Katerina morreu de anorexia e a mãe atirou-a ao mar numa mala

O mistério em torno da mulher que foi encontrada morta no interior de uma mala, a vogar no mar, perto de um porto italiano, foi desfeito. A mulher morreu de fome, por sofrer de anorexia, e foi a mãe que colocou o seu corpo na mala com o desgosto.

A misteriosa mala foi encontrada por pescadores perto do porto italiano de Rimini, no passado dia 25 de Março. No seu interior, estava o corpo nu de uma jovem, envolto num saco de plástico preto e “severamente mal nutrido”, conforme reportou a comunicação social de Itália.

A mulher da mala foi identificada como Katerina Laktionova, uma jovem russa de 27 anos que sofria de anorexia, e que pesaria apenas 35 quilos quando morreu – ela teria cerca de 1,70 metros de altura.

Após as especulações que surgiram inicialmente, descobriu-se agora, que o cadáver foi colocado na mala pela mãe da jovem, depois de esta ter morrido de fome, devido ao transtorno alimentar de que sofria.

Mãe diz que “perdeu a cabeça”

Terá sido um amigo da família a obter a confissão da mãe da jovem, conforme reporta o jornal italiano Corriere Romagna, notando que a mulher de 48 anos contou que atirou o corpo da filha ao mar depois de o ter mantido em casa durante cerca de uma semana.

Ela terá dito aos advogados que “perdeu a cabeça” e que o seu mundo “se desmoronou”, com o desgosto, depois da morte da filha, conforme refere a agência noticiosa ANSA.

A mulher de origem russa que trabalhava como enfermeira em Itália, voltou ao seu país antes de o corpo da filha ter sido encontrado.

Katerina queria “o corpo perfeito” para ser modelo

O pai da jovem, um electricista de 46 anos, refere que a filha já sofria de anorexia antes de ter ido para Itália com a mãe, há dois anos, conforme cita o jornal britânico The Daily Mail. Ele garante, contudo, que a jovem estava “em grande forma” quando deixou a Rússia.

O meio-irmão, Vlad Laktionov, conta ao site italiano IlRestodelCarlino.it que “Katerina queria ser modelo” e que “sonhava com um corpo perfeito”. “Comia muito pouco, quase nada”, diz ainda Vlad que partilha o mesmo pai com a jovem falecida.

Katerina Laktionova terá sido hospitalizada por mais do que uma vez por causa da anorexia, a última das quais em 2015.

Em Fevereiro deste ano, a jovem terá pedido uma autorização de residência, em Itália, alegando que pretendia continuar o tratamento. “Estou doente, deixem-me ficar aqui para que possa tratar-me”, terá alegado às autoridades segundo refere a ANSA.

Ela acabou por conseguir a autorização de permanência “por razões humanitárias e de saúde”, mas não conseguiu ultrapassar a doença que lhe tirou a vida.

As autoridades italianas continuam a investigar o caso.

Susana Valente SV, ZAP //

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