Nóvoa lamenta ataque à sua licenciatura e publica qualificações no Facebook

sampaiodanovoa2016 / Facebook

António Sampaio da Nóvoa

António Sampaio da Nóvoa

O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa lamentou esta quarta-feira o que qualificou como um “ataque infundado” ao seu currículo, por parte de “um jornal e um candidato”, e apresentou no Facebook as suas qualificações académicas.

Num extenso post no seu Facebook com o título de “Nota a propósito das notícias e boatos sobre a minha formação académica“, a que juntou 13 anexos, Sampaio da Nóvoa diz que “era suposto que a formação inicial de um professor catedrático, e que foi reitor da maior universidade portuguesa, não fosse tema de conversa e baixa política numa campanha eleitoral”.

“Tenho estado calado por acreditar nos princípios republicanos da igualdade. Não me parece que faça qualquer sentido invocar os títulos académicos numa campanha, mas, perante a insistência, não me resta outra alternativa que não responder”, diz Sampaio da Nóvoa.

O antigo reitor lembra que deu aulas e investigou em várias universidades portuguesas e internacionais e “todas validaram” as suas competências académicas.

“O meu currículo serviu para estas Universidades, mas não convence um jornal e outro candidato. Lamento”, diz o candidato.

No passado dia 14, o candidato Cândido Ferreira levantou dúvidas sobre a licenciatura de Sampaio da Nóvoa, afirmando não ser claro que o antigo reitor da Universidade da Lisboa tenha concluído alguma licenciatura em Portugal.

Cândido Ferreira questionou ainda “a forma como Nóvoa subiu na hierarquia da Universidade de Lisboa” e desafiou o seu adversário a esclarecer o seu percurso académico, nomeadamente a forma como obteve a licenciatura.

Já esta quarta-feira, o Correio da Manhã revela que a Universidade de Genebra, na Suíça, teria validado uma suposta falsa licenciatura do candidato, com base num curso superior do Conservatório Nacional, que segundo o jornal não dá direito a licenciatura.

É muito estranho para mim, que uma carreira académica, nacional e internacionalmente reconhecida, esteja agora a ser questionada e vilipendiada, pondo em causa o meu carácter e honradez, mas também as universidades por onde passei e onde fui sempre avaliado publicamente com as melhores classificações”, acrescenta Sampaio da Nóvoa.

Através da análise do percurso académico, assente no Curso Superior de Teatro que tinha, na actividade docente e de investigação, “e também na realização de provas e entrevistas, a Universidade de Genebra entendeu que eu estava em condições de entrar” no curso de Ciências de Educação.

“Nada mais natural. Sem quaisquer equivalências. Sem validações absurdas”, realça António Sampaio da Nóvoa.

ZAP

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9 COMENTÁRIOS

  1. Os candidatos presidenciais da direita, Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo Morais, Cândido Ferreira e Henrique Neto, elegeram como “inimigo de estimação” Sampaio da Nóvoa. Isso é um bom indicador de voto, para eles é uma ameaça real. Se não é bom para a direita, é ótimo para a esquerda.

    • Não meta tantos socialistas à direita, o que estes à ex-cessão de Marcelo que se está borrifando para a arraia miúda e para essa guerrilha, estão a fazer será atacar um individuo de extrema-esquerda que passa apenas a sua campanha a caluniar e a pretender meter-se na área desses socialistas com o apoio de grande parte da máquina socialista, talvez por isso se sintam no direito de divulgar os podres do senhor da Nóvoa que apenas agora tardiamente decide divulgar na net as suas qualificações que poderão ser ou não verdadeiras.

  2. Qualquer um pode comprar uma licenciatura em Bombaim por 500 dólares, é só escolher o que mais gostar, depois ser revolucionário e candidatar-se a reitor de uma universidade, desde que chumbe os alunos de direita, porque são perigosos.

    • Parece que as alunas de direita é que tem uma nódoa tipo Módica Lewinski. Tudo a pedido delas para melhoria de nota, será por isso que eles (os luisinhos betinhos) dizem ser considerados perigosos. Quanto às licenciaturas em Bombaim por 500 dólares é primeira vez que oiço falar, as coisas que tu sabes. Ainda te vamos ver em reitor daquela universidade onde praxe que é praxe ceifa vidas.

  3. Lamentavelmente, os juízes preocuparam-se com os coitados dos políticos,e decidiram de forma a que esses mesmos políticos não ficassem dependentes da família e os outros milhares de cidadãos que dela estão dependentes? ou será que, entre os juízes, existem também deputados nessas circunstãncias, ou mesmo seus parentes?Sem dúvida que é uma vergonha, e um desprestigio para esse tribunal, se é que ainda tem algum.

