Privados anunciam saída da ADSE

Os grupos privados estão a suspender as convenções com o subsistema de saúde dos funcionários públicos, a ADSE. Entre estes encontra-se a José de Mello Saúde e a Luz Saúde.

A notícia foi avançada pelo Expresso, segundo o qual alguns dos maiores grupos privados estão a ameaçar suspender o acordo com a ADSE. A decisão deverá ocorrer a partir de abril, apurou o mesmo jornal.

Todos os tratamentos já em curso, bem como consultas agendadas ou cirurgias que estão marcadas serão cobradas tendo em conta os acordos celebrados no passado com a ADSE. Ainda assim, a partir de abril todos os cuidados de saúde prestados pelas unidades geridas pela Luz Saúde e pela José de Mello Saúde terão de ser pagos a 100% pelos beneficiários da ADSE, que depois podem pedir o respetivo reembolso.

Em causa estão 38 milhões de euros cobrados a mais pelos privados e que a ADSE exigiu de volta no final de 2018. Este montante é referente a excessos de faturação detetados nas contas de 2015 e 2016.

A ADSE, segundo o Observador, diz que a notícia “não tem fundamento” e que, se tal vier a acontecer, “vai fazer novas convenções com outros prestadores”.

“A ADSE comunica aos seus beneficiários que a notícia publicada no Expresso sobre a denúncia das convenções dos grandes grupos privados não tem fundamento. Existem prazos contratuais que constam das convenções que têm que ser cumpridos quando se procede à denúncia de uma convenção”, afirma a ADSE em comunicado

Outros grupos, como o Grupo Hospitalar Particular do Algarve e o Grupo Trofa Saúde devem tomar medidas semelhantes.

A ADSE ainda não foi notificada de qualquer decisão que os privados queiram tomar, disse a entidade em comunicado, citado pelo Jornal de Negócios. Recentemente, o Público noticiou que o grupo José de Mello Saúde suspendeu uma convenção que tinha com uma entidade do Estado, o IASFA – Instituto de Ação Social das Forças Armadas. Em causa, está o “incumprimento contratual” por parte da entidade, tinha afirmado o grupo de saúde privado.

A Luz Saúde, o Grupo José de Mello, Lusíadas, Trofa e Hospitais Privados do Algarve detêm cerca de 60% da faturação da ADSE, subsistema de saúde para funcionários públicos e pensionistas do Estado com cerca de 1,2 milhões de beneficiários.

A confirmar-se a rutura, será preciso encontrar solução para os cerca de 1,2 milhões de funcionários públicos e pensionistas do Estado que atualmente beneficiam deste subsistema.

ZAP //

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20 COMENTÁRIOS

  1. Aparentemente a ADSE meteu o dedinho na ferida. Durante anos foi o sistema suporte da saúde privada, quando começou a analisar os actos médicos e suas repercussões, ui, ui…
    Quem nunca se apercebeu da prescrição de exames complementares, uns atrás dos outros?

    • Caro Carlos, não contesto a sua opinião. É possível que se aproveitem de certas situações. No entanto, sou beneficiário da ADSE há 50 anos e isso, dos exames complementares por tudo e por nada, comigo nunca aconteceu.
      Não descartar a hipótese de, muitas vezes, serem os próprios pacientes a pressionar os médicos a prescreve-los…

  2. Acho muito bem. Coitadinhos dos funcionários publicos, eles que paguem as consultas nos privados como eu pago a € 70, €80, ou mais euros e depois abatem as mesmas no IRS como eu faço. Assim o reembolso do IRS vai ser maior. Porque motivo uns são filhos de Deus e os outros filhos do nada.

    • Ó patego mal informado. Tu sabias que os beneficiários pagam um dinheirão de vergonha por mês, de forma obrigatória, para ter ADSE.

    • Ó Ruy, Estava tão bem quietinho no seu canto!
      Só demonstrou que não percebe nada do assunto. Até mesmo no que a si diz respeito. Decerto pensa que o fisco o reembolsa do dinheiro que paga pelas consultas. Abate-lhe uma pequena percentagem, e chega.
      Os funcionários públicos pagam 3,5% dos seus salários ou reformas para a saúde.
      Você, se trabalha no privado, não desconta nada para o S. N. S.
      Você tem o S. N. S. de borla, para o qual o Estado ainda vai buscar dinheiro à ADSE. Dinheiro que dos beneficiários deste subsistema, não do Estado.

