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Escalada de tensão entre Rússia e Ucrânia. ONU reúne de emergência

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A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU) indicou que foi convocada para esta segunda-feira uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir a escalada da tensão entre Rússia e Ucrânia.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se esta segunda-feira de urgência para discutir a escalada da tensão entre a Rússia e a Ucrânia. A reunião de emergência está agendada para as 11h00 em Nova Iorque (16h00 em Lisboa), segundo Nikki Haley, embaixadora dos Estados Unidos na ONU.

De acordo com os diplomatas citados pela agência de notícias France-Presse, tanto a Ucrânia como a Rússia reivindicam o pedido de agendamento desta reunião de emergência.

A reunião acontece depois de a Rússia abrir fogo sobre a Marinha ucraniana e apreender três dos seus navios, junto à costa da Crimeia. O Presidente da Ucrânia anunciou que vai propor ao Parlamento a aprovação da Lei Marcial, uma medida que deve ser aprovada esta segunda-feira pela RADA, o Conselho Supremo do país.

Segundo Petro Poroshenko, a Lei Marcial deve vigorar durante 60 dias. Para já, não inclui a mobilização do exército, mas deixa todo o país alerta. Foi do encontro do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia que saiu a proposta. Na reunião, Poroshenko descreveu as ações russas como “não provocadas e loucas”, e explicou que a Lei Marcial não significa uma “declaração de guerra”. “A Ucrânia não planeia combater com ninguém.”

A decisão referente à Lei Marcial tem que ser votada pelo Parlamento ucraniano, durante uma sessão extraordinária marcada para a tarde desta segunda-feira.

A NATO pediu, também no domingo, “contenção” à Rússia e à Ucrânia após um ataque a três navios ucranianos no mar de Azov e instou Moscovo a permitir a livre circulação nas suas águas territoriais. A NATO apelou igualmente à “contenção e à redução de tensões”, informou a porta-voz da Aliança Atlântica, Oana Lungescu.

No domingo, a Armada ucraniana acusou a Rússia de ter apresado três navios militares da Ucrânia – dois pequenos navios militares e um rebocador – e fechado o estreito de Kertch, tendo disparado contra as embarcações e ferido três pessoas, situação que já foi confirmada por Moscovo.

Segundo o Público, a captura dos navios provocou protestos na embaixada russa em Kiev. Cerca de 150 pessoas concentraram-se no local este domingo à noite, algumas lançaram granadas de fumo contra o edifício e incendiaram pneus. Pelo menos um carro da embaixada ficou em chamas.

Stepan Franko / EPA

Lungescu sublinhou que, na cimeira Aliada de julho, em Bruxelas, os líderes da NATO expressaram o seu apoio à Ucrânia e deixaram claro que a militarização russa em curso na Crimeia, no mar Negro e no mar de Azov faz “supor mais ameaças à independência da Ucrânia e agita e põe em causa a estabilidade da região“.

Entretanto, a alta representante da União Europeia para a Política Externa e Segurança exigiu à Rússia que restaure a liberdade de circulação no estreito de Kertch, para baixar a tensão na região.

“Esperamos que a Rússia restaure a liberdade de passagem no estreito de Kertch e apelamos a todos para atuarem com a maior contenção para baixar a tensão imediatamente”, indicou a porta-voz de Frederica Mogherini, em comunicado.

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“A União Europeia não reconhece e não reconhecerá a anexação ilegal da península da Crimeia por parte da Rússia”, frisou.

  ZAP // Lusa

3 Comments

  1. Estão muito revoltados, não fossem provocar os Russos que nada disto tinha acontecido. “By the way”, a Rússia está-se bem a “marimbar” se a Europa reconhece ou não a anexação da Crimeia. A Ucrânia queria a Crimeia, mas mais do que a Ucrânia queriam a Europa e os Estado Unidos, esses sim para porem lá uns misseizinhos apontados à Rússia, já para não falar em controlar o mar da Crimeia onde está e sempre esteve a frota naval Russa. Antes da anexação da Crimeia a Europa queria a Ucrânia como membro Europeu e agora não quer, vá-se lá ver porquê…

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