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Administração hospitalar abre inquérito à morte de bebé com 40 semanas em Aveiro

A administração hospitalar do Baixo Vouga anunciou, esta terça-feira, a abertura de um inquérito, depois da morte de um feto com 40 semanas de gestação.

Em comunicado, o conselho de administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, que integra os hospitais de Aveiro, Águeda e Estarreja, dá conta de que deliberou “abrir um processo de inquérito interno após a morte de um feto, com 40 semanas de gestação, de uma doente que foi internada no Serviço de Obstetrícia no passado dia 20 de novembro”.

Aquele órgão esclarece que disponibilizou apoio psicológico por parte de técnicos do Centro Hospitalar e aproveita para endereçar publicamente os pêsames à família, tal como os profissionais do Serviço, adiantando tê-lo já feito pessoalmente junto da mãe.

“Apesar da primeira auditoria ao processo apontar para que todos os procedimentos adotados tenham sido corretos, o conselho de administração do CHBV considera essencial a averiguação dos factos com total transparência e esclarecimento da verdade”.

A administração hospitalar considera ainda que são “muito raras” estas situações, mas que “afetam todos os intervenientes, muito em especial os pais”.

“O Serviço de Obstetrícia do CHBV e os seus profissionais, desde o dia 1 de janeiro de 2019, ajudaram a nascer mais de 1700 bebés, no Hospital de Aveiro, o que têm feito com elevado empenho e profissionalismo”, acrescenta o comunicado.

Segundo avançou a SIC Notícias na segunda-feira, um casal de Águeda está a acusar o hospital de negligência médica, depois de a mulher, que estava grávida, perder a bebé às 40 semanas de gestação, depois de dez idas às urgências.

Em declarações à estação televisiva, o pai contou que a cesariana estava marcada para segunda-feira, às 41 semanas de gestação. No entanto, a bebé acabou por morrer, no último sábado.

“Eles não têm explicação. Perguntámos o motivo e não têm uma resposta para dar. Para mim foi incompetência, acho que para eles uma vida não vale de nada”, disse o pai.

A família vai aguardar pelo resultado da autópsia e fazer o funeral nos próximos dias. Já apresentou uma reclamação nos serviços hospitalares e vai contratar um advogado para avançar com uma queixa por negligência contra o Hospital de Aveiro.

  ZAP // Lusa

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