  3. quem quer particular que pague do seu bolso, isto é uma maravilha para os funcionários publicos, o privado nem aos calcanhares lá chega de regalias deles, mas porquê o privado também não paga os mesmos impostos? é esta bucracia que eu não gosto, mas tenho que admitir que seja aqui ou noutros países é igual, quando eu chegar a presidente tudo há-de mudar……

    • Ó Piranha. Não percebe nada disto, pois não? Você por acaso questiona o preço das consultas dos beneficiários da Medis ou outros subsistemas convencionados de seguros? Não pois não? Porquê? Porque sabe que estão a pagar para ter esses benefícios.
      Pois na Adse é também assim. Como funcionário público, para além do desconto da CGA também desconto 3,5% do meu ordenado para um sistema de saúde, qual seguro, para o qual EU PAGO e outros funcionários públicos, mas VOCÊ NÂO PAGA. Então qual o seu problema ? Sabe, a inveja é uma coisa muito feia…

    • Caro piranha, até comentários como o seu não deixam de ter interesse. Não porque digam alguma coisa de jeito, mas porque vão servindo para mostrar o grau de cultura, conhecimento, discernimento, capacidade interpretativa de uma parte dos nossos concidadãos. Porquê tanta ignorância, se tudo já está mais que esclarecido? Porque continuam a falar do que afinal não sabem?

      O piranha sugere que «quem quer particular que pague do seu bolso». E pensa que está a dizer algo de novo? É claro que os funcionários e reformados do Estado pagam do seu bolso quando vão ao médico ou hospital privado. Pagam e pagam bem e antecipadamente, mesmo que tenham a sorte de não precisarem de ir ao médico. E fazem-no através dos descontos que mensalmente fazem para o efeito.
      O piranha é que se necessitar de ir ao médico ou ao hospital do S. N. S. não paga nada, porque não desconta para isso, percebeu?

    • PORQUÊ?
      Responda se souber, senhor esclarecido.
      Só você é que quer ter assistência? E ainda por cima à minha custa?
      Se não sabe do que fala, não diga nada.
      Se quer saber, pergunte a quem sabe.

    • Ó Esclarecido, se acredita em Deus, dos cristão, dos muçulmanos ou de outro povo qualquer, rogue-lhe para que a ADSE não acabe. De contrário, o Serviço Nacional de Saúde, que já não funciona muito bem, entraria em falência completa.
      Imagine só mais UM MIKHÃO E TAL de doentes a acorrer ao SNS… Iria ser bonito!!!
      E o Esclarecido que diria depois?!

  4. Oh Anabela eu também desconto para a SSocial e não tenho o privilégio de pagar menos de €10 euros por uma consulta de especialidade.Se acha que paga muito para a ADSE contrate um seguro de saúde e aí vai ver se fica ou não mais barato.
    Tadinhos dos ADSE há tenho uma pena deles .

    • Caro Ruy, na sua resposta à Anabela deixou escapar alguma incapacidade de entendimento sobre a questão que comenta. E ainda por cima tentou subverter o esclarecimento dela.
      A Anabela não estava a queixar-se de nada, mas apenas a tentar esclarecê-lo.
      Agora se você nem para você próprio sabe o que desconta, como pode saber o que e para que descontam os funcionários do Estado.
      Os funcionários e reformados da Função Pública descontam para a ADSE que é o seu subsistema de saúde. Você se é do sector privado NÃO DESCONTA NADA para a sua assistência na saúde, que é oferecida pelo S.N.S.
      O que você desconta para a Segurança social não é para o S. N. S., mas sim para o fundo de desemprego, para o subsídio de doença, para a sua reforma e para a pensão de sobrevivência se o seu cônjuge ficar viúvo.
      Os 11% que desconta para a Segurança Social, também os funcionários públicos descontam para a C. N. Aposentações. Mas ainda descontam mais 3,5% para a ADSE. Portanto o Estado não está lá a pôr dinheiro nenhum, pelo contrário, vai lá buscar para tapar buracos noutros sítios.
      O tal privilégio de que você fala, de pegar menos de 10 euros por uma consulta de especialidade, não corresponde ao pagamento da consulta, mas sim à taxa moderadora. Porque a consulta já estará paga há muito tempo antes, com centenas ou milhares de euros descontados para o efeito nos meses ou anos anteriores. Entendeu agora? Ou quer que lhe faça um desenho?

