Saíram as notas dos exames. Médias positivas mas mais reprovações

Marcello Casal Jr. / ABr

Os notas dos exame nacionais foram publicadas nesta quinta-feira e, de acordo com os dados divulgados, as tendências mantiveram-se: Português e Matemática registaram médias positivas. Pior ficou História que desceu 8 pontos, tendo uma média geral negativa.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério de Educação e apesar do clima de instabilidade que marcou as avaliações nacionais durante este ano, o resultados foram de encontro aos registados em 2017, avança o Público.

Português A e Matemática, duas das disciplinas com mais alunos inscrito, ambas desceram ligeiramente as médias, que continuaram positivas. A Português desceu de 11,1 para 11 valores. E a Matemática passou de 11,5 para 10,9.

Já as disciplinas de Física e Química A e a Biologia e Geologia, ambas disciplinas do 11.º ano, subiram, respetivamente, de 9,9 para 10,6 e de 10,3 para 10,9.

Dos 21 exames para os quais é possível fazer comparações, registou-se uma subida da média em nove.

História A e Economia A foram as disciplinas que registaram maiores descidas nas provas deste ano. As médias a passarem, respetivamente, de 10,3 para 9,5 e de 12,1 para 11,3. Com uma queda de 8 pontos (em 200), História ficou assim com uma média negativa.

Taxas de reprovação subiram a Matemática

O exame nacional de Matemática foi a prova que registou mais reprovações, com uma taxa de 14% de alunos reprovados. O ano passado foi a disciplina de Física e Química que registou mais reprovações, nota o Observador.

Física e Química, que no ano passado registou uma taxa de reprovação de 14%, melhorou os resultados, passado a ter 10% de chumbos.

As inscrições para a segunda fase dos exames nacionais arrancam a 18 de julho — no mesmo dia em que se iniciam as candidaturas ao Ensino Superior — e terminam a 23 de julho.

Escolas abriram portas à meia-noite para afixar notas

Este ano, e à semelhança do ano passado, são várias as escolas, principalmente na região Norte, que voltaram a abrir portas nos primeiros minutos desta quinta-feira para que tanto os alunos como os familiares pudessem ter conhecimento das notas dos exames nacionais e das provas de equivalência.

Segundo o Jornal de Notícias, a Escola Secundária Martins Sarmento, em Guimarães, e a Escola Secundária Camilo Castelo Branco, em Famalicão, foram duas das escolas que convidaram os estudantes a conhecer as suas classificações logo após a meia noite através das redes sociais e de SMS.

Filinto Mota, membro da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, esta “é uma medida muito positiva no final de um ano letivo que foi e está a ser particularmente duro”. Este “momento de convívio entre a comunidade escolar” reduz o “sofrimento dos alunos e das famílias porque vão todos dormir mais descansados”.

“A indicação do Ministério da Educação é que as notas apenas sejam reveladas no dia 12 e as escolas não vão infringir nenhuma norma. Umas vão mostrar as notas às 8 horas da manhã e outras às 00.01 horas”, explicou ao jornal.

ZAP //

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3 COMENTÁRIOS

  1. Notas baixam. 9 em 21 disciplinas subiram a média e pouco. Mais reprovações. E os professores querem ser aumentados. Está à vista que o sucesso depende do trabalho e interesse do aprendiz e não do trabalho do mestre. Já dizia o karate kid…

    • É um trabalho conjunto, trabalho de equipa. As notas são tanto responsabilidade do professor quanto dos alunos. Se a média da turma é negativa então o trabalho do professor foi negativo, o inverso também se pode verificar. Não se pode imputar toda a responsabilidade ao professor mas também não se pode fazer o mesmo ao aluno, tem que ser visto caso a caso. O histórico do aluno assim como o histórico do professor em termos de notas também conta muito e diz muito acerca do empenho de ambos em atingir o sucesso nas notas.

      • O seu ponto de vista até parece fazer sentido, mas só muito raramente pode ter razão de ser. Dizer que «se a média da turma é negativa então o trabalho do professor foi negativo» é não fazer ideia do que se passa realmente. É que a questão, hoje, já não pode ser vista desse modo. O professor pode ser o mais competente do mundo, cientifica e pedagogicamente o mais capaz, mas se os alunos não quiserem aprender, ao professor de nada serve a sua competência e a sua capacidade.
        Há situações tão tristes e desanimadoras para os docentes, que quem está por fora delas nem imagina.
        De resto, a hipótese que o “Esclarecido” levantou quanto à “media da turma…” já nem se coloca, porque o número de reprovações admitido pelo Ministério é diminuto, nada tendo que ver com o que a realidade deveria exigir.
        Os alunos sabem disso e por isso marimbam-se para os estudos. Só uma minoria é dedicada, obtendo boas notas. E são as notas dessa minoria que fazem subir as médias, senão o senário ainda era pior.
        Culpar os alunos pelos seus fraquíssimos resultados também não me parece totalmente legítimo. As solicitações a que estão sujeitos nos dias que correm desvia-lhes os interesses, as motivações, pelo que tudo está primeiro do que a Escola.
        Os pais e encarregados de educação são, em meu entender, os principais responsáveis pela situação, alheando-se da indispensável atenção aprestar aos seus educandos, parecendo esuqcer-se das sua obrigações para com eles.
        Depois é o Ministério da Educação que, de há anos a esta parte mais não tem feito do que escangalhar o que de aproveitável o sistema conservava.
        E assim estamos, e assim vamos. Não sabemos é para onde…

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