Resposta da Nova Zelândia à covid-19 foi tão eficaz que a taxa de mortalidade diminuiu

Um novo estudo mostra que a resposta da Nova Zelândia à pandemia da covid-19 foi tão eficaz que o país viu a sua taxa de mortalidade diminuir em relação a anos anteriores.

Ninguém pode negar que a Nova Zelândia foi um dos melhores exemplos no combate à covid-19. Até hoje, o país, no qual vivem cerca de cinco milhões de pessoas, registou pouco mais de dois mil casos e apenas 25 óbitos relacionados com a doença.

Mas agora, conta o site IFLScience, um novo estudo descobriu que a abordagem neozelandesa não só garantiu que a pandemia não fizesse muitos estragos, como também fez com que a taxa de mortalidade diminuísse.

É certo que a localização isolada da Nova Zelândia lhe oferece algumas vantagens quando se trata de controlar doenças infecciosas, porém, não nos podemos esquecer que este país também recebe muitos turistas, o que fez com que alguns casos de covid-19 lá chegassem antes de a ameaça ser ainda conhecida.

Mas o Governo respondeu com fortes restrições, limitando os movimentos ao essencial, até ter a certeza de que todos os casos eram dados como recuperados. O país também foi atingido por pequenos surtos, mas que também foram rapidamente eliminados.

Alguns Executivos tentaram seguir o exemplo, mas faltou-lhes a clareza e a compaixão com que a primeira-ministra Jacinda Ardern, entretanto reeleita com maioria absoluta, comunicava as decisões.

Na revista científica The Lancet, os cientistas do Instituto Médico da Nova Zelândia rastrearam o número total de mortes por semana, comparando cada uma delas com a média de 2015-2019. Durante os primeiros quatro meses de 2020, incluindo as primeiras cinco semanas de confinamento, a mortalidade foi semelhante aos anos anteriores.

Mas a partir de finais de abril, o país conseguiu ir ainda mais longe. A taxa de mortalidade caiu para níveis sem precedentes e permaneceu nesses valores pelo menos até finais de setembro, o último mês com dados disponíveis.

Segundo o mesmo site, o número total de mortes foi de 123,4 por milhão de habitantes por semana durante o confinamento e, depois disso, registou-se uma queda de 11% em relação aos anos anteriores.

Apesar deste período ser geralmente marcado por “um aumento da mortalidade devido a doenças como a gripe e a pneumonia”, os autores do estudo notam que, possivelmente, as mesmas medidas que impediram as pessoas de contrair covid-19 também reduziram a transmissão dessas doenças.

Além disso, os investigadores consideram que como as pessoas também estiveram mais por casa, causas de morte como “acidentes rodoviários, poluição do ar e complicações pós-cirúrgicas” também terão diminuído.

Filipa Mesquita, ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. A-Na maioria dos países europeus (ex. Alemanha e Inglaterra), o critério da prioridade de vacinação contra o Covid é o seguinte: 1º- Maiores de 80 anos; 2º- Maiores de 75 anos; 3º- Maiores de 70 anos; 4º- Maiores de 65 anos e Profissionais da Saúde, ligados à Covid; 5º- Maiores de 60 anos + Profissionais da Saúde não ligados à Covid, e Forças de Segurança e Bombeiros; etc etc
    B-Em Portugal foi ao contrário. Começaram com todos os Profissionais da Saúde, e escolheram como exemplo para a TV, um médico de 65 anos. Mas vimos nas reportagens, que os restantes vacinados na mesma altura, tinham 25, 30 ou 35 anos.
    C-Eu tenho 82 anos. Atiram-me lá para depois de Abril…
    D-Enfim, é o país que temos.

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