Já há 379 queixas registadas de agressões sexuais em Colónia

A polícia de Colónia, na Alemanha, anunciou este sábado que o número de casos de violência ocorridos durante as festividades de Ano Novo atingiram 379, e que a maioria dos suspeitos tinha pedido asilo político ou são imigrantes ilegais.

“Aqueles em foco nas investigações criminais da polícia são, na maior parte, pessoas de países do norte de África. A maioria deles pediram asilo político e [são] pessoas que estão na Alemanha ilegalmente”, refere a polícia na declaração.

A polícia acrescenta que cerca de 40% dos casos relacionam-se com situações de agressão sexual.

O Ministério do Interior alemão tinha anunciado na sexta-feira a identificação de 31 suspeitos a ser investigados pela onda de agressões e roubos verificada na cidade de Colónia, 18 dos quais eram requerentes de asilo.

Na sexta-feira, a polícia estadual de Colónia confirmou terem sido feitas 121 queixas de agressão, baseadas em relatos de alegados raptos e atos de agressão sexual, no que foi aparentemente uma vaga de ataques coordenados numa grande multidão que se juntou na rua para celebrar a chegada do novo ano, a 31 de dezembro.

As vítimas dos ataques apontaram homens “de aparência árabe ou do norte de África” como os autores, dando origem a um debate aceso sobre a capacidade de a Alemanha integrar os quase 1,1 milhões de refugiados que procuraram o país em busca de asilo no último ano.

A polícia tinha registado mais de 120 queixas apresentadas por mulheres sobre assaltos, abusos sexuais e duas violações, alegadamente cometidos por grupos de homens que se encontravam entre a multidão que comemorava a passagem de ano perto da principal estação de comboios da cidade.

Várias testemunhas relataram que grupos de 20 a 30 jovens adultos “que pareciam ser de origem árabe” cercaram e agrediram as vítimas.

Também a polícia finlandesa anunciou esta quinta-feira ter havido um número anormalmente elevado de casos de assédio sexual em Helsínquia na noite da passagem de ano, e revelou que foi avisada sobre planos de grupos de requerentes de asilo para abusarem sexualmente de mulheres.

Os seguranças contratados para patrulhar a cidade na noite da passagem de ano disseram à polícia que tinha havido “abuso sexual generalizado” numa praça central onde cerca de 20 mil pessoas se concentraram para o réveillon.

ZAP / Bom Dia

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