Na Função Pública ganha-se mais 500 euros do que no sector privado

O salário médio da Função Pública rondava os 1686 euros, em Julho deste ano,  valor que reflecte uma subida de 1,7% relativamente ao mesmo mês em 2016 e que constitui mais 500 euros do que o que se paga, em média, no sector privado.

Os dados são avançados pelo Diário de Notícias, que refere que o ordenado médio, no sector privado, se situava, no final de 2016, nos 1150 euros mensais.

Esta diferença de cerca de 500 euros, entre os salários médios pagos no privado e no público, “explica-se essencialmente pelo facto de as qualificações e a antiguidade serem mais elevadas no Estado”.

Mas analisando a situação em detalhe, nomeadamente por sector de actividade, é possível concluir que o privado paga melhor do que o público em áreas como a Informática e os cargos de liderança.

A remuneração base média mensal da Função Pública situava-se em 1.459,1 euros brutos, em Julho passado, o que representa uma subida de 1,3% em termos homólogos, “por efeito conjugado do impacto das políticas remuneratórias” e “da entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios”, refere o documento da Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP), divulgado nesta quinta-feira.

Já o ganho médio mensal (incluindo suplementos) situou-se em 1.686,9 euros brutos em Julho, indicando um aumento homólogo de 1,7%, pelos mesmos motivos, segundo o documento.

Emprego aumentou 0,8% na Função Pública

O número de funcionários públicos cresceu 0,8% no terceiro trimestre face ao mesmo período do ano passado, para 661.419, segundo a SIEP.

Em Setembro havia, assim, mais 5.259 trabalhadores nas administrações públicas do que no mesmo mês de 2016, revelam os dados da publicação trimestral da Direcção Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

Os maiores aumentos homólogos verificaram-se no Ministério da Educação (mais 2.044 trabalhadores do que em Setembro de 2016) e no Sector Empresarial do Estado (mais 1.089 funcionários).

Os contratos a termo na administração pública caíram em 670 face ao mesmo período do ano passado, para um total de 68.302. Já face ao trimestre anterior, a redução foi de 9.902 contratos a termo.

A SIEP revela ainda que, apesar da queda homóloga do número de funcionários, a comparação face ao final de 2016 e ao trimestre anterior, mostra que o número de funcionários públicos caiu 0,4% e 1,0%, respectivamente.

Os ministérios da Educação e do Ensino Superior foram os que mais contribuíram para a redução trimestral, com menos 5.709 postos de trabalho, “reflectindo a actividade do início do ano lectivo 2017/2018, com os processos de colocação dos docentes contratados, dos técnicos superiores para actividade de enriquecimento curricular (AEC) nos estabelecimentos de ensino básico, secundário e superior”, lê-se no documento.

A DGAEP destaca ainda a saída definitiva de médicos nos estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde, Entidades Públicas Empresariais (EPE) e Agrupamentos de Centros de Saúde, “por motivos de extinção da relação jurídica de emprego ou caducidade de contrato, entre outros”.

Por outro lado, verificou-se um aumento trimestral de 0,3% na administração local, para 112.059 trabalhadores, devido, sobretudo, a “novos contratos de técnicos superiores (1,3%) e assistentes técnicos (0,4%) para novas actividades culturais, turísticas e de construção”, explica o organismo.

Comparando com o período homólogo, o número de funcionários na administração local aumentou 1,9% (mais 2.059 trabalhadores do que em Setembro de 2016).

ZAP // Lusa

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71 COMENTÁRIOS

    • Caro António, desculpe mas o seu comentário é que é tendencioso. O que a notícia diz é que as qualificações E A ANTIGUIDADE são maiores na FP, e que, objectivamemente e literalmente, “o salário médio na Função Pública rondava os 1686 euros, o que constitui mais 500 euros do que o que se paga em média no sector privado.”

      • Significando isso que os funcionários públicos, em média, não só têm mais qualificações como mais experiência. Assim sendo, é perfeitamente razoável que, em média, ganhem mais…

        • é o carvalho… até porque diga-me lá o caro Rui, porque razão é que por ter passado apenas mais um ano deve o funcionário receber mais e ser promovido??!!! em última instância um gajo que nunca tenha feito nada acaba por estar sempre a ser promovido?!

            • dar conversa a estes Car(v)alhos, é do carvalho, e é perder tempo. muitos são frustados, não estudaram, têm poucas habilitações, mas querem ganhar o mesmo. Claro que a FP tem muita gente que não merece o que ganha (apesar de até muitas vezes ganhar pouco), mas no Privado, acontece a mesma coisa, só que muitas vezes é nos patamares de cima (chefes, chefões, diretores, administradores, patrões, etc), que deveiam promover a formação dos seus colaboradores e melhorar os salários, etc, e claro, depois aparece o mexilhão a queixar-se. mas solidarizo-me com esse mexilhão, embora seja da FP, 1° porque são maltratados, e 2° porque sei o que é ser objeto e vitima de má gestão (mais na FP, mas tb no Privado q tb lá andei e ganhava várias vezes mais do q ganho hoje na FP)

  1. O título da notícia é tendencioso, parecendo visar, uma vez mais, a criação de atritos entre os trabalhadores de ambos os sectores. É que não se deve confundir trabalhadores do Estado com oportunistas que vivem à custa do mesmo Estado. No Estado um trabalhador qualificado ganha mal. Quando me aposentei ganhava 1/4 do salário de um funcionário do sector privado com equivalentes responsabilidades e habilitações académicas (universitárias).
    Relativamente a quem tem menores habilitações escolares e responsabilidades de menor grau, vê-se ainda hoje trabalhadores do sector privado com apenas o ciclo preparatório ou o 9º ano a beneficiarem de salários superiores aos de funcionários públicos com o 12º ano ou mesmo com licenciaturas e sobretudo com responsabilidades profissionais impossíveis de serem assumidas por aqueles outros trabalhadores.
    Depois, elevar a média mensal para 1 686,9 euros à custa dos suplementos é continuar a falsear os dados e a enganar a opinião pública. É que tais suplementos são atribuídos, geralmente, a quem exerce cargos de nomeação política ou algo idêntico e a quem já beneficia de salários muito altos. Se elevar a média à custa dos poucos que ganham muito é matematicamente compreensível, não o é de todo aceitável.

