Morreu Nelson Mandela

Nelson Mandela  (foto: LSE / Flickr)

Nelson Mandela (foto: LSE / Flickr)

Morreu Nelson Mandela, revelou o Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, durante uma intervenção televisiva ao país.

Responsável pelo fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid, Nelson Mandela, de 95 anos, conquistou o respeito de adversários e críticos devido aos esforços em busca da paz. Foi o primeiro presidente negro da África do Sul, de 1994 a 1999, e recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1993. Mandela morreu hoje em consequência de problemas respiratórios.

O líder ficou conhecido como Madiba (reconciliador) e recebeu o título de O Pai da Pátria. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela em defesa da luta pela liberdade, justiça e democracia.

De uma família sul-africana nobre, do povo thembu, Mandela esteve 27 anos preso em virtude de sua luta em favor da igualdade racial, da liberdade e da democracia. Na prisão, escreveu a sua autobiografia. Preparado pela família para ocupar um cargo de chefia tribal, Mandela não aceitou o posto e partiu em direção a Joanesburgo para cursar direito e fazer política.

Com amigos, Mandela criou a Liga Juvenil do Congresso Nacional Africano (ANC). Foi eleito secretário nacional da Ancyl e executivo nacional do ANC. O princípio da sua política é a paz.

Na prisão, Mandela não tinha contacto com o exterior,  não podendo receber jornais e notícias externas. Mesmo no período em que esteve preso, Mandela recebeu homenagens. No dia em que deixou a prisão foi recebido por uma multidão. Mandela gritava “Poder” e os manifestantes respondiam “Para o Povo”.

A eleição de Mandela foi um marco na história do país, definindo a nova África do Sul com um processo de reconciliação entre oprimidos e opressores. Em 1992, o resultado do referendo entre os brancos dá ao governo, com mais de 68% de votos, o aval para as reformas e permite uma assembleia constituinte.

Em 2001, Mandela foi diagnosticado com cancro de próstata. Fez campanha em favor do combate à SIDA, um dos principais problemas de saúde pública na África do Sul. Ao completar 85 anos, anunciou a retirada da vida pública.

Segundo o cientista político Paulo Baía, Nelson Mandela foi um exemplo não só de resistência, mas de amor.  Baía  destaca que, embora tenha derrotado os seus inimigos, Mandela soube acolhe-los, numa demonstração da grandeza de seu carácter. Por isso, deixa à humanidade o legado de que a intolerância pode ser combatida e a harmonia estabelecida em qualquer parte do mundo, “desde que haja generosidade, amor e firmeza de afeto, de acolhimento, sem submissão”.

ZAP /ABr

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