Os condutores nova-iorquinos têm um complô com os esquilos pretos

Numa espécie de “conluio involuntário”, os automobilistas estão a impulsionar a evolução dos esquilos pretos. E como? Não os atropelando.

Os acidentes rodoviários parecem estar por detrás da seleção natural dos esquilos pretos nas grandes cidades dos EUA.

Ao contrário dos esquilos cinzentos, os esquilos pretos são mais suscetíveis de se esquivarem a um atropelamento, uma vez que podem ser mais fáceis de detetar e evitar pelos automobilistas do que os cinzentos.

A conclusão é de um estudo publicado há duas semanas na Research Square.

Apesar do seu nome, os esquilos cinzentos (Sciurus carolinensis) têm várias cores. A versão cinzenta é efetivamente a mais comum, mas também existem esquilos pretos e, mais raramente, brancos.

Em 2023, os cientistas dos Colégios Hobart e William Smith, em Nova Iorque relataram que a seleção natural estava a favorecer os esquilos cinzentos nas florestas, uma vez que eram mais facilmente detetáveis pelos predadores.

No entanto, isso não explicava por que razão os esquilos pretos se safavam melhor na cidade do que os cinzentos.

Agora, a nova investigação parece ter descoberto o motivo.

50 inquéritos de atropelamento entre o outono de 2022 e na primavera de 2023, cobrindo um total de 2600 quilómetros em Siracusa e arredores (em Nova Iorque), revelou que os atropelamentos são um principais formas de morte dos esquilos nas cidades. E, nesse parâmetro, os esquilos pretos saem beneficiados.

O mesmo estudo apurou que as pessoas detetam os esquilos pretos mais rapidamente do que os esquilos cinzentos.

A equipa de investigação sugere que – uma vez que os esquilos pretos são mais facilmente vistos e evitados nas estradas do que os cinzentos – as mortes nas estradas estão a conduzir à sua seleção natural em Siracusa urbana.

Pelo contrário, a predação em zonas rurais está a dar cabos deles.

ZAP //

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