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Telemóvel de líder catalão terá sido espiado por software governamental (e não foi o único)

Toni Albir / EPA

O telemóvel do independentista Roger Torrent, presidente do parlamento da região espanhola da Catalunha, terá sido atacado por um software de espionagem exclusivo dos Governos.

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De acordo com uma investigação conjunta do jornal espanhol El País e do britânico The Guardian, Roger Torrent, presidente do parlamento da região espanhola da Catalunha, terá sido espiado por um software governamental.

Torrent não foi o único. Pelo menos outros dois apoiantes pró-independência catalã foram avisados de que terão sido alvo de um “possível caso de espionagem política doméstica” na Europa.

Estes alegados casos de espionagem terão sido levados a cabo com o software Pegasus, feito pela NSO, uma empresa israelita do ramo do serviços de informação.

Torrent foi avisado deste ataque por investigadores do Citizen Lab, um grupo de investigação da Munk School of Journalism, da Universidade de Toronto, no Canadá, que descobriu a existência do Pegasus e que está a trabalhar com o WhatsApp para perceber quantas pessoas poderão ter sido vítimas desta falha.

Segundo a investigação, o líder catalão acredita que foi o “Estado espanhol” esteve por detrás da alegada invasão ao seu telemóvel, uma vez que a NSO vende os seus serviços a entidades governamentais.

O Governo não tem provas de que o presidente do parlamento catalão, Roger Torrent, a ex-parlamentar Anna Gabriel e o ativista Jordi Domingo tenham sido alvo de hackers através dos seus smartphones. Além disso, devemos afirmar que qualquer operação envolvendo um telefone móvel é sempre conduzida de acordo com a autorização judicial relevante”, afirmou o gabinete do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em comunicado.

O software, revelado em 2019, aproveitava-se de uma falha do WhatsApp, detido pelo Facebook, e permitia aos detentores aceder às mensagens de quem queriam espiar. O alegado ato de espionagem terá sido feito sem se ter pedido autorização judicial.

Segundo o Whatsapp, mais de 100 membros da sociedade civil, incluindo jornalistas na Índia, ativistas de direitos humanos em Marrocos, diplomatas e altos funcionários do Governo, foram supostamente afetados. A empresa interpôs uma ação em outubro contra a NSO por se ter aproveitado de vulnerabilidades do seu sistema.

A NSO argumenta que só o faz para ajudar a apanhar “terroristas e criminosos”.

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  ZAP //

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