Marta Temido admite isolamento só com declaração médica

António Pedro Santos / Lusa

Marta Temido referiu, esta quarta-feira, que a Direção-Geral da Saúde (DGS) está a avaliar o fim do uso de máscaras nas escolas e salientou que o objetivo é evoluir para uma fase da pandemia onde os médicos poderão passar uma declaração de isolamento profilático. 

A ministra da Saúde admitiu, esta quarta-feira, a possibilidade de o isolamento profilático em caso de teste positivo à covid-19 só vir a ser cumprido se for passada uma declaração por um médico.

Para já, Marta Temido revelou que a Direção-Geral da Saúde (DGS) está a estudar a redução do período de isolamento. Ainda assim, “preferiria fazer essa redução noutra fase do combate à pandemia e associar essa redução à redução da mortalidade”, um indicador que “ainda preocupa”.

“Continuamos com uma mortalidade de quase 60 casos por milhão de habitantes a 14 dias. O indicador que temos por referência que queremos estabilizar é o de 20 óbitos por milhão de habitantes a 14 dias. Até estabilizarmos a incidência e os óbitos, que já estão a cair, gostaríamos de ter ainda alguma prudência e, eventualmente, avançar para essa redução dos casos assintomáticos”, explicou a governante.

Segundo o Observador, a governante esclareceu que continuará a haver uma “diferenciação do isolamento entre casos sintomáticos e assintomáticos”, reduzindo-se o número de dias para “uns e para outros”.

O fim do uso de máscaras nas escolas ainda não foi decretado devido aos “fatores de alerta” ainda presentes, mas Temido atira essa “possibilidade” para “uma nova fase”, remetendo também a decisão para a DGS por se tratar de um assunto no âmbito da “saúde pública”.

Sobre o processo de vacinação, a ministra da Saúde revelou que haverá uma “mudança no modelo” e que o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, publicará uma “nota pública” ainda esta semana. Na origem, está a “redução do afluxo aos centros de vacinação”, até porque há um “universo elegível que se infetou” recentemente e que só estará “elegível daqui a cinco meses”.

Ainda neste âmbito, Marta Temido indicou que “muito provavelmente” haverá uma “vacinação sazonal” contra a covid-19. O calendário já está a ser estudado, em coordenação com a Agência Europeia do Medicamento (EMA).

“Teremos eventualmente uma vacinação sazonal. Ainda estamos a aguardar dados da EMA sobre novas vacinas, o melhor calendário e, portanto, o que vamos fazer neste momento previsivelmente é uma adaptação daquilo que é o dispositivo para novas necessidades mais reduzidas, mantendo a prontidão para outros momentos”, concluiu.

  ZAP //

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