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Das Finanças à Saúde, ministros ouvem exigências à esquerda para o OE 2022

José Sena Goulão / Lusa

Esta semana marca o recomeço das negociações do Orçamento de Estado para 2022 com os partidos à esquerda do PS.

Depois de Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, ter ouvido as suas principais exigências, BE, PCP, PAN, PEV — e as deputadas não inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues — falam agora diretamente com os ministros das respetivas pastas.

O ministro das Finanças, João Leão; a ministra da Saúde, Marta Temido; e a ministra da Segurança Social, Ana Mendes Godinho, são invariavelmente os mais atarefados, destaca o Diário de Notícias. Eventuais datas e encontros são desconhecidos pela imprensa.

Para o Bloco de Esquerda, legislação laboral, proteção social e o reforço de meios humanos no Serviço Nacional de Saúde são as prioridades. Por sua vez, o PCP quer diminuir o IRS sobre as classes média e média baixa e aumentar salários nas categorias mais baixas da Função Pública.

“Ainda não resolvemos este [Orçamento de Estado] que está em vigor, quanto mais o que há de vir”, disse Jerónimo de Sousa sobre as negociações do OE 2022.

“Neste momento, é o ministro das Finanças que tem a chave do cofre no bolso, por isso vamos continuar a batalhar. Senão, vamos aprovar um orçamento que vale dois ou três meses e o resto fica para o outro e não pode ser”, acrescentou.

A prioridade dos comunistas é o atual orçamento, que sublinham o incumprimento da execução orçamental em medidas como a “gratuitidade das creches, as questões relativas ao Serviço Nacional de Saúde ou o subsídio de risco para as forças de segurança”.

Jerónimo disse ainda recusar fazer do SNS “moeda de troca” das negociações.

  Daniel Costa, ZAP //

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