  4. Vamos lá ver se consigo esclarecer esta questão de forma a todos perceberem.
    As habilitações do candidato Sampaio da Nóvoa não se reduzem a um grau de licenciatura. Incorporam um grau de doutor (Universidade de Genève, em 1986, com a classificação máxima) e o grau de agregação (Universidade de Lisboa, em 1994, por unanimidade do juri). Não esquecer que estas habilitações são sustentadas por um grande número de publicações sujeitas a arbitragem por juízes internacionais. Neste contexto, questionar a forma como o candidato Sampaio da Nóvoa obteve o grau de licenciatura é a mesma coisa que pôr em causa as habilitações de alguém que concluiu o 12º ano com média de 18 valores (em 20) ou mais, depois de ter concluído o 9º ano com média de 18 valores ou mais, com base em suspeitas sobre se teve ou não aproveitamento no primeiro ano do ensino primário.
    O que está a ser explorado neste contexto de campanha eleitoral é uma subtileza envolvendo a diferença entre as legislações que regulamentam o acesso ao ensino superior em Portugal e na Suiça. Lá não é requerido que um candidato a prestar provas para o grau de doutor detenha o grau de licenciatura.
    Já no que respeita a outras licenciaturas que têm sido questionadas recentemente, estas, a serem válidas, constituiriam o grau académico mais alto obtido.

  5. Pois… mas para todos os efeitos não é licenciado. Pode ser doutor mas licenciado, por tudo aquilo que eu vi até ao momento, não é. Isso nem é grave. Grave será se disse que o era ou se tirou proveito disso para poder estar onde está ou onde esteve antes.

  6. Os amigos servem para as ocasiões

    1 – Para ingressar no curso de estudos avançados em Ciências da Educação, Sampaio da Nóvoa teria de ser titular, obrigatoriamente de uma licenciatura universitária e de ter o mínimo de três anos de prática pedagógica. O diploma de estudos avançados exigia 8 créditos de um a três anos.
    (Plano de estudos do curso de estudos avançados, secção de ciências da educação, faculdade de psicologia e de ciências da educação, Universidade de Genebra, 1980-1981, página 22.)

    2 – Sampaio da Nóvoa declarou que não entrou neste curso de estudos avançados à custa de quaisquer equivalências (ponto 6 do nota da sua página de campanha intitulada «NOTA A PROPÓSITO DAS NOTÍCIAS E BOATOS SOBRE A MINHA FORMAÇÃO ACADÉMICA».

    3- Citando ainda Sampaio da Nóvoa no ponto 5 da mesma nota: «Quanto ao referido diploma universitário em Ciências da Educação (Diplôme d’études avancées), trata-se de um curso dirigido sobretudo a profissionais da Educação com formação e experiência na área pedagógica. A entrada para o curso depende de uma avaliação criteriosa do percurso académico e profissional anteriores. No meu caso foi considerada a frequência do curso de Matemática na Universidade de Coimbra e a conclusão do referido Curso Superior de Teatro do Conservatório Nacional, mas também a experiência profissional na formação de professores, realizada no Magistério Primário de Aveiro, a actividade pedagógica ao serviço do Ministério da Educação e a publicação de variadíssimos trabalhos académicos.»

    4 – A certidão de 21 de Outubro de 1976 do Conservatório sobre o curso de teatro não corresponde a uma licenciatura universitária. Trata-se de um curso que não confere graus académicos (Portaria 878/83; Portaria 908/94). Se a Universidade de Genebra tivesse exigido (?) o despacho interno do Ministro Veiga Simão de 10 de Fevereiro de 1972, referenciado na dita certidão do Conservatório perceberia que não se tratava de uma licenciatura.

    5 – Como antes do processo de Bolonha não havia bacharelatos na UG a «licence» era o primeiro grau. Talvez por estas e por outras é que:

    «Já tinha sido difícil o reconhecimento do diplôme d’études avançées ao grau de licenciado, tornado possível em 1984, por deliberação de um júri nomeado pela universidade de Aveiro». Agora sentia os mesmos problemas com o doutoramento. A situação acabaria por se resolver, no final de 1986, por deliberação de um júri nomeado pela Universidade de Lisboa». «António Sampaio da Nóvoa», de Filipe Fernandes, editora Planeta, 2015, página 113.

    6 – As Universidade de Aveiro e de Coimbra não reconheceram, por exemplo, a tese de doutoramento de Sampaio da Nóvoa (ler «O regresso da Portugal em 1986 da mesma obra atrás. Foi a mão do amigo Albano Estrela que valeu a SN:

    “Ele obteve as equivalências para licenciatura e doutoramento na Suíça. A Universidade de Lisboa, onde eu fui júri, reconheceu-lhe essas equivalências. Essas suspeitas são um disparate”, explicou ao CM o Albano Estrela, de 82 anos.», Correio da Manhã, 18-01-2016.

    7 – Em 2004 Sampaio da Nóvoa homenageia Albano Estrela, numa edição sobre o Currículo da EDUCA.

    8- Em todas as biografias Sampaio da Nóvoa é apresentado como licenciado em teatro, inclusive em 1976.

    9 – Quanto ao resto já conhecem a história……

    É curioso que Albano Estrela fale ao CM em equivalências na Suiça para a obtenção da licenciatura. É mesmo muito interessante. Posto que não houve equivalências na Suiça. Uma trapalhada que merece profunda investigação num segunda volta sobre o assunto……
    PS –

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