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Museu virtual vai preservar a memória dos sons de tecnologias que morreram

Lembra-se de como era o som de inicialização dos computadores com Windows 95? Ou como eram os sons emitidos por um leitor de cassetes?

Para não deixar que estas memórias morram com o tempo e com o avanço da tecnologia, o norte-americano Brendan Chilcutt criou o The Museum Of Endangered Sounds, um museu virtual dedicado aos sons tecnológicos de programas e equipamentos que já se tornaram obsoletos.

“Imagine um mundo em que nunca mais pudéssemos ouvir a sinfonia de inicialização do Windows 95. Imagine gerações de crianças que desconhecem os ruídos de uma antiga televisão CRT”, diz Chilcutt no site do museu.

Apesar de ter para já um acervo pequeno de ruídos tecnológicos, o novo museu virtual já nos traz velhas e boas lembranças.

Entre elas, podemos recordar como era o som de uma caixa registadora ou de uma máquina de escrever, ou ainda ter o gostinho de ouvir novamente os barulhinhos que os Tamagotchi – os “bichinhos virtuais” japoneses dos anos 90 – faziam.

Outros sons dos quais certamente não sentimos saudades também estão no acervo, como o irritante barulho de uma chamada telefónica discada ou ainda o escandaloso ruído de uma lenta impressora de agulhas.

E qual o som favorito do criador do museu?

Brendan Chilcutt conta que gosta muito do ruído mecânico do funcionamento de cassete VHS a ser “engolida” pelo leitor de cassetes – mais concretamente, do modelo HR-7100 da JVC, que foi lançado nos Estados Unidos em 1983.

É um som maravilhosamente complexo. Mas, com o streaming a tornar-se cada vez mais comum, é muito provável que o mundo não volte a ouvir máquinas antigas, como a HR-7100”, comenta o curador do museu dos sons analógicos.

Canal Tech

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