Nasce no domingo o PDR de Marinho e Pinto para “combater a direita selvagem”

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Ex-bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, eleito eurodeputado pelo MPT

Ex-bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, eleito eurodeputado pelo MPT

O novo Partido Democrático Republicano (PDR), que vai ser apresentado no domingo, em Coimbra, avançará com “medidas efectivas” para travar a emigração de milhares de jovens portugueses, disse hoje o seu fundador Marinho Pinto.

“Não podemos recuperar já esta magnífica geração de jovens que saíram do país”, afirmou à agência Lusa António Marinho Pinto, eurodeputado eleito pelo Movimento do Partido da Terra (MPT), do qual entretanto se desvinculou.

Lamentando a partida “de quadros excelentes que foram servir outros países e outras economias”, após terem obtido qualificação académica e profissional, à custa das suas famílias e do Estado, assegurou que o PDR tomará “medidas efectivas para impedir que a sangria continue”.

O ex-bastonário da Ordem dos Advogados defendeu, por outro lado, que a Assembleia da República deverá “criar um quadro legal rigoroso de incompatibilidades” entre as atribuições políticas dos deputados e os seus interesses privados.

O Parlamento nacional “não pode ser um centro de corrupção”, declarou, frisando que esta sua opinião também se aplica ao Parlamento Europeu.

A direita portuguesa guarda os seus princípios no mesmo bolso onde guarda o seu dinheiro”, acusou.

Marinho Pinto está contra uma eventual redução do número de deputados e disse que o PDR “não se revê na tradicional geometria política” portuguesa que distingue a esquerda da direita.

O partido promete combater a actual coligação PSD/CDS no poder, a qual representa “a direita mais selvagem” no poder desde o 25 de Abril de 1974.

Neste contexto, acusou também o PCP e o BE de terem contribuído, no Parlamento, “para derrubar o Governo de centro-esquerda” do socialista José Sócrates.

O PDR quer “regressar aos valores fundadores do ideal democrático e republicano”, a começar pela liberdade, “que defenderá contra tudo e contra todos”, disse Marinho Pinto.

É igualmente necessário “pôr a Justiça a funcionar”, para que os tribunais “cumpram com independência a sua função constitucional”, cabendo-lhes “perseguir e punir os criminosos”.

O eurodeputado, eleito em maio pelo MPT, ressalvou que “só têm sido perseguidos – e de forma implacável – os pequenos criminosos” em Portugal, onde “a grande criminalidade económica e financeira continua a passar pela Justiça incólume”.

Marinho Pinto realçou que, na sua declaração de princípios, o novo partido defende “serviços públicos de qualidade”, em áreas como a educação, a saúde, os transportes, a água, a distribuição postal e a segurança social, entre outras.

O PDR poderá vir a propor que sejam anuladas “algumas das privatizações” já realizadas, como a distribuição postal.

“Tal como as nacionalizações não foram irreversíveis, há privatizações que também não o serão”, sublinhou.

A descentralização do Estado e a regionalização, como previsto na Constituição da República, são outras das propostas do PDR, cujo núcleo dinamizador inclui ainda nomes como Eurico Figueiredo e Fernando Condesso, ex-deputados do PS e do PSD, respectivamente.

Coincidindo com as comemorações republicanas do 5 de Outubro, a assembleia de fundadores do PDR realiza-se no domingo, às 15h00, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra.

/Lusa

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3 COMENTÁRIOS

  1. O Marinho Pinto é um tretas. Dizia ele e não há muito tempo que estava disposto a viabilizar um governo do PSD. é um demagogo populista a tentar caçar votos.

  2. Antes votar neste que no tri de ladroes que nos governam e nada fazem para combater a máfia instalada. Já que eles são lá postos pela mesma máfia!

  3. Dr. Marinho Pinto, sou um seu admirador, porque sei que aquilo que defende é um projecto sincero e tansparente para mudar o rumo errado, que este País seguiu durante os últimos 40 anos. É muito tempo de espera e sobretudo ansiedade de ver aquilo em que sinceramente acredito, ser posto em prática.
    Sou militante do Partido Socialista, desde 1974. Tive os meus ídolos, aqueles que julgava credíveis, para restituir ao povo português, aquilo que mais anseia – justiça, solidariedade e sobvretudo transparência na vida pública. Acreditei em António Guterres, impedido de concretizar o seu projecto, porque o povo português não lhe deu a maioria para governar e mais recentemente António José Seguro, que se propunha mudar de paradigma, separar definitivamente os negócios que têm arruinado a vida pública, da política e sobretudo rejuvenescer a vida política, com novos protagonistas e uma maneira diferente de fazer política.
    Os interesses ocultos e sobretudo a comunicação social poderosíssima, impediram-no de concretizar o seu projecto, o que sinceramente lamento. A história, encarregar-se-á de lhe fazer justiça,
    Como tal, conhecendo-o como conheço, pois já tiva o grato prazer de o conhecer pessoalmente e acrfeditando plenamente no seu ideário político e sobretudo a sua prática. enquanto jornalista, advogado e sobretudo como analista político, venho, por este meio, disponibilizar-me totalmente, para no meu concelho e na minha cidade – Santo Tirso, colaborar consigo e com o PDR, a levar por diante o seu projecto, que é o projecto da maioria esmagadora dos Portugueses.
    Um abraço fraterno ( o meu contacto é 914498977 )
    António José Marques de Carvalho
    Santo Tirso

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