    • Então trabalhasses no privado… Pois eu sei não erra a mesma coias!

      “Hora cá esta… Ganham mais e trabalham muito menos…
      Estão sempre de ferias ainda hoje a minha esposa foi fazer uns exames a um hospital publico e não os pode fazer pois os técnicos estavam de férias!
      Ainda na semana passada foram os médicos e os enfermeiros… fárias quando querem e lhes apetece tem bons patrões!
      Já está na hora de se acabar com a função pública… E por tudo por igual, salários, deveres, direitos, horários, reformas, etc.
      Eu também queria ser funcionário do estado… isso sim é que erra vida!”

      • Os respectivos técnicos (TSDT- Tecnicos Superiores de Diagnostico e Terapêutica) que iriam, e digo bem que iriam e vão fazer os exames a sua excelentíssima esposa, não se encontravam de ferias mas sim EM GREVE, que para sua informação se encontram em luta pelos seus direitos desde o dia 2 de novembro e por tempo indeterminado ate o governo que o sr. provavelmente elegeu, se decidir a assumir os compromissos que estabeleceu com os sindicatos….para que saiba estes profissionais tem na sua formação académica uma licenciatura, mestrados e doutoramentos…a base salarial da carreira é de 1020 euros brutos, levam para casa menos de 900 euros….o que não corresponde de todo a esta media salarial que é apresentada….
        todos nos lutamos pela EQUIDADE seja na função publica seja no privado…
        passe bem

        • 900 euros e é mau?! 900 euros na base salarial da carreira?!!!! Eu tenho mestrado, entrei a ganhar 600 euros e trabalho muito mais do que 40 horas por semana. Neste momento ainda não atingi esse seu valor base e já trabalho há dez anos. E como eu há muitos. Mesmo muitos.

  2. Para não andarmos a comparar alhos com bugalhos (ou ordenados de juízes com operários) gostaria muito de ver comparados os salários médios da função pública e do sector privado agregados por nível de habilitações académicas e anos de experiência profissional. Porque será que NENHUM meio de comunicação até agora o fez? Será preguiça jornalística ou simples spin? É que os resultados de tal comparação permitiriam ver claramente que, para o mesmo nível de qualificação e experiência, os funcionários públicos ganham bem menos do que os do sector privado…

    • Completamente de acordo….. Só que o funcionário público não é despedido, não fica sem trabalho por insolvência, não está na fila do centro de saude, marca férias quando quer, não trabalha aos sábados, domingos e feriados e tem um emprego de 35 horas semanais…. Pois é amigo, são realidades diferentes… Os funcionários públicos que se despeçam e venham para o privado…..

      • Nem todos os funcionários públicos têm essas regalias todas. Há na função pública quem não possa marcar férias quando quer, trabalhe frequentemente aos fins-de-semana (mesmo que seja em casa), e trabalhe consistentemente mais de 40h por semana. Têm, de facto, muito maior segurança no trabalho, mas obviamente nem tudo podia ser pior. Conheço pessoalmente vários (área de informática) que se despediram da função pública e foram para o sector privado ganhar muito mais.
        Independentemente disso, o que está em causa é o enviesamento da comunicação social, onde se comparam salários médios de pessoas com habilitações académicas em média muitíssimo díspares. Que apontem todas as vantagens de ser f.p., mas que comparem os salários com honestidade.

    • Olhe… e juizinho nessa cabeça?! O senão não faz a mínima ideia do que fala. Explico-lhe o porquê.
      Mais de 95% das empresas nacionais são PMEs onde o habitual é salário mínimo para todos. Há exceções mas acredite que na generalidade todos os operários vão corridos a salário mínimo. Alguns setores / indústrias implicam salários mais altos mas são poucos. Nestas PMEs mesmo os qualificados não vão além de 1500 euros na generalidade. Por isso sobram as grandes empresas, as poucas grandes empresas onde se pagam alguns salários melhores mas mesmo nalguns casos o grosso dos trabalhadores vai corrido a salário mínimo ou muito próximo disso (sonae, jerónimo martins,…)

    • Mas trabalham menos e têm mais férias!

      “Hora cá esta… Ganham mais e trabalham muito menos…
      Estão sempre de ferias ainda hoje a minha esposa foi fazer uns exames a um hospital publico e não os pode fazer pois os técnicos estavam de férias!
      Ainda na semana passada foram os médicos e os enfermeiros… férias quando querem e lhes apetece tem bons patrões!
      Já está na hora de se acabar com a função pública… E por tudo por igual, salários, deveres, direitos, horários, reformas, etc.
      Eu também queria ser funcionário do estado… isso sim é que erra vida!”

