Universidade não tem provas de que o novo líder do PP concluiu quatro cadeiras do mestrado

ZIPI / EPA

Pablo Casado sucede a Mariano Rajoy na presidência do Partido Popular espanhol

A Universidade Rey Juan Carlos não tem documentos que comprovem que Pablo Casado tenha apresentado os trabalhos que serviram de avaliação a quatro cadeiras do mestrado em Direito Público que o político espanhol garante ter concluído.

Esta segunda-feira, a chefe do Tribunal de Madrid, Carmen Rodríguez Medel, divulgou um comunicado no qual afirma que a Universidade Rey Juan Carlos não tem na sua posse documentos que comprovem que Pablo Casado, o mais recente líder do Partido Popular, tenha concluído quatro cadeiras do mestrado em Direito Público.

Segundo o jornal espanhol El Independiente, a universidade informou a juíza que está a investigar as licenciaturas e mestrados de Casado e a informação de que “não consta” que o novo líder do PP tenha apresentado os trabalhos que, supostamente, serviram de avaliação a quatro cadeiras do mestrado, no ano letivo 2008-2009.

Isto significa que não existe qualquer documento, seja “emails ou outro tipo de comunicação”, que comprovem a entrega dos trabalhos das cadeiras em causa.

O Observador realça, no entanto, que fontes oficiais da universidade espanhola já vierem afirmar que “não há obrigação de registar e arquivar os trabalhos” dos alunos, isto porque estes devem ser guardados pelos professores dos vários cursos.

Este motivo fez com que a juíza pedisse ao diretor do mestrado, Enrique Álvarez Conde, assim como à professora Alicia López de los Mozos, também responsável pelo curso, que “se conservaram os trabalhos, contribuam” para a investigação, numa tentativa de os convencer a mostrar provas de que estes trabalhos foram mesmo entregues por Casado.

Há, porém, fontes próximas do político que garantem que os trabalhos de avaliação foram entregues, defendendo que a universidade não tem o dever de os arquivar, uma vez que foram feitos há 10 anos e que não se trata de uma tese de mestrado.

O currículo de Pablo Casado levou à abertura de investigações universitárias e judiciais depois de, em abril, o jornal espanhol El País ter publicado um artigo que referia que Casado também tinha frequentado um mestrado, mas não se lembrava “de ter ido às aulas”.

Carmen Rodríguez Medel ordenou ainda que a RTVE, uma rede de televisão espanhola, disponibilize a gravação do dia 10 de abril, dia em que Pablo Casado deu explicações à comunicação social sobre o mestrado que frequentou.

Além disto, a juíza pediu à Guardia Civil que forneça informações sobre a atividade laboral de Casado durante o ano letivo 2008-2009, assim como relações “diretas ou indiretas” com “membros em cargos públicos, em partidos políticos ou na Universidade Rey Juan Carlos”.

Pablo Casado, eleito este fim de semana, está a ser investigado por alegados crimes de falsificação de documentos, prevaricação administrativa e suborno. O jornal sublinha que as suspeitas sobre a sua carreira académica já eram conhecidas quando foi escolhido para liderar o PP.

ZAP //

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