Desportivismo? O skate voltou a mostrar como se faz

LOIC VENANCE / AFP

Misugu Okamoto em final de skate nos Jogos Olímpicos

Final da competição de parque teve mais um momento que justifica entrar nos melhores destes Jogos Olímpicos.

A grande maioria dos seguidores dos Jogos Olímpicos pode estar a ver skate pela primeira vez. Nos Jogos Olímpicos certamente é a primeira vez, já que o skate é uma das quatro modalidades estreantes. E, mesmo noutros eventos, provavelmente muitos adeptos nunca tinham visto este desporto. Para já, deve estar satisfeito com o que tem visto nesta estreia olímpica.

Nesta quarta-feira disputou-se a final feminina de parque. A medalha de ouro e a medalha de prata ficaram em casa: a japonesa Sakura Yosokumi venceu e a sua compatriota Kokona Hiraki ficou no segundo lugar. E quase havia um pódio totalmente japonês mas a britânica Sky Brown “voou” para o pódio na última ronda, tirando a medalha de bronze à também japonesa Misugu Okamoto, que assim desceu para o quarto posto.

Sakura Yosokumi tem 19 anos, Kokona Hiraki tem…12 anos, mas Sky Brown é mais velha do que Hiraki: tem…13 anos. A juventude voltou a reinar nesta final, onde a mais velha das oito participantes tem 23 anos. A quarta classificada Okamoto, por exemplo, tem 15 anos.

E foi precisamente Okamoto o centro das atenções nos últimos instantes da prova. A jovem japonesa entrou na última ronda com o objetivo de recuperar o terceiro lugar (Sky Brown tinha subido ao pódio segundos antes, como já foi explicado). Mas caiu mesmo na parte final e ficou no chão a chorar, desolada – porque sabia que, se tivesse finalizado todas as manobras, e da forma como estava a fazer, estaria novamente a caminho do pódio.

A reação das outras finalistas foi imediata. Quando subiu uma das rampas da prova, a pé, uma das suas compatriotas já estava à sua espera. E, cinco segundos depois, já estava a ser consolada e abraçada por seis das outras sete finalistas. Um abraço em conjunto, ao qual só faltou a Sky Brwon – porque estava de costas, a festejar a sua medalha de bronze, e não reparou neste gesto coletivo.

O momento bonito não terminou aí. Logo a seguir, a australiana Poppy Olsen (quinta classificada) e norte-americana Bryce Wettstein (sexta) pegaram em Misugu Okamoto, elevaram-na, colocaram-na sobre os ombros e transportaram-na como se fosse a vencedora.

Não foi a primeira vez

A juventude e o desportivismo marcaram igualmente a outra final feminina no skate, da prova de rua.

No evento disputado na semana passada, a medalha de ouro ficou com uma jovem de 13 anos, a prata para alguém também com 13 anos e a medalha de bronze foi conquistada por uma jovem de 16 anos.

O desportivismo foi visível ao longo de praticamente toda a final, sobretudo na vice-campeã olímpica Rayssa Leal, que estava sempre bem-disposta e a apelar à dança, e na sua companheira de coreografia Margielyn Didal, que começava a dançar, divertida, mesmo que a prova não corresse bem – Didal ficou no penúltimo lugar…

Nuno Teixeira, ZAP //

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