      • Ó VERDADE AGORA, que curioso cognome para se identificar. E que VERDADE você me saiu… Será que sabe do que fala? Ora vamos lá ver:
        Não estará a confundir férias com greves? Mas se eram mesmo férias, esses trabalhadores da saúde não terão direito a elas? São só vinte e poucos dias por ano. Quer que as férias sejam só para si?
        Então acha que é pôr tudo por igual, salários, deveres, direitos, horários, reformas, etc. ? Que pretenderá com isso? A ideia é no mínimo duvidosa.
        Acha que se eu o ensinasse a trabalhar (isto é só um exemplo), você devia ganhar tanto como eu?
        Quanto a deveres, queria ter tantos como o funcionário público? Pense bem, olhe que são bem mais rigorosos do que o que pensa.
        E direitos? Queria perder alguns? É que você tem mais direitos do que o trabalhador do Estado. Não sabia? Procure saber.
        E até acha que as reformas deviam ser iguais. Com essa pretensão mostra que não sabe a quantas anda. Como poderia ter uma reforma igual à de um funcionário público, se os descontos para o efeito, ao longo de 40 anos, são 4, 5, 10 (eventualmente 50 ou 100) vezes mais do que os seus? Não sabia disto, pois não?
        E acha que está na hora de acabar com a Função Pública, diz você. Pois bem, leia o último parágrafo do meu segundo comentário, e faça a experiência que lá propus. Faça a experiência e depois pense um pouco.
        Passe bem.

      • Nesse caso, porque não se apresenta a concurso público? Se tiver as qualificações e experiência necessárias e melhores do que os outros concorrentes, entra para o (a seu ver) paraíso. De que está à espera?

  3. Como é possível comparar salários médios?
    A maior parte dos funcionários do estado são professores, enfermeiros e médicos. Estes, como é óbvio, têm habilitações acima da média. Hoje em dia estes profissionais têm em média o equivalente ao Mestrado.

    Como é óbvio, no privado predominam funcionários laborais, muitos com o 9.º ano de escolaridade e talvez a maioria com o ensino secundário. Então estamos a comparar médicos com operários de linha ?

    Não tirando mérito e dignidade a qualquer uma das profissões, não é comparável. No dia, e para lá caminhamos, em que todos os operários fabris tenham uma licenciatura, então vamos comparar. E, nesse dia, o mais provável é que os funcionários do privado aufiram em média mais 1000 euros.

    E os senhores jornalistas que comecem a investigar os prémios e ajudas de custo e/ou representação de “meia dúzia” de funcionários de estado, que lá chegaram através de nomeação política. Isso sim, é que é vergonhoso.

    • Eu acho é que os funcionários públicos, “coitados”, estão a passar muito mal!
      Convido-os a deixar o setor publico e irem mas é trabalhar para os privados, que aí eles estarão bem melhor certamente.
      Mas então porque será que tudo quer ir para o setor publico?????????????

      • Será que quer? Conheço pessoalmente vários que fizeram precisamente o contrário por causa dos baixos salários (para a qualificação) e perspectivas de progressão no sector público.

        • Caro amigo. Depende das profissões. Agora que na generalidade dos casos ganha-se mais no público do que no privado não tenha dúvidas. Tire deste raciocínio os médicos, engenheiros e pouco mais e o raciocínio está correto.

      • e são arrogantes trabalham ao relantim ,e tem amania que são portugueses de primeira
        são os que dão prejuizo ao pais não produzem nada é só serviços caros aos contribuintes

    • Veja quanto ganha um enfermeiro no público e no privado. Um professor no público e no privado. Um auxiliar de enfermagem ou um auxiliar de educação no público e no privado e depois volte aqui à conversa.
      Sabe é que privado não se é promovido só porque passou mais um ano…

        • O caro amigo desconversa. Então não sabe o motivo para os médicos ganharem tanto no privado? Porque em Portugal há poucos médicos. A classe sempre conseguiu controlar o acesso à carreira. Vá a Espanha, apanhe um táxi e provavelmente vai ser guiado por um… médico. Ah pois é!
          Tudo o resto não tem razão. Na generalidade das profissões ganha-se mais no público do que no privado. Tanto que é verdade que não só não me desmentiu nenhum dos meus exemplos como veio dar um exemplo muito específico português resultante da força de uma classe e quanto aos juízes nem vale a pena comentar pela infelicidade do exemplo, meu caro.

    • A sua análise, vista em termos de vencimento médio, está muito correcta. A grande maioria dos funcionários públicos – eu não sou nem nunca fui funcionário público – tem uma formação mais elevada, pois há, de facto, uma elevadíssima percentagem de funcionários com cursos superiores, enquanto no privado a grande maioria são pessoas dedicadas à produção, uma grande parte em linhas de produção e outros serviços considerados menores, onde não existe grande exigência de habilitações. Uma grande maioria serão colaboradores com o 9.º e no máximo até ao 12.º anos, havendo certamente ainda muitos com a antiga instrução primária. Por isso comparar-se “vencimento médio” entre a função pública e a privada, sem incluir mais pormenores, é como comparar dois produtos que nada têm a ver um com o outro.

  4. Caro JOCA, não fale do que não sabe. Mal de si se os funcionários públicos ficassem sem trabalho por insolvência do Estado. Pense bem.
    Mal de si se os funcionários públicos fossem para as filas dos centros de saúde, pois aumentando as filas você teria ainda mais dificuldades em ser atendido.
    Mas já agora, o JOCA se quiser também não vai para essas filas. Vá ao médico ou clínica ou hospital privado e pague a saúde do seu bolso. É o que fazem os funcionários públicos, descontando todos os meses para o efeito e quando se trata de exames de diagnóstico ainda têm de pagar parte deles na hora do acto. Enquanto isso, você tem o Serviço Nacional de Saúde que é universal e gratuito, para o qual nenhum privado desconta.
    Quanto a marcar férias, não é quando querem. Os professores têm um mês entre 15 de Julho e 31 de Agosto para as gozarem. Na saúde têm mais espaço, mas não quando querem. e às vezes, por força das necessidades de serviço, são obrigados a goza-las em épocas impróprias.
    Sobre as 35 horas, admito que em certos casos até pudessem ser 40. Mas para o pessoal médico e de enfermagem, bem como para os professores, em muitos casos 35 horas já são demais. Aliás, devo acrescentar que até no sector administrativo há quem leve trabalho para casa que não é pago. Na educação, a maior parte dos professores trabalha 40, 50 ou mais horas, sem tempo para si e suas famílias. Falo com conhecimento de causa.
    E já agora, quanto a despedirem-se, têm sido muitos aqueles funcionários que deixam o Estado para ingressarem no sector privado, onde passam a ganhar mais e a terem menos aflições.
    Por último, faça esta experiência durante um mês: faça de conta que não há funcionalismo público. Tudo é privado. Mas não se sirva de nada que seja do Estado – médicos e hospitais, escolas, transportes, estradas e autoestradas, justiça, licenças de condução, rede de saneamento e de água, etc, etc.
    Faça a experiência!
    Um abraço.

