Inspeção de Saúde vai investigar caso do desvio de ambulância

Vitó / Flickr

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A Inspeção-geral da Saúde vai investigar o desvio de uma ambulância com uma doente prioritária que, segundo um sindicato do INEM, terá ocorrido para que a mulher do presidente do instituto entrasse a horas no hospital onde trabalha.

Fonte oficial do Ministério da Saúde disse à agência Lusa que a Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) ativou os procedimentos e vai investigar a situação, denunciada pelo Sindicato dos Técnicos de Ambulância e Emergência (STAE). Segundo o gabinete de comunicação do INEM, a doente em causa foi estabilizada e transportada em segurança pelas equipas do INEM.

Na queixa enviada à Inspeção-geral da Saúde, o Sindicato refere que, “sendo a doente considerada prioritária, nunca poderia existir qualquer desvio do percurso, dado que se corria o risco de a doente sofrer consequências mais graves”.

O caso ocorreu na segunda-feira, pelas 13h, e envolveu a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Gaia, que acompanhava uma ambulância com a doente para o hospital de Santo António (Porto).

Segundo a carta do Sindicato, quando a ambulância teve de parar numa passagem de nível fechada, a condutora da VMER (enfermeira e mulher do presidente do INEM) decidiu alterar a rota para que a equipa fosse rendida.

Ainda de acordo com o STAE, foi o próprio presidente do INEM que transportou a equipa que ia substituir a da sua mulher, tendo-a depois levado ao hospital de Gaia, onde iria entrar ao serviço.

A queixa refere também que o presidente do INEM, Paulo Campos, entrou na ambulância para cumprimentar toda a equipa e a doente.

“O INEM decidiu desviar uma doente prioritária para a enfermeira, esposa do major Paulo Campos, entrar ao serviço pontualmente, no bloco operatório do hospital onde trabalha”, diz a carta.

O Sindicato frisa que os técnicos de emergência têm de cumprir regras impostas por lei que impedem que as substituições de equipa se realizem no decorrer de um serviço: “O INEM (…) violou a legislação vigente, os direitos dos utentes, colocando em causa a saúde e a vida da vítima que era transportada”.

O presidente do INEM afirmou hoje que a decisão da troca de equipas de meios de emergência é da responsabilidade do médico no local.

Paulo Campos, que falava aos jornalistas no final de uma cerimónia de assinatura de um protocolo entre o INEM e a Direção Geral de Educação (DGE), começou por lamentar o envolvimento da sua família numa questão que envolve o socorro a uma doente.

De acordo com Paulo Campos, “se há uma decisão de troca de equipa, esta é da responsabilidade do médico no local e não do enfermeiro”.

“Existiram dois médicos envolvidos na troca de equipa e que garantem que não houve qualquer atraso”, disse.

O presidente do Instituto adiantou que a doente em questão “já estava estabilizada” quando deixou a sua residência, numa viatura do INEM, e foi esta que terá pedido para ser transportada para o Hospital de Santo António, e não para o de Gaia, por ser no primeiro que é seguida.

O dirigente do INEM anunciou ainda que vai avançar com processos-crime contra quem o acusa de atrasar uma operação de socorro.

/Lusa

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