      • Caro Sérgio,obrigado pelos seus esclarecedores comentários. Espero que sirvam para esclarecer opiniões nas fundamentadas que proliferam. Cumprimentos.

  5. Mais Uma crise desnecessária, causada por esses lobbies das greves! Óbvio, que o estado tem dever de apoiar no’s cuidados, e as greves, fazem Ter de recorrer a fundos, que teriam outras prioridades.

  6. Caro Carlos, não tem que me agradecer. Receio até que os meus comentários não sirvam de muito, sobretudo para quem à partida os rejeita, como tantas vezes acontece. Mas aqui os deixo quase como uma obrigação, ao deparar-me com tanta falta de informação. E lamento que, há tantos anos já numa situação de democracia e de liberdade, com um ensino básico a alargar-se para que os cidadãos crescem em termos de literacia, conhecimento, discernimento, capacidade e honestidade crítica, ainda haja tanta gente que não quis nem quer crescer…
    Não é só em relação à questão esboçada nesta notícia, mas a tantas outras que se relacionam com os funcionários públicos.
    No caso da assistência na doença aos portugueses, seria vantajoso que, pelo menos quem se acha prejudicado, conhecesse a sua história. Ficaria a saber que quando a ADSE foi criada, já a maior parte dos trabalhadores do sector privado tinha, havia muitos anos, assistência através das respectivas Caixas de Previdência. Até aí, os funcionários do Estado só tinham assistência na tuberculose, sendo para isso já obrigados a fazer descontos.
    Mas na opinião de muita gente, os funcionários públicos é que estão bem. E metem, toda a gente no mesmo saco: funcionários administrativos, funcionários de empresas públicas, funcionários de nomeação política, etc.
    É verdade que muitas vezes até tendem a ter razão, mas logo a perdem ao generalizarem.

    Tenho mais de 60 anos de trabalho, no sector privado e no público. Conheci os dois lados …

    Cumprimentos retribuídos e um bom resto de domingo.

  7. Caros, amigos, FB e Sérgio SÁ, estava a tentar não responder-vos, pois isto é só comentários e mais nada, mas já que voçês são como os politicos que alimentam conversa, e então digo-vos que eu sei mais do que voçês porque criei uma empresa com 15 anos, no ramo de moldes p/autómoveis, vim dum bairro da lata estive no estrangeiro e voltei, e sabem também pago ordenados e vejo os impostos que são pagos e sustento familias (não muitas), com isto quero dizer as voltas que dei para lá chegar, se não gostam do que têm “saíam! e deixam-se de armar em vitimas e procurem novos horizontes que outros não lhes proporcionam, e não se aproveitem dos doentes para atingir os objectivos pois são eles que lhes pagam, imigrem nos outros paises é que é melhor!..

    • Caríssimo piranha, vim fechar o computador e deparo-me com o seu comentário que tenta, penso eu, responder ao meu.
      Só que, talvez por descuido da sua parte, não responde, pois não se refere a nada do que eu abordei quando me dirigi a si. E agora vem com expressões que não compreendo. «Se não gostam do que têm saiam e deixem-se de armar em vítimas» «e procurem novos horizontes», diz o amigo.
      Mas eu não me armei em vítima nem me armo em vítima. Apenas procurei deixar algum esclarecimento, convencido que estava, e continuo a estar, de que o piranha estava a fazer confusão por desconhecer os diferentes mecanismos relativos à assistência na doença dos portugueses e aos descontos que fazem e não fazem para o efeito. Mais nada quis dizer.

      Quanto a escolher novos horizontes, meu caro, quase com 80 anos de idade, isso já não é para mim.

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