    • Olhe tenha juízo e caia na realidade. Portugal é dos poucos países do mundo onde se ganha mais no público do que privado. Têm toda a segurança do mundo, são promovidos apenas pelo passar dos anos, trabalham 35 horas,… Enfim… e andamos todos nós a pagar estas chulices.

      • Chulices, não desconverse. Conheço a realidade portuguesa há quase 80 anos. Alguns comentadores alertaram-nos para não misturarmos alhos com bugalhos e parece que é o que continuamos a fazer.
        Isso das promoções pelo passar dos anos poderão acontecer em certos casos, normalmente por interesses nem sempre perceptíveis. Mas sempre que fui promovido tive de me submeter a provas públicas para o efeito, concorrendo ao lado de vários opositores.
        Se em vez de “promovidos” o Chulices queria referir-se a “salários aumentados” com o passar dos anos, o que acontece com os professores, há que entender isso como a única forma de valorização salarial, pois esses profissionais não têm patamares mais elevados a que possam candidatar-se. As suas funções, verdadeiramente extenuantes, são idênticas durante os 36 , agora 40 anos de serviço.

        • E faz algum sentido que só por passarem alguns anos recebam mais? Têm a atualização salarial que tem toda a função pública. Não faz qualquer sentido haver uma progressão à parte do salário. O que justifica isso? Não faz qualquer sentido, nem é aceitável.

          • Podia dizer-lhe que é tão aceitável como aceitável é aumentar o salário mínimo. Mas prefiro explicar-lhe a razão das tais progressões. Elas existem porque esses profissionais não têm patamares superiores, como você tem, a que possam candidatar-se. Você pode subir de categoria no seu trabalho. Tem é que estar preparado para isso. Os professores não têm. E as progressões a que têm direito são um truque criado pelos governos para pouparem dinheiro, pois o que deveria acontecer era o professor, depois de um determinado tempo probatório, passar a ter um salário condigno com a nobreza da sua profissão, com a responsabilidade que assume de ajudar a formar gente inteira, com o extenuante esforço intelectual a que se sujeita. E aí, sim, bastava que tivesse apenas aumentos de acordo com a inflação, como todos os trabalhadores têm direito. Percebeu agora? Passe bem.

            • Ahhhhhhh???!!! Os professores em Portugal são comparativamente com as restantes profissões muito bem pagos. Veja nos EUA quanto é que ganha proporcionalmente um professor face a outras classes profissionais.

            • Ó NADA DISSO, você sabe ler? Leu bem o meu comentário? Não entendeu o que escrevi? Pois é, e depois vem fazer coro com os ressabiados do sector privado. Ao contrário do que afirma, em Portugal, comparativamente com as restantes profissões, os professores são MAL pagos. Que comparação faz você? Está a compará-los com que trabalhadores? Já foi dito em comentários anteriores, e eu confirmo, que trabalhadores no sector privado com habilitações académicas idênticas às dos professores – licenciatura, mestrado, doutoramento – têm salários superiores, às vezes muito superiores aos dos docentes. Ou será que está a comparar a formação e o trabalho de um professor com a formação e a actividade de um vendedor de automóveis, de um operário da construção civil, de um empregado de armazém, ou coisa que o valha? Quando se socorre dos EUA para argumentar, esquece-se de duas coisas: 1º – que a escolaridade dos norte-americanos não acompanha a nossa. 2º – Não é o salário dos professores que se aproxima do das outras classes profissionais, mas sim o salário das outras classes profissionais que se aproxima do dos professores. Em Portugal, em vez de dizerem que o salário dos professores é elevado, queixem-se do vosso, se acham que é baixo.

  5. Epa sou funcionário público hà 21 e tenho um vencimento de 533 euros, la estou eu e mais milhares a estragar a media por baixo, pois se é media imagino quanto ganham os de topo dasss

  6. Hora cá esta… Ganham mais e trabalham muito menos…
    Estão sempre de ferias ainda hoje a minha esposa foi fazer uns exames a um hospital publico e não os pode fazer pois os técnicos estavam de férias!
    Ainda na semana passada foram os médicos e os enfermeiros… fárias quando querem e lhes apetece tem bons patrões!
    Já está na hora de se acabar com a função pública… E por tudo por igual, salários, deveres, direitos, horários, reformas, etc.
    Eu também queria ser funcionário do estado… isso sim é que erra vida!

    • Só não percebo é porque não se apresenta a concurso para entrar para a função pública. Tão trabalhador como é, certamente terá todas as qualificações necessárias. Ou será mais garganta?

