Ex-ministro Mário Lino paga mil euros para não ser acusado de posse ilegal de arma

Manuel de Almeida / Lusa

Mário Lino, ex-inistro do Equipamento no governo de José Sócrates

O ex-ministro aceitou pagar mil euros ao Banco Alimentar Contra a Fome em troca da suspensão provisória do processo em que é acusado de posse ilegal de arma.

De acordo com o jornal Correio da Manhã, o processo diz respeito a uma pistola semiautomática que foi apreendida, com o carregador e as munições, na casa de Mário Lino, em setembro de 2012, no âmbito de buscas realizadas no âmbito da investigação às Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias.

Em abril, o Ministério Público propôs a suspensão provisória do processo por posse ilegal de arma, solução que o ex-ministro das Obras Públicas do Governo de José Sócrates aceitou.

Para isso, o antigo governante foi obrigado a “entregar a quantia de mil euros ao Banco Alimentar Contra a Fome, no total ou faseadamente, mas dentro do prazo de seis meses da suspensão do processo”, refere o despacho citado pelo CM.

O ex-ministro já entregou o dinheiro à instituição e o Ministério Público já terá arquivado o processo.

“Quando recebi a notificação [para entregar o dinheiro ao Banco Alimentar Contra a Fome], resolvi logo o assunto“, afirmou Mário Lino ao Correio da Manhã.

O antigo ministro, assim como mais três responsáveis do Governo de Sócrates (António Mendonça, Fernando Teixeira dos Santos e Carlos Costa Pina), continuam a ser arguidos no processo das PPP rodoviárias.

ZAP //

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