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Onde pára Kim Jong-un?

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petersnoopy / Flickr

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un

Kim Jong-un, “supremo líder” da Coreia do Norte, acaba de faltar a mais um evento importante. O jovem ditador não é visto publicamente desde o dia 3 de setembro, o que tem levantado especulações sobre o seu estado de saúde e até um eventual golpe de Estado.

Esta sexta-feira, Kim Jong-un, faltou ao 69º aniversário do Partido dos Trabalhadores, marcado pela peregrinação anual ao Palácio do Sol de Kumsusan, onde estão os restos mortais do pai e do avô – Kim Jong-il e Kim Il-sung -, na capital norte-coreana, Pyongyang.

O nome do ditador não foi mencionado pela agência de notícias KCNA como um dos presentes no evento, uma das datas mais importantes do país, onde no entanto esteve presente Hwang Pyong-So, o número dois do regime.

Kim Jong-un não aparece desde o início de setembro em eventos divulgados pela comunicação social do país e não esteve presente na sessão extraordinária da Assembleia Popular (o Parlamento norte-coreano) a 25 de setembro, o que suscitou especulações sobre seu estado de saúde. A 26 de setembro, um porta-voz do regime justificou a ausência do ditador na sessão com uma “indisposição física”. E pouco mais se sabe.

Golpe de Estado ou afastamento temporário?

À falta de explicações, as especulações vão longe, sugerindo até um possível golpe de Estado em Pyongyang – tese que ganhou força quando três altos funcionários do regime fizeram uma visita surpresa à Coreia do Sul este sábado. Na ocasião, Kim Yang-Gon, responsável pelas relações do Norte com a Coreia do Sul, não apresentou explicações para a ausência da vida pública do ditador desde 3 de setembro.

Facto é que muitos destes rumores não têm sequer fundamento. O New York Times dá o exemplo de notícias que circulavam na China, apontando o vice-marechal do exército norte-coreano Jo Myong-rok como responsável por um suposto golpe de estado na Coreia do Norte. “Uma nota: o sr. Jo morreu há alguns anos”, acrescenta o jornal, que remata que a única forma de calar as especulações é, de facto, o regresso de Kim Jong-un.

Enquanto isso, Michael Madden, responsável pelo blog North Korea Leadership Watch, afirma que Kim Yo Jong, irmã do “supremo líder”, tem sido identificada nos media norte-coreanos como responsável interina do Partido dos Trabalhadores. O grupo North Korea Intellectuals’ Solidarity, composto por defratores do regime, afirma que as suas fontes confirmam que Kim Yo Jong estará a substituir o irmão.

No entanto, de acordo com a Reuters, poderá ser apenas de um problema com a perna de Kim Jong-un que o impede de aparecer publicamente. De acordo com uma fonte próxima do governo de Pyongyang, “Kim Jong-un está em controlo total“. “Magoou-se no tornozelo e no joelho no final de agosto ou princípio de setembro”,  afirmou a fonte citada pela agência.

Problemas de saúde

No início de julho, o jovem líder apareceu a coxear ligeiramente num evento transmitido pela televisão norte-coreana KCTV.  A misteriosa ausência de Kim Jong-un, que terá 30 ou 31 anos (a sua data de nascimento nunca foi oficialmente divulgada), tem gerado especulações sobre seu estado de saúde, embora nenhuma hipótese tenha sido comprovada.

De acordo com a agência EFE, Kim Jong-un é um fumante compulsivo e ganhou peso desde que sucedeu ao pai, Kim Jong-il, falecido em 2011.

A agência sul-coreana Yonhap cita uma fonte anónima “próxima à política norte-coreana” que afirmou que o ditador sofre de gota, devido a maus hábitos alimentares e consumo excessivo de álcool, assim como fatores genéticos. Tanto o pai como o avô, Kim Il-sung, fundador do país, sofriam de gota, assim como o irmão mis velho, Kim Jong-nam.

A fonte acrescentou que o atual líder norte-coreano poderia sofrer também de “hiperuricemia, hiperlipidemia, obesidade, diabetes e pressão arterial alta”.

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Os responsáveis pelo regime, no entanto, afirmam que Kim Jong-un não tem problemas de saúde.

O ministro da Defesa sul-coreano, Han Min-Koo, afirmou que “pelo que sei, está em algum lugar ao norte de Pyongyang“, sem avançar com mais pormenores além de que recebeu “informações confiáveis de nossos serviços de inteligência militar”.

AF, ZAP

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