  7. Aqui está a verdade dos factos, trabalho há 38 anos e estou no topo da carreira Técnico/Administrativa e isto é o que levo para casa de vencimento, pena é que os comentaristas em vez de atacar não procurem informação correta até porque os nossos salários são publicados em DR.
    CATEGORIA: Coordenador Técnico
    Rem. Base: 1156,85 €
    Ano : 22
    1156,85 €
    Posição: entre 1 e 2 Nivel: entre 14 e 17
    TALÃO DE VENCIMENTO
    Outubro
    Código Descrição Abonos Descontos
    Redução
    OE
    A000 Vencimento 1.156,85
    A013 Subsídio de Refeição 43,18
    A109 Subsídio de Natal Duodécimos 48,20
    D001 CGA – Vencimentos 132,83
    D002 ADSE /CGA 42,18
    D024 Sindicato Trab. Função Pública do Norte 11,57
    D035 IRS Taxa de 15,5% 186,00
    Totais (Eur) 1.248,23 372,58

    Liquido a receber : €875,6

    • Se estivesse no privado estaria com o salário mínimo ou mais 50 ou 60 euros?!!! Pensava que estaria a ganhar quanto? Acredite no que lhe digo. Deixe-se estar que está muito bem.

      • Então é porque se calhar tirou o mestrado errado, ou está na empresa errada.
        Mude, emigre, mas a ser verdade, não se deixe comer por espertalhões a usá-lo com uma formação elevada, por tuta e meia. De qq maneira, não tem razão a tentar nivelar por baixo. estar mal, não justifica querer, nem lhe dá o direito de que então todos têm de estar mal.
        Boa sorte, mas sobretudo, não se acomode

    • Caro Rafael:
      Se entrou para a Função Pública como Técnico Superior, digo-lhe que está a ser roubado! A base salarial de um técnico superior é de 995,51€, já a de assistente técnico é de 683,13€. A “minha Autarquia” nunca coloca os seus técnicos na 1ª posição Esta ai qualquer coisa que não bate certo….

      Sou funcionária publica há 25 anos, numa Autarquia. O meu vencimento é igual ao do técnico superior na 1.ª posição, a diferença é que demorei 17 anos a chegar a esse vencimento entre concursos e mais concursos e ainda o uso de um instrumento da Lei Geral do Trabalho que se chama “Opção Gestionária”, por parte da Autarquia. Portanto, desde 2009 que o meu vencimento é o mesmo, menos as diminuições ocorridas em 2010 a favor da crise.

      O que este “jornalecos” se esquecem é de mencionar a forma com que os FP sobem de vencimento… De acordo com os Artigos 156.º, 157.º e 158.º da LTFP, o trabalhador sobe de “nível” de acordo com:

      – a sua avaliação do desempenho (obrigatória e bianual), “coisa” que não é justa. A atribuição das boas avaliações, são quotizadas… ninguém é avaliado com justiça, mas sim de acordo com o número de quotas que são atribuídas a determinada categoria (Técnico Superior, Administrativos, Assistentes, Dirigentes) e por Departamento.
      O trabalhador para atingir a posição remuneratória seguinte àquela em se encontra, tem que obter 10 pontos nas avaliações, isso pode levar anos e anos a acontecer, porque para subir na tabela as melhores classificações são as que mais sobem, a saber:

      6 pontos por cada Excelente;
      4 pontos por cada relevante;
      2 pontos por cada Adequado;
      2 pontos negativos por cada Inadequado

      O excelente é muito raro. Obedece a inúmeras justificações e autorizações…. tudo tem o seu entrave!

      – Por opção gestionária, para as Autarquias com muito dinheiro e com vontade de colocar os trabalhadores no lugar que merecem de acordo com as funções que desempenham, independentemente da sua formação académica.

      O que quero dizer é que este artigo do DN ou sei lá de onde, é completamente estúpido e visa plantar a discórdia entre trabalhadores da FP e trabalhadores do setor privado…
      Não sabem o que dizem, fazem médias sem contar com os entre-tantos!

      Boa noite

  8. Carnavalesca é a opinião de acabar com os funcionários públicos!
    Curioso é o facto só aqui aparecerem posts mostrando desconforto pelos pseudo melhores vencimentos na função pública.
    Não seria por acaso interessante pensar que as empresas portuguesas são as que mais mal pagam na Europa, constituindo isso a razão das queixas e demonstração de desconforto sentido por outros, a ser verdade, recebem mais por servirem o sector público. Mas isso não não se pode dizer! Talvez fique mal fazê-lo!.
    Enfim…

  9. A inveja é uma coisa tremenda, não é ò malta do sector privado? O que é que alguem do privado pode ter contra os do sector público ganharem mais? Será que se no privado alguém lhes oferecer isso pelo que fazem, vão dizer “epá não ò patrãozinho… Guarde lá a nota que lhe pode vir a fazer falta”… Dever ser verdade, deve…

    Ou façam-me lá rir um bocado e digam que é porque não fazem um cú e nunca podem ser despedidos, além de serem promovidos por tempo de carreira. Uma vez mais, tudo coisas que os empregados do privado certamente recusariam se lhes fosse dado, claro… Olha, eu já trabalhei no privado e toda a vida vi gente que não fazia puto e não era despedido porque era amigo de alguém na empresa, mas isso já é normal.

    Ò “verdade agora” (é só nomes estúpidos) queres nivelar, nivela por cima, não niveles por baixo. O trabalho e os seres humanos que o produzem não são mercadorias e não devem estar sujeitos à “auto-regulação” dos “mercados”. Isso é que era bom… E isso era o que os caciques feudais deste mundo gostaríam.
    Se o trabalho fosse uma mercadoria estritamente sujeita às leis da oferta e da procura, sem ordenados mínimos e outras formas de protecção laboral, chegaríamos rápidamente a uma situação onde toda a gente em Portugal tinha de trabalhar full-time por 200 euros ao mês. Várias famílias passavam a dividir apartamentos e dormir vários na mesma cama, para poder viver e não havia qualquer problema desde que as “rainhas” empresas pudessem maximizar o seu lucro, e o “rei” capital continuasse a aumentar os indicadores económicos, dando a entender que o país cresce.

