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Maduro acusa CIA de ter elaborado um plano para o assassinar

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(dv) Palácio Miraflores

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Estados Unidos e União Europeia estão alinhados em torno de uma estratégia gradual, na qual oferecem ao regime chavista a anulação das sanções em troca de eleições transparentes. Maduro responde com acusações.

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, respondeu no sábado ao apelo ao diálogo com a oposição que a Administração de Joe Biden tentou promover, acusando a CIA, a agência de espionagem dos Estados Unidos, de traçar um plano para o assassinar, assim como a outros líderes do regime chavista.

De acordo com o El País, Maduro não acusou diretamente o Presidente dos Estados Unidos, mas perguntou se Joe Biden teria conhecimento da existência de uma conspiração.

Adiantou, ainda, que os serviços secretos do país reportaram outro plano contra a sua vida, desta vez coordenado pelo Comando Sul do Exército dos Estados Unidos, responsável pelas operações na América Central e do Sul e nas Caraíbas.

A resposta dos Estados Unidos foi rápida e chegou através de Juan González, assessor especial do Presidente Biden para a América Latina.

Negativo. O plano é apoiar negociações que levem a eleições livres e justas”, escreveu no Twitter.

Os Estados Unidos alinharam-se com a União Europeia (UE) e abriram a porta a um eventual levantamento das sanções económicas contra o regime se este mostrar vontade de diálogo e para convocar eleições livres.

Na passada sexta-feira, Josep Borrell, alto representante de Política Externa da União Europeia, e Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano, elaboraram um documento, juntamente com o Canadá, no qual pedem a Caracas um plano de reformas em que Maduro se comprometa a realizar eleições democráticas.

Em troca, oferecem um levantamento progressivo das sanções.

Maduro questionou esta mudança. “Denunciei e mostrei que o Presidente Donald Trump deu ordem de me matar a qualquer custo, a mim e aos principais líderes políticos e militares do nosso país. E tentaram-no, aberta e publicamente, a 4 de agosto de 2018”, num ataque com drones com explosivos, numa parada militar, que foi reivindicado por um grupo de opositores.

Terá Joe Biden confirmado as ordens de Donad Trump para levar a Venezuela à guerra civil e nos matar?”, questionou o Presidente da Venezuela, num discurso numa cerimónia de promoção e condecoração da Guarda de Honra Presidencial e da Direção Geral de Contra-Espionagem Militar.

  ZAP //

6 Comments

      • E querem!… se não fosse o apoio da Rússia já tinha ido de vela…
        O gajo não está maduro; está podre desde o primeiro dia, mas os “interesses estranjeiros” que minam a Venezula não são muito melhores do que ele…

  1. Primeiro até me assustei: pensava que se referiam ao Miguel Poiares Maduro…
    E depois cheguei à conclusão que nem todos ditados populares são verdadeiros: Este não caiu de maduro!

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