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No Reino Unido, os comerciantes invocam a Magna Carta para recusar confinamento

Para se manterem de portas abertas, os comerciantes estão a invocar a Magna Carta, um documento histórico assinado em 1215 pelo rei João da Inglaterra.

No Reino Unido, algumas empresas têm invocado a histórica garantia de liberdades, com mais de 800 anos, para se recusarem a aceitar as restrições impostas pelo Governo de Boris Johnson no período entre 5 de novembro e 2 de dezembro.

A Magna Carta serviu de base legal ao fundamento de vários regimes democráticos constitucionalistas. Segundo o Diário de Notícias, uma cabeleireira de Bradford, no norte da Inglaterra, invocou o dcoumento e tornou a sua causa célebre nas redes sociais, depois de acumular multas de mais de 17 mil libras, cerca de 19 mil euros.

“Não aceito nenhuma multa”, disse Sinead Quinn a um agente policial, num vídeo publicado recentemente. “Não estou a infringir nenhuma lei. Opero o meu negócio de acordo com a lei comum.” Apesar do confinamento, a cabeleireira mantém o salão aberto e vê as multas acumularem.

Numa publicação no Instagram, Quinn citou o “artigo 61” da Magna Carta para reforçar a sua crença de que “temos o direito legal de resistência se sentirmos que estamos a ser governados injustamente”.

O Conselho de Kirklees, a autoridade de governo local, disse que as ações da empresária são “egoístas e irresponsáveis”. Se Quinn não pagar as multas, um porta-voz do órgão de governo local disse à AFP que ela enfrentará “eventualmente uma acusação judicial“.

À semelhança de Quinn, vários comerciantes britânicos têm usado a Magna Carta como um argumento para permanecerem de portas abertas.

  ZAP //

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