    O salário médio na Função Pública é 500 euros mais elevado do que no sector privado, sabe porquê? Não, não é porque são os nossos “impostos” a pagar… É mesmo porque da maneira que o ser humano é filho da p***, só mesmo ser for “imposto” pela Lei, é que alguem paga a alguém neste país. E quanto mais se liberalizarem as leis laborais ao sector privado, menos se paga a quem trabalha lá. Faz-me sempre lembrar aquela cavalgadura do Patrick Drahi da PT: “pago o mínimo que puder!”

  10. Tantas opiniões que apenas defendem interesses pessoais. O que não pode haver é portugueses de primeira e portugueses de segunda e para isso basta que a lei seja igual para todos. Vejam o exemplo das reformas e não digo mais nada.

    • O que não pode haver é uma corja de parasitas a trabalhar pouco e a ganhar muito e paga com quem trabalha muito mais de 40 horas por semana. Vão todos para o carvalho…

    • Ó CARLOS, claro que não pode nem deve haver portugueses de primeira e de segunda. O que acontece é que há portugueses que querem mesmo ser de segunda. Mas isso é lá com eles, Agora, que não se queixem.
      O EXEMPLO DAS REFORMAS, como diz você, não significa aquilo que você quer que signifique. Mas é fácil de compreender aonde quer chegar. E também é fácil de se perceber que você desconhece os mecanismos das reformas. É que para você ter uma reforma igual à de um trabalhador do Estado que tenha um salário igual ao seu, você teria de descontar muito mais do que o que desconta. Os seus 11 ou 11,5% que desconta não é só para a reforma. enquanto que os 11 ou 11,5% que o funcionário público desconta é.
      Além disso, você, combinado com o seu patrão, pode fugir aos descontos. O funcionário público não pode.
      Mas ainda há muito mais que deveria saber, se quisesse. Convém é não saber para se sentir no direito de barafustar.

      • “você, combinado com o seu patrão, pode fugir aos descontos”.

        Não, não pode… Não sei em que mundo é você vive, mas fugir aos impostos é um crime fiscal… Pagar “por fora” é ilegal. Há alguns subterfúgios que as empresas usam, como as ajudas de custo, mas o Estado também as usa, aliás dá o exemplo.

        Se o que está a sugerir é que no privado os trabalhadores conseguem fugir aos impostos (atividade ilegal), como de forma de ganhar mais, então nesse caso vale tudo. No Estado também há quem se aproprie de fundos públicos, há quem se deixe subornar por empresas em concursos públicos, etc.

        • Caro NÃO FAZ SENTIDO, o seu argumento não tem base de sustentação. E ao contrário do que pensa, sei muito bem no mundo em que vivo há quase 80 anos. Por isso fiz e repito a afirmação que Você sublinhou. Há muito trabalhador do sector privado que passa por ganhar o salário mínimo, mas recebe bem mais do que isso e pensa que procede bem. Logo não paga IRS e desconta menos para a Segurança Social. O patrão, por seu lado, também poupa uma boas centenas de euros por ano. Mais tarde, esse trabalhador vai queixar-se pela reforma a que tiver direito. Se o caro NÃO FAZ SENTIDO quer chamar a esse estratagema “pagar “por fora”” , isso é consigo. Para a questão que levantei é a mesma coisa. E não venha com o subterfúgio das “ajudas de custo” porque não é disso que se trata. Aliás as “ajudas de Custo” podem ser perfeitamente legais quando justificadas. Também não me referi a actividades ilegais, mas sim a trabalho legal, normal e útil e, porque não, honrado.

          • Desculpe mas não percebeu…

            Declarar o ordenado mínimo mas receber bem mais do que isso, evitando assim pagar IRS e descontando menos para a SS, é ilegal! Se as Finanças descobrem, a empresa vai ter problemas e talvez até o trabalhador.

            O que você está a dizer é que um trabalhador no sector privado pode ganhar mais se aceitar compactuar com atividades ilegais… Bom, o mesmo se aplica no público… quem aceita compactuar com atividades ilegais arranja forma de ganhar mais…

            Conheci casos de trabalhadores da FP, que iam à noite e/ou ao fim de semana picar o ponto, e depois voltavam para casa, e com isso recebiam horas extraordinárias sem trabalhar mais um minuto. Ou motoristas do Estado que trocavam pneus aos carros particulares e apresentavam a despesa…

            O que está aqui em causa é quem é que ganha mais, de forma legal. Não quem consegue ganhar mais recorrendo a estratagemas ilegais. Isso há em todo o lado, público ou privado.

            • Caro NÃO FAZ SENTIDO, entendi o que queria dizer, mas não me parece que deva, a pretexto de ser ilegal, pôr em causa o que eu disse. Que é ilegal todos sabemos, mas isso acontece. E nem sempre se trata de o trabalhador compactuar, conscientemente, com actividades ilegais. Em certos casos, se o faz está de boa fé, na sequência do que acontecia até há pouco mais de duas décadas, em que havia um mínimo de descontos obrigatórios para a S. S. Mas, além desses, há quem saiba muito bem o que faz, mas entra no jogo e ainda prega aos quatro ventos que ganha pouco.

              Quanto aos trabalhadores da F. P. é necessário distinguir os funcionários dependentes da Administração Central dos trabalhadores de certas empresas ditas públicas. Nestas existem casos de bradar aos céus, mas não podemos meter tudo no mesmo saco. Quando falo de funcionários públicos quero referir-me a quase todo o pessoal hospitalar, ao pessoal das A.R.S.S.s, aos professores, ao pessoal administrativo e auxiliar das escolas e universidades, ao pessoal dos tribunais, dos museus, à GNR e a PSP, e outros organismos afins. Aí não há quem pique o ponto e se pire.
              Sabemos, porém, que há outros serviços, como os famosos OBSERVATÓRIOS, por exemplo, cuja utilidade desconheço. Servirão apenas para se picar o ponto?

