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“Humanamente impossível”. Ivo Rosa quer ficar em exclusivo no caso GES (que é 6 vezes maior do que o Marquês)

Mário Cruz / Lusa

Juiz Ivo Rosa

O juiz de instrução criminal Ivo Rosa pediu exclusividade para se dedicar a tempo inteiro ao processo Grupo Espírito Santo (GES). Além disso, pede mais tempo para analisar o caso, considerando que é “humanamente impossível” decidir nos quatro meses previstos.

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O pedido de Ivo Rosa surge num despacho assinado em 4 de Novembro último, conforme revela a revista Sábado.

O magistrado pediu ao Conselho Superior da Magistratura (CSM) para ficar em regime de exclusividade na fase de instrução criminal do processo GES alegando que é o “maior e mais complexo processo colocado perante a Justiça criminal portuguesa”.

“Só para termos uma ideia aproximada, em termos de dimensão física do processo, [o caso GES] equivale a seis vezes e meia a dimensão do processo Marquês“, exemplifica Ivo Rosa no despacho.

Ivo Rosa foi juiz de instrução em exclusividade no processo Operação Marquês e pede o mesmo estatuto para o caso GES que tem 767 volumes e uma acusação com 3552 folhas. Em causa estão 356 crimes e 25 arguidos.

Ivo Rosa diz que é “humanamente impossível” cumprir o prazo de quatro meses para o encerramento da fase de instrução.

Assim, além da exclusividade, pede também mais tempo para analisar o caso, e para poder “chegar a uma decisão séria, justa, motivada e independente“, como consta do despacho.

  ZAP //

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