Nadia e Lamiya querem que o Daesh responda por crime de genocídio

Patrick Seeger / EPA

As iraquianas yazidis Nadia Murad e Lamiya Aji Bashar, antigas escravas sexuais do Daesh, venceram o Prémio Sakharov 2016

As iraquianas yazidis Nadia Murad e Lamiya Aji Bashar, antigas escravas sexuais do Daesh, venceram o Prémio Sakharov 2016

As duas ativistas foram esta terça-feira galardoadas com o Prémio Sakharov 2016 e pediram ajuda à comunidade internacional para levar o auto proclamado Estado Islâmico perante o Tribunal Penal Internacional por genocídio dos yazidi, no Iraque.

As yazidi Nadia Murad e Lamiya Aji Bashar, que hoje receberam, em Estrasburgo, o galardão no valor de 50 mil euros, apelaram ainda ao estabelecimento de uma zona de proteção, no Iraque, paras as minorías.

“Esperamos do Parlamento Europeu e do mundo que leve o genocidio dos yazidi perante o Tribunal Penal Internacional para que se faça justiça e se peçam contas ao auto-proclamado Estado Islâmico”, disse Lamiya Aji Bashar, discursando perante a sessão plenária do PE.

Por seu lado, Nadia Murad acrescentou que “a comunidade internacional tem que estabelecer uma ou mais zonas de segurança para estas minorias no Iraque, coordenadas pelo Governo iraquiano e as autoridades do Kurdistão”.

O presidente cessante do PE, Martin Schulz, apelou também a que não fique impune o genocídio de “um dos mais antigos povos da humanidade”.

A cerimónia contou com a presença de familiares das premiadas, incluindo um irmão de Lamiya, ainda criança, que estava num campo de refugiados.

O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento é atribuído anualmente pelo Parlamento Europeu.

Nadia e Lamiya foram escolhidas, em outubro deste ano, para ganhar o prémio pelos seus esforços na defesa da comunidade yazidi e das mulheres que sobrevivem à escravidão sexual às mãos dos jihadistas, tendo-se tornado porta-vozes da sua comunidade na denúncia dos crimes de guerra e genocídio.

Ambas são oriundas de Kocho, uma aldeia iraquiana tomada pelo Daesh em 2014, com centenas de mulheres e raparigas yazidis a serem raptadas e escravizadas sexualmente pela organização extremista.

Durante o massacre na cidade, Nadia perdeu seis dos seus irmãos e a mãe, que foi morta juntamente com oitenta mulheres mais idosas, consideradas como não tendo qualquer valor sexual.

Lamiya também foi explorada como escrava sexual, juntamente com as suas seis irmãs. Foi vendida cinco vezes entre os militantes e forçada a fabricar bombas e coletes suicidas em Mossul depois de os militantes do Daesh executarem os seus irmãos e o seu pai.

ZAP / Lusa

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