OMS vai criar “cofre” com patogénicos para ajudar a responder a crises sanitárias

Jean-Christophe Bott / EPA

O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou esta sexta-feira a criação de uma espécie de cofre com amostras de vírus e outros agentes patogénicos para facilitar a partilha destes materiais entre países.

“Estamos a propor uma nova abordagem que incluirá um repositório de materiais guardados pela OMS em instalações seguras na Suíça, um acordo para a partilha voluntária de materiais neste repositório”, que a agência das Nações Unidas distribuirá e partilhará mediante um conjunto de critérios, afirmou Tedros Ghebreyesus no encerramento da Assembleia Mundial da Saúde.

A pandemia da covid-19 ilustrou a “necessidade urgente de um sistema global e comum para partilhar materiais patogénicos e amostras clínicas para facilitar a criação rápida de contramedidas”, referiu, acrescentando que este sistema “não se pode basear apenas em acordos bilaterais e não pode demorar anos a negociar”.

Tailândia, Itália e Suíça são alguns dos países que já manifestaram interesse nesta iniciativa, adiantou o diretor da OMS.

Tedros Ghebreyesus afirmou que “ainda há um longo caminho” para combater a pandemia da covid-19 e que, apesar de resultados preliminares encorajadores em relação a uma vacina para a doença, não se pode contar só com a vacina.

“Nunca na História se investigou tão depressa uma vacina. Devemos aplicar a mesma urgência e inovação para garantir que todos os países beneficiam deste feito científico”.

O vírus não mudou significativamente, nem mudaram as medidas necessárias para o deter”, referiu, apontando que a pandemia demonstrou “as consequências do subinvestimento crónico em saúde pública” e provocou uma “crise socioeconómica que afetou milhares de milhões de vidas”.

Tedros Ghebreyesus afirmou ainda que é preciso “repensar a maneira como se valoriza a saúde”, que tem que ser encarada “como um investimento que é o alicerce de economias estáveis e produtivas”.

A OMS vai também criar um novo Conselho para a Economia da Saúde Global, que irá reunir-se pela primeira vez nas próximas semanas e juntará “economias e especialistas em saúde” sob a presidência de Mariana Mazzucato, professora da Universidade de Londres.

ZAP // Lusa

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