              Caro NÃO FAZ SENTIDO, talvez a distância entre os nossos pontos de vista não seja tanta como possa parecer. O modo como expomos as questões é que é diferente, talvez por termos também diferentes experiências profissionais e de vida. Fiquemos por aqui, se entender.
              Um abraço.

  11. Há alguns anos e numa das idas a um balcão dos CTT lá tive que ficar numa daquelas filas “imóveis” normais em Rep. Públicas, capazes de sairamos de lá com teais de aranha, pq suas Exªs as funcionárias de balcão como era seu costume, estavam lá atrás a desabafar sobre a sua angústia profissional.
    .
    A única funcionária que estava de castigo a atender o público, enquanto ia fazendo os possiveis para não partir os ovos que tinha nos sovacos, ia resmungando que aquilo não eram condições de trabalho e “pumba” lá carimbava um envelope. Soltava mais um “ai” e olhava para toda a gente da fila à espera de uma palavra solidária…
    .
    Em vão!…
    .
    A mulher “sofria a bom sofrer”.
    .
    Coitada, dava dó!…
    .
    O mais que podia recolher daquele povo insensível ali plantado na fila à sua frente, era uma visão de gente carrancuda e a olhar para os relógios de pulso, trocando entre si olhares de indignação, porque precisavam de sair dali o mais rápido possível, já que o patrão ía de certeza chatear à brava quando voltassem.
    .
    As outras Sra.s continuavam lá atrás – visíveis para além das vidraças que dividiam os gabinetes, mas suficientemente audíveis porque as portas de acesso de uns para os outros estavam todas abertas, e lá continuavam muito empenhadas em discutir qual delas estava mais descontente com o seu patrão.
    .
    Até que chegou a vez de o “cão danado” ser atendido..
    .
    No meio das normais perguntas e respostas para prestação do serviço que lhe era exigido, a tal funcionária lá deixou escapar mais um desabafo profissional no saco sensível e solidário do “cão danado”.
    .
    A conversa acabou logo ali e a Sra nunca mais voltou fazer desabafos com clientes.
    .
    As colegas vieram apressadas para o balcão atender os restantes clientes.
    .
    Num instante, a fila desapareceu!!!
    .
    Houve mordidela?!
    .
    Não. O cão apenas rosnou enraivecido!
    .
    Mas rosnou bem audível, de uma forma que mais ninguém ali na fila olhou angustiado para o relógio de pulso, ou ganhou varizes, teias de aranha ou qq outro aborrecimento.
    .
    SE TIVESSE UM PATRÃO TÃO MAU COMO PARECE SER O VOSSO, MANDAVA-O F!”#$%&/()= …-SE e a seguir DESPEDIA-ME.

    • Ó Cão danado, você escreveu uma ótima peça de teatro que deveria mesmo ser encenada! Parabéns!
      É tal e qual! E qualquer um que por aqui ande, goste ou não, já se deve ter revisto numa cena idêntica, numa qualquer fila, em que tivesse esperado que um funcionário publico o atendesse.
      Já agora quero que fique bem claro! Retroativos correspondentes ao tempo em que não subiram na carreira é que não! Seria escandaloso! Os outros portugueses, vão ser ressarcidos daquilo que lhes tiraram a pretexto da crise?
      E finalmente os funcionários públicos são necessários à sociedade sim, mas como todos os outros trabalhadores. Não devem é ter direitos diferentes. Somos todos iguais, todos fazemos falta à nação.!

  12. Portugal é dos países com ordenados mais baixos no privado e só por isso é que os do público são mais altos. Em Portugal são obscenas as discrepâncias entre altos quadros e quadros baixos no privado. No público os quadros mais baixos ganham mais do que no privado mas os quadros altos ganham menos. Mas o Português é assim masoquista… Gosta de ver quem está bem, cada vez melhor e quem está mal, cada vez pior. E se entre os que estão mal, algum tenta melhorar um pouco… São os outros que estão mal os primeiros puxá-lo pra baixo.

    Em Portugal a sacanice está instituida. Os ricos não precisam de explorar os pobres porque os pobres já odeiam que os outros pobres melhorem. O fosso entre ricos e pobres começa pois no seio do sector privado empresarial, mas não se fica por aí… Em Portugal pior do que o meu insucesso é o sucesso dos outros. Pior do que os ordenados miseráveis do sector privado são os ordenados ligeiramente mais altos do sector público, mas o suficiente para entranhar inveja até ao tutano dos ossos, nos empregados do privado.

    • “Portugal é dos países com ordenados mais baixos no privado e só por isso é que os do público são mais altos.”

      Ó homem… trate-se de uma vez por todas. O senhor anda mesmo passado da cabeça. Já não diz coisa com coisa. Interne-se de vez e coíba-se de vir aqui comentar pela saúde mental de todos os que aqui vêm

  13. O que este governo parece estar a querer implementar cada vez mais é a ideia de haver duas classes de portugueses os de primeira e os de segunda, basta verificar logo pelo horário das 35 horas semanais.

    • Ó Vaca, as 35 horas não são deste governo, são do longínquo tempo de Salazar. E havia uma razão forte e perfeitamente justificável para que assim fosse.
      Estuda a história da República e sobretudo do Estado Novo.

      • Razão forte e justificável, qual afinal? A que conheço na atualidade só pode ser por pura malvadez e a de certamente procurar obter votos na função pública à custa da maioria dos outros portugueses que neste caso são de segunda mas que na prática alimentam a maior fatia do Estado português.

        • Malvadez-z-z-z… Já dizia o Diácono Remédios.

          À custa da maioria dos outros Portugueses vive o sector privado, onde os donos e os CEOs das empresas enchem o bolso à custa de mão de obra barata. Mas isso o Tuga nunca vê porque “quanto mais me bates mais gosto de ti”. O mau da fita é sempre o gajo do público que tem um bocadinho de nada mais… Nunca é o tubarão que o explora. Por esse sente-se medo e subserviência… Pelo outro, sente-se inveja. E no Portugal dos pequeninos, a inveja comanda a vida!

