Autárquicas serão “início do fim do reinado” de Costa. Em Moura, Ventura é apelidado de “fascista”

Paulo Novais / Lusa

André Ventura - Chega

André Ventura no Congresso do Chega em Coimbra.

Esta sexta-feira à noite, em Moura, um grupo de pessoas juntou-se perto do comício de André Ventura, em protesto, apelidando o líder do Chega de “fascista”.

O líder do Chega, André Ventura, apresentava esta sexta-feira os candidatos do partido ao município de Beja para as Autárquicas 2021 quando foi vaiado por cerca de 50 pessoas — ouviram-se gritos e assobios, e o grupo não permitiu as intervenções no palanque.

“Onde é que está o país que eu tinha sonhado para os meus filhos, netos e sobrinhos? Quando me chamam racista, extremista e fascista, há um Partido Socialista que fica a sorrir”, disse André Ventura, dirigindo-se aos críticos.

No comício marcado por protestos de algumas dezenas de pessoas, que o apuparam e chamaram de “racista” e “fascista”, Ventura mostrou-se confiante nos resultados das próximas eleições autárquicas.

Autárquicas vão ser “início do fim do reinado” de Costa

As eleições autárquicas de 26 de setembro vão assinalar “o início do fim do reinado de António Costa”, argumentou o presidente do Chega, no mesmo comício.

“Enquanto nos chamam fascistas, racistas e extremistas, há um Partido Socialista (PS) que fica a sorrir e a rir, porque continua a gamar todos os dias”, afirmou ainda.

Mas “estas eleições do dia 26 [de setembro], aqui em Moura e aqui no distrito de Beja, vão marcar o início do fim do reinado de António Costa em Portugal”, afiançou.

“Um dia, António Costa disse: se tiverem força derrubem o meu Governo. Pois eu aqui estou para dizer que, cedo ou tarde, o teu Governo, António Costa, há de cair e nós, portugueses de bem, voltaremos a governar o país que ainda nos pertence”, defendeu o líder do Chega.

Durante a intervenção de André Ventura, a PSP, que antes do comício já estava visível em acessos à cidade e na zona onde este iria decorrer, conduziu os manifestantes para longe da praça, sem conflitos, acabando os participantes no protesto por dispersar.

De acordo com o jornal Expresso, a intervenção das equipas da Brigada de Intervenção aconteceu apenas por se tratar de uma manifestação não autorizada.

Questionada pela agência Lusa, fonte da PSP justificou que esta ação, levada a cabo por elementos da Unidade Especial de Polícia, que reforçaram o restante dispositivo, visou acabar com “uma contramanifestação” que “não estava autorizada”.

No palco, em que apontou também a luta contra a corrupção como “bandeira” eleitoral, André Ventura prometeu que “não haverá gritos, nem manifestações, nem haverá multidões” que impeçam o partido “de lutar por Portugal”.

“E aqueles que pensavam que nunca chegaríamos aqui ao distrito de Beja, que pensavam que isto era só lá longe, em Lisboa, e que era apenas a voz de um homem só, desenganem-se. Nós vamos estar no país inteiro” nas próximas autárquicas, afirmou.

O líder do Chega, que é o cabeça de lista do partido à Assembleia Municipal de Moura, disse acreditar na vitória nos órgãos autárquicos deste concelho alentejano, nas próximas autárquicas, até para fazer deste município um exemplo para o país.

“Porque estes homens e mulheres que aqui vivem merecem que se dê um exemplo daquilo que será a governação do Chega em todo o país. Moura será o nosso primeiro caminho para a vitória que será nossa no governo de Portugal, mais cedo do que eles esperam”, defendeu.

O comício do Chega em Moura serviu para apresentar os oito candidatos autárquicos às câmaras municipais no distrito de Beja, que tem um total de 14 concelhos.

Cidália Figueira (Moura), Pedro Pinto (Beja), Ana Moisão (Serpa), Paulo Santos (Mértola), Nicholas Almeida (Aljustrel), Octávio Costa (Ferreira do Alentejo), Rui Areias (Odemira) e Idalete Brito (Ourique) são os cabeças de lista do partido.

ZAP // Lusa

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5 COMENTÁRIOS

  1. Pois… Tadinhos sentiram-se incomodados… Já estava na hora de saberem o que é ser incomodado… Já que passam a vida a faze-lo sem o mínimo de respeito e educação pelo próximo…

  2. Uns de uma etnia outros de um partido, todos percebemos quem foram! Mas o povo precisa de segurança e viver em paz, é um direito mais que elementar!

  3. Apelidam o CHEGA de fascistas e extremistas, pois tenho visto mais atitudes facistas e extremistas dos que se dizem democratas do que do CHEGA. Que moral tem um auto-intitulado democrata para impedir outro partido de fazer um comicio. de jogar pedras ou garrafas contra diriguentes politicos … quem faz isso são fascistas, não de direita mas de esquerda( como se o fascismo tivesse direita e esquerda) são quem quer o poder absoluto, quem tem neste momento regalias que pode perder se outros governarem. Não vejo grandes diferenças entre estes “democratas” e os fieis de Maduro na Venezuela, os fiies do Castrismo em Cuba, defendem uma democracia de uma só frente em que eles mandam e se não mandarem revoltam-se e apelidam os outros de fascistas. Vergonhoso.

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