Um ano após o divórcio com o Livre, Joacine faz balanço positivo

Joacine Katar Moreira deixou o Livre sem qualquer representação política na Assembleia da República há um ano, depois de ter perdido a confiança política do partido. Em declarações ao Público, assumiu que foi um ano “desafiante”, mas que o balanço é positivo.

Na ótica de Joacine Katar Moreira, o balanço do último ano é positivo. Ainda assim, a deputada não inscrita aponta algumas dificuldades, como as alterações ao Regimento da Assembleia da República, uma “obra de PS e PSD”.

Ao jornal Público, Joacine disse que, agora, tem “liberdade para tornar mais audíveis as vozes e preocupações” dos movimentos sociais e da sociedade civil em geral que a contacta em audiências e que houve uma “redução de interferências negativas e contratempos” e da “perseguição mediática feroz”.

A sua grande aposta foi a agenda pela igualdade, afirmando-se como “a voz do movimento antirracista” no Parlamento. O seu contributo fica também marcado pelos projetos relacionados com a ferrovia, a mineração e as alterações climáticas.

Além disso, destacou as 11 medidas que conseguiu incluir no último Orçamento do Estado, através da sua abstenção, e que obrigaram o Governo a comprometer-se com o aumento de verbas para a saúde mental, o alargamento dos benefícios fiscais do mecenato cultural e a criação de um Observatório Independente do discurso de ódio.

Ao diário, a deputada queixou-se da “falta de verbas” para assessoria, dizendo que “isso condiciona o tanto que ainda poderia fazer mais”, depois de ter perdido o seu chefe de gabinete, em dezembro.

Joacine considera também injusto que tenha sido financeiramente penalizada quando ficou sem partido, enquanto o Livre ficou com toda a subvenção que recebeu nas eleições legislativas apesar de não ter “de prestar contas nem sequer aos eleitores”.

Pedro Mendonça, membro do grupo de contacto [direção], disse ao Público que o Livre “não se arrepende” de ter retirado a confiança política à sua única deputada eleita. “Um partido que tem coragem de retirar a confiança política ao seu único deputado é porque leva as coisas a sério.”

De acordo com o diário, o Livre continua a trabalhar no seu modelo de eleições primárias. Nas autárquicas serão esperadas mais mudanças”, quer através do reforço do compromisso entre os candidatos e os ideais do partido e da defesa do “programa eleitoral à eleição respetiva”, quer através do aumento de debates para aumentar a exposição de ideias, vincou.

ZAP //

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