Minas americanas continuam inseguras apesar de multas de mil milhões de dólares

O veredito é dado pela sistema federal que multa as empresas mineiras: nem os mais de mil milhões de dólares em multas se revelaram suficientes para desencorajar as práticas inseguras do setor.

Esta foi a conclusão do sistema federal após uma auditoria de quatro anos às empresas mineiras. Mais de mil milhões de dólares em multas, ao longo de 18 anos, e a situação pouco ou nada mudou. Os dados recolhidos mostram que “não há correlação entre as multas pagas e a segurança das operações mineiras”.

Aliás, as empresas que persistentemente ignoram as multas revelaram ter taxas de acidentes de trabalho 50% superiores às minas que pagavam as multas, revela uma investigação da rádio norte-americana NPR. Algumas das empresas falharam o pagamento de multas com vários anos a rondar os 70 milhões de dólares.

Wes Addington, diretor executivo da Appalachian Citizens Law Center, no estado do Kentucky, diz que isto só mostra que “as multas não são suficientemente altas para cessar com as más práticas”. Addington disse ainda que as empresas olham para as multas quase como “um custo do negócio“.

A Appalachian Citizens Law Center é uma firma de advocacia sem fins lucrativos que luta pela justiça nas minas de carvão, representando os mineiros e as suas famílias.

O advogado considera ainda que a auditoria feita é “superficial” e “mal projetada”, já que também inclui minas de metais e não metais.

“A mineração de carvão é uma das ocupações mais perigosas dos Estados Unidos”, disse, explicando que o facto de incluírem outras minas na auditoria distorce os resultados. “Eles não têm as lesões e violações que as minas de carvão têm”, acrescentou em declarações à NPR.

Ainda assim, o sistema federal sugere um par de medidas para ajudar no combate à insegurança nas minas. Por exemplo, empresas com multas pendentes não poderão operar em novas minas.

“Sem responsabilizar os operadores das minas pelo seu histórico de segurança ou pela inadimplência antes de iniciar as operações numa nova mina, os operadores das minas têm menos incentivos para evitar futuros riscos de segurança“, concluiu a auditoria.

O caminho para corrigir a situação ainda poderá ser longo, mas há já alguns progressos recentes. Em maio, a Mine Safety and Health Administration, juntamente com o Departamento da Justiça processou as empresas de mineração detidas pela família Justice — uma das maiores devedoras inadimplentes do país, com dívidas a rondar os 5 milhões de dólares.

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