade de Alberta, Canadá

A província de Alberta já foi um local muito popular para migrantes, sobretudo para pessoas que trabalhavam no setor do petróleo e do gás. Contudo, uma drástica mudança económica fez com que as migrações caíssem a pique.

Alberta é a quarta província mais populosa do Canadá. A cidade é o principal centro de abastecimento combustível do país e por essa razão foi, durante anos, umas das regiões que mais migrantes albergou.

Na hora de procurar uma nova vida, os canadianos sempre tiveram uma tendência por este destino, que segundo o VICE, proporcionava salários a cima da média, ao mesmo tempo em que o custo de vida era razoavelmente baixo. No entanto, este cenário começou a inverter-se significativamente.

De acordo com o Statistics Canada, o período entre janeiro e março de 2021 diz respeito ao quarto trimestre consecutivo em que se registou um grande decréscimo de canadianos a abandonar Alberta. A província regista agora uma diminuição líquida da migração de 3.384 pessoas.

Estes números já não era tão baixos desde 1984 e o Statistics Canada sublinha que se prendem sobretudo com a presença de menos migrantes, mas também com o aumento da taxa de mortalidade na região.

Atualmente, a falta de emprego na província representa o maior obstáculo para Alberta, dizem os especialistas, que frisam que um dos grandes fatores de motivação para os migrantes sempre foram as condições económicas.

Mas se as pessoas “vêm à procura de emprego e não encontram, tendem a sair. Foi exatamente isso que aconteceu”, explica à CTV News, Robert Roach, economista no ATB.

Em junho deste ano, Alberta perdeu 37.000 empregos a tempo integral, a maioria dos quais substituídos por empregos de “part-time”.

Esta foi uma notícia dolorosa para as pessoas que esperavam que os postos de trabalho voltassem a aumentar com a reabertura da província, após um longo período de restrições impostas pela pandemia de covid-19. Agora, a taxa de desemprego de Alberta situa-se nos 9,3%.

Em declarações à PostMedia, Justin Brattinga, porta-voz do Ministério do Trabalho, Economia e Inovação da província, culpou o “golpe triplo”, fazendo referência a uma recessão global, à pandemia e a uma redução dos preços da energia.

Segundo o VICE, os habitantes têm-se mostrado descontentes com a liderança da província. Atualmente, Jason Kenney, primeiro-ministro de Alberta, é o político em funções com o índice de aprovação mais baixo do Canadá.

ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Possivelmente basearam-se na produção dos combustíveis não diversificando a oferta, com o contratempo da pandemia acabaram por ficar bloqueados sem outras alternativas.

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