          • Mas que grande desabafo de ignorância ideológica por aí vai! Se agora é ouvir diariamente casos de corrupção no sector público o que seria este país nas mãos apenas de um grupo partidário a governar isto até a nossa mente tentariam nacionalizar, basta ver os exemplos da miséria que vai nesses países de ditadores e fascistas.

          • Olhem-me este. Ó artista… então trabalham 35 horas com o dinheiro que o privado gera e ainda vens para aqui mandar bocas? É preciso lata.

            • Ó Lateiro, se tens tanta certeza do que dizes, vive um mês ou dois só com o dinheiro que o privado gera. Faz de conta que não existe Função Pública, que não há Estado. Como gostava de ver! Estavas feito. É preciso ter lata, digo eu.

            • Caro Sérgio O. Sá… isso era um sonho. Não pagar mais para chulices era o meu sonho de vida! Até porque ninguém me venha dizer que depois tenho justiça, saúde, educação,… tudo de borla. Eu tenho isso tudo mas… a pagar! Isto é pago tudo duas vezes!

              E já agora… mas que dinheiro é que o Estado gera? O Estado financia-se de dois modos: impostos ou taxas e quem as paga é sempre o contribuinte! E o contribuinte que até é funcionário público, quer queira quer não, é pago pelos impostos dos privados. São estes que geram efetivamente dinheiro. O Estado só o vai buscar a quem o gerou!

            • LATEIRO, às vezes falamos sem reflectir, e parece que desta vez foi o que aconteceu consigo. Os sonhos, quando não estamos a dormir, podem ser concretizados, basta querermos, sermos perseverantes e acreditarmos. Deixe de viver em sociedades como a nossa, volte à selva, de onde todos viemos. Mas mesmo aí, se viver em comunidade, não pode viver à margem de uma ordem, de normas que você próprio ajudará a estabelecer. Mas o Lateiro vive aqui, é parte integrante do Povo Português, como eu e todos os que nos rodeiam. Não percebe que o ESTADO somos nós mesmos, politica e administrativamente organizados? Não lhe passou pela cabeça que você poderia ser funcionário público, trabalhando para mim, para a comunidade? E quem lhe pagava? Quanto à Justiça, Saúde, Educação… de borla, é claro que não tem, ninguém tem, mas há quem as tenha mais baratas, como no caso da Saúde e da Educação. Por exemplo, quem ganha apenas o salário mínimo só paga impostos através do IVA aplicado aos produtos que compra. Quem tem salários superiores ao salário mínimo começa a contribuir progressivamente através do IRS e do IRC.
              E neste caso os funcionários públicos saem prejudicados, pois não podem fugir à suas contribuições, como fazem tantos do sector privado, e ainda têm de pagar a saúde por inteiro (com excepção dos medicamentos que são comparticipados como para toda a gente. A sociedade está organizada assim, que poderemos fazer para a alterar? E será que há processo melhor? Termino este momento domingueiro com uma observação mais: Em todos os Estados há deficiências, dinheiros malbaratados, aproveitamentos duvidosos, etc. Isso é outra coisa. E devemos agir no sentido de os melhorar . Mas não se culpe os funcionários públicos, sejam eles de que ramo for, pelas asneiras do Patrão, que somos nós, ao fim e ao cabo. Um bom domingo.

        • O VACA, se tiver paciência, leia.
          Quando entrei nos serviços da Administração Pública, depois de duro concurso de provas publicas, com Salazar ainda à frente do regime que eu próprio combatia, era eu, de entre todos os membros das minhas famílias (minha directa e da que viria a ser, pouco depois, por força de casamento) que trabalhavam, o que possuía mais habilitações escolares, o que passou a desempenhar tarefas de maior responsabilidade, mas o que auferia menor salário. Só passados seis anos, depois de outros concursos públicos a que me submeti, ter passado a ocupar lugares intermédios nos mesmos serviços, é que os nossos salários se equipararam.
          Quando entrei para a F. P., se tivesse a infelicidade de a doença me impossibilitar de trabalhar e eu ainda não tivesse 15 anos de serviço, vinha para casa sem qualquer direito a aposentação. No entanto, com os privados isso não acontecia.
          Enquanto a roupa do operariado do sector privado podia ser andadeira, roupa de trabalho, o funcionário público tinha de estar apresentável, geralmente de fato, gravata e barba feita diariamente. Tudo isso tinha custos a que os privados não estavam sujeitos.
          Enquanto grande parte dos trabalhadores privados bem cedo passaram a ter assistência na doença, através dos postos das caixas de previdência, a maior parte dos trabalhadores do Estado só tinham assistência na tuberculose. E só em 1963 o Estado criou a ADSE que ainda funciona, paga exclusivamente pelos funcionários públicos e aposentados da função pública.
          Mas os trabalhadores privados não descontam para a sua assistência, pois o S. N. S., criado em 1979, é universal e gratuito.
          Eram estas e outras diferenças entre salários, gastos e responsabilidades de trabalhadores de cada sector que, no entender do governante fascista, justificavam as 35 horas semanais na Função Pública. Os seus trabalhadores, qualquer que fosse o organismo de que dependiam, eram considerados agentes do Estado. Ganhavam mal, mas eram respeitados pelo próprio Estado.

  14. Racionalizem e dimensionem devidamente a Função Pública em Portugal, selecionem apenas os funcionários realmente mais competentes e necessários para cada função, com possibilidade de naturais ajustamentos qualitativos e quantitativos, só depois fazendo sentido discutir a razoabilidade ou não das evidentes diferenças entre estatutos de trabalhadores do setor privado e do público.

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