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Lusiaves investigada após imagens chocantes com maus-tratos a aves

A Lusiaves perdeu temporariamente o selo de bem-estar animal, após a divulgação de imagens chocantes com trabalhadores de uma das suas fábricas a agredirem dezenas de frangos feridos e mortos.

A Welfair, entidade responsável pela certificação de bem-estar animal, suspendeu a certificação no dia 17 de Março passado, a título temporário, “até Agosto de 2025”, conforme refere fonte oficial em declarações à agência de notícias Lusa.

A Lusiaves está agora a ser investigada pela entidade, depois de se ter manifestado contra a suspensão, “alegando que se tratou de um episódio que envolveu quatro trabalhadores”, como refere a mesma fonte da Welfair.

Em Fevereiro deste ano, uma reportagem da RTP no programa “A Prova dos Factos” já tinha divulgado imagens de funcionários a agredirem várias aves com paus.

O grupo português, que lidera o sector avícola, suspendeu quatro funcionários de uma exploração na Figueira da Foz.

Agora, a associação Frente Animal divulgou outras imagens que mostram trabalhadores a agredir as aves, e dezenas de frangos feridos e mortos.

As imagens foram divulgadas na rede social Instagram da associação durante o fim-de-semana e, alegadamente, foram captadas em Novembro, numa quinta da Lusiaves na Figueira da Foz, que estava certificada com o selo Welfair desde 2022.

Na publicação da Frente Animal, podem ver-se trabalhadores a agredir os animais, aves feridas, com asas partidas e órgãos expostos, e dezenas de animais mortos.

Lusiaves garante que foi “episódio isolado” e culpa trabalhadores

A Lusiaves confirmou a abertura de um processo de inquérito, que resultou na suspensão de funções de quatro funcionários perante indícios de “práticas contrárias ao bem-estar animal, cometidos à total revelia da empresa“.

Após inquéritos internos em várias explorações do grupo, a Lusiaves concluiu que se tratou de um “episódio isolado” e unicamente imputável aos quatro funcionários suspensos.

A Welfair enviou um auditor à quinta, acompanhado por um responsável da entidade certificadora nacional, mas não foram verificados maus-tratos na deslocação ao local

No matadouro com o qual a quinta habitualmente trabalha, foi constatada uma “mortalidade mais alta do que a esperada“, ou seja, foi enviado um número de frangos superior ao previsto.

A partir daí, a Welfair recomendou a suspensão temporária do selo, enquanto continua a investigação.

Isto significa que aquela certificação não pode constar das embalagens de carne da Lusiaves que são colocadas à venda, e que assegura ao consumidor o cumprimento das boas práticas de bem-estar animal.

ZAP // Lusa

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