Meco: 5 jovens continuam desaparecidos, buscas prosseguem

Alvesgaspar / Wikimedia

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As buscas dos cinco jovens desaparecidos domingo na Praia do Meco foram retomadas hoje pelas 07:30 por mar e por terra, sem o recurso aos meios aéreos, segundo a Autoridade Nacional da Proteção Civil.

As buscas dos cinco jovens arrastados por uma onda foram alargadas em termos de milhas, passando de três para cinco milhas de distância da costa, abrangendo uma zona entre a Lagoa de Albufeira e a Praia dos Lagosteiros, já próxima do Cabo Espichel, segundo disse à Lusa o comandante do Porto de Setúbal, Lopes da Costa.

Domingo, com o cair da noite, as buscas com os meios aéreos e marítimos foram interrompidas, mas continuaram por terra, mantendo-se no terreno equipas de patrulha que envolvem uma dezena de homens e veículos todo-o-terreno e todo o apoio logístico necessário.

Um grupo de sete jovens, todos estudantes da Universidade Lusófona, foi na madrugada deste domingo apanhado por uma onda na Praia do Meco. Um dos jovens conseguiu salvar-se e dar o alarme, outro foi retirado do mar já sem vida.

Continuam desaparecidos cinco outros jovens, entre os quais quatro raparigas.

Os jovens desapareceram na praia do Moinho de Baixo, na localidade de Alfarim, no Meco.

Alguns dos jovens do grupo  tinham uma casa arrendada em Alfarim, nas proximidades, disse à agência Lusa o vereador da Protecção Civil Municipal de Setúbal, Francisco Luís.

 

Universidade Lusófona decreta três dias de luto e coloca bandeira a meia-haste

A Reitoria da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias decretou três dias de luto, colocando a bandeira à meia-haste, após o grupo de sete jovens universitários ter sido arrastado por uma onda na Praia do Meco, na madrugada de domingo.

Em comunicado, a Reitoria e a Administração da Universidade manifestaram o seu pesar “pelos trágicos acontecimentos” ocorridos na madrugada de domingo na praia do Meco, que envolveram sete alunos daquela comunidade académica, resultando num morto e cinco desaparecidos no mar, até ao momento.

Fonte da Comunicação da Faculdade disse à agência Lusa que está a ser disponibilizado apoio psicológico, por parte dos docentes das cadeiras de psicologia da universidade, aos familiares enlutados e aos colegas e amigos estudantes da instituição

Segundo a mesma fonte, vive-se um “clima de consternação” na faculdade, enquanto os responsáveis pelo estabelecimento de ensino fazem o levantamento dos cursos em que os jovens desaparecidos se encontram matriculados.

Está previsto que, além da Universidade, os cursos que os alunos frequentavam rendam a sua própria homenagem aos alunos, com os rituais académicos próprios, de acordo com a mesma fonte.

A página do Facebook da Associação Académica da Universidade Lusófona apresenta uma fotografia de capa a negro e uma mensagem de domingo revela que a comunidade académica se encontra “triste e mais pobre” depois de sete colegas da universidade terem sido “envolvidos num trágico acidente, arrastados pelo mar”.

A Associação Academica deseja “muita força” ao colega que sobreviveu, presta condolências à família e amigos do colega encontrado já sem vida e deseja “muita força e esperança” à familia e amigos dos cinco colegas que ainda se encontram desaparecidos.

 

/Lusa

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