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Para Orbán, a alternativa à entrada de imigrantes é o baby boom

Patrick Seeger / EPA

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, apresentou um pacote de medidas para aumentar a taxa de natalidade, ao mesmo tempo que defendia a sua posição anti-migração.

O primeiro-ministro da Hungria anunciou este domingo que as mulheres com quatro ou mais filhos vão passar a estar isentas do pagamento de impostos sobre o rendimento, de forma a impulsionar um baby boom que surgiria como alternativa ao acolhimento de imigrantes, de forma equilibrar a balança demográfica.

Segundo o Público, Viktor Orbán, anunciou este benefício fiscal vitalício durante o discurso anual sobre o estado da nação, em Budapeste. A conhecida voz anti-imigração anunciou um pacto de medidas para aumentar a taxa de natalidade, visto que considera “preferível” as famílias terem mais filhos do que permitir a entrada de imigrantes muçulmanos no país.

“Em toda a Europa existem cada vez menos crianças, e a resposta do Ocidente para isso é a imigração. Eles querem que entrem nos seus países tantos imigrantes quanto as crianças que estão em falta, para que os números equilibrem. Nós, húngaros, temos uma maneira diferente de pensar. Em vez de apenas números, queremos crianças húngaras. A imigração para nós é uma forma de rendição”, disse o primeiro-ministro.

O pacto de medidas anunciadas inclui também empréstimos sem juros para jovens casais no valor de 10 milhões de forints (cerca de 31 mil euros), a criação de 21 mil creches nos próximos três anos, um investimento de cerca de 2,2 mil milhões de euros para o melhoramento do sistema de saúde nacional, subsídios habitacionais e apoios do Estado à compra de automóveis de sete lugares.

De acordo com a BBC, a população húngara tem vindo a diminuir a um ritmo alucinante de 32 mil pessoas por ano. Em média, uma mulher húngara tem 1,45 filhos, o que coloca o país abaixo da taxa de fecundidade média europeia (1,58 filhos por mulher).

  ZAP //

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