Localidades junto ao Tejo e Sado em risco de ficar debaixo de água

O futuro das populações nas zonas costeiras e nos estuários dos rios Tejo e Sado está ameaçado pelas alterações climáticas, de acordo com o Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa (PMAAC-AML).

O estudo, que foi encomendado pela autarquia e que será apresentado esta sexta-feira, conclui que, em muitas localidades, as populações vão ter de aprender a conviver com cheias frequentes e problemas de saúde decorrentes do calor. Muitas habitações e projetos públicos, como o possível futuro aeroporto do Montijo, podem ficar inundados.

De acordo com o jornal Público, que avança a notícia, a erosão costeira e o recuo da linha de costa irá afetar sobretudo o concelho de Almada.

Até 2100, os estuários do Tejo e do Sado devem subir cerca de 90 centímetros. A subida das águas em quase um metro é grave porque as entidades e as pessoas “não estão minimamente preparadas para isto” e persiste uma “cultura de ocupação” das zonas próximas aos rios.

“Estes efeitos são mais novos porque não temos memória, não há registos, e é difícil até as pessoas compreenderem que isto vai mesmo acontecer”, disse Sérgio Barroso, responsável técnico pelo estudo, em declarações ao Público.

Há concelhos que tem freguesias onde a totalidade da população está em risco de ficar debaixo de água, como Almada (freguesia da Costa de Caparica), Moita (União de Freguesias do Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos) e Setúbal (Freguesia do Sado).

O nível do mar subiu 1,7 milímetros por ano durante todo o século XX, num total de 20 centímetros, e essa subida acelerou bastante nas últimas décadas. Na década de 90, a subida anual duplicou, para os 3,6 milímetros por ano, e na década seguinte, entre 2000 e 2013, já era de 4,1.

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, vai apresentar o Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas onde os 18 municípios da AML vão subscrever o compromisso político ambiental, além da apresentação contar ainda com a presença de investigadores e académicos focados na área ambiental.

ZAP //

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23 COMENTÁRIOS

      • Esperemos que as financas e outros ministerios de impostores sejam os primeiros a ficar debaixo de agua. Talvez daqui a 20.000 anos com a atual subida lentissima do nivel maritimo.

  1. As Câmaras Municipais vão continuar a autorizar e receber taxas e taxinhas de empreendimentos, empreiteiros e afins em locais que vão ficar inundados? Vão ser responsabilizados? Quem impede?

    Pois, eu sei…

    • Caro Miguel: Olhe que está enganado, são precisamente essas câmaras mais esses empreiteiros e proprietários que ao construírem junto ao mar estão na vanguarda da solução, esses prédios irão servir no futuro de barreira para conter o nível das águas, portanto veja lá se não somos um pais de gente com uma visão vanguardista das coisas!.

  2. Podem aprender com a Holanda como se pode viver abaixo do nível do mar, e Holanda não é caso único…
    Sabem, vou deixar de comer sopa, ainda pode cair um avião no prato da sopa e eu morro…
    Estamos a viver uma cultura do terrorismo desenfreado para que o capital possa lucrar em grande, e há quem apoie este método de extorquir o povo.

    • Caro José Raul, o primeiro parágrafo do seu comentário é legível, compreende-se e faz sentido.
      O parágrafo seguinte são só palavras, sem significado…
      O terceiro, autocontradiz-se, não permitindo saber-se aonde quer chegar.
      Uma coisa é certa: Não adianta a conversa fiada de cimeiras, as manifestações populares por esse mundo fora, os programas mal ou bem feitos contra as alterações climáticas e tanta ingenuidade à mistura.. O que faz sentido é acção, concreta, consciente, para que se pare JÁ! com as agressões à TERRA. Porque mesmo que se pare JÁ, o futuro vai ser difícil. Imagine-se o que será se não se parar JÁ.

      • Exmo. sr. Sérgio O. Sá, lamento que os meus comentários nada signifiquem ou sejam pouco legíveis para si, isto deve-se à minha falta de cultura e de capacidade de comunicação.
        Quando for grande quero ser como você, culto e informado, só não quero ser deseducado. São cá coisas minhas.

        • Senhor José Raul, só hoje vi o seu retruque. E se não tinha entendido aonde o Senhor queria chegar com o 3º parágrafo do seu anterior comentário, muito menos entendo a ironia com que envolve este seu comentário.

  3. Como está a terminar o ciclo de 11 anos de tempestades solares (as manchas negras que emitem valores intensos de radiação magnética), a acção dos raios cósmicos vindos do espaço vai ser mais intensa e portanto provocar mais nuvens (haverá mais pontos de condensação). Isso significa mais reflexão da energia solar, maior índice de obscurecimento e descida global da temperatura média. Dentro do mesmo valor das subidas verificadas até aqui, nada de verdadeiramente grave.
    O que dirão então? Que a acção antropogénica no clima nos vai mergulhar numa era glaciar? Vamos aguardar, para ver…já cansa e enfastia ter de responder a estas notícias catastrofistas.

  4. Anda muita gente a meter água, e isto das alterações climáticas é uma grande negociata,faz lembrar a gripe das aves… e já agora parem de meter medo às crianças, pois elas já dizem que o mundo vai acabar brevemente e isto sim é grave!

  5. A floresta não deve ser vista e manipulada como fonte de negócio, todos os seres vivos dependem dela.
    Quanto maior for a destruição da floresta, maior será o índice de ausência de pluviosidade, maior será o risco de vida no planeta.
    Não brinquem com a natureza, como brincam à muito, desde sempre, com os seres humanos, com as guerras e guerrinhas e politiquices de caráter interesseiro, só em benefício de meia dúzia de monopolistas. Esses mesmos monopolistas esquecem-se que estamos todos no mesmo barco, que quando for ao fundo eles, famílias e amigos também vão. Ninguém fica cá para semente e tão pouco aqueles que conseguirem sobreviver as primeiras horas nas suas intocáveis super arcas, também perecerão. Não julguem que o presidente americano e outros, apesar de possuírem pseudo meios de sobrevivência irão escapar à tragédia por eles criada, enganam-se, também irão desta para melhor. A divina providência (natureza) se encarregará de por os pontos nos iiiiiss.

    • De acordo mas “à muito” é que não está nada bem, pois há muito é há com h. Não sabe a diferença entre à e há? Está mal.

  6. Por mim não me faz diferença nenhuma. Isso até pode ser uma oportunidade para muitas pessoas regressarem ao interior. Olhem os ministérios lá em baixo junto ao Tejo!!! Esses já eram…

  7. Eu estou a espera desde desde que entramos na Era quatrenaria. Para meu desgosto não foi em 1755, o que já era um pequeno aperitivo de afundando. Enfim, não se pode ter tudo.

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