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Igreja em Tomar pode ter sido o “Vaticano” dos Templários

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Jaimrsilva / Wikimedia

A Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar.

O historiador Paulo Alexandre Loução diz que a Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, pode ter sido uma espécie de “Vaticano” da Ordem dos Templários.

A Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, pode ter sido um local de grande importância para a Ordem dos Templários. O historiador Paulo Alexandre Loução diz mesmo que pode ter sido “o lugar mais importante para os Templários em Portugal”, equivalente ao Vaticano para os católicos.

A igreja foi mandada construir pelo cavaleiro Gualdim Pais, no século XIII, para servir de panteão da Ordem Templária, escreve o Diário de Notícias.

“Aqui se faziam rituais fúnebres e talvez rituais iniciáticos dos Templários“, explicou o historiador numa reportagem da BBC. Loução referiu, por exemplo, a Estrela de Cinco Pontas da igreja, que conduz à ideia de “elevação do espírito humano”.

“Na minha interpretação simboliza o regresso ao útero – a ideia de que o cavaleiro na sua iniciação regressa ao útero da terra para renascer espiritualmente”, acrescentou.

Os Templários foram uma ordem militar de Cavalaria, tendo sido fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista. O súbito desaparecimento da maior parte da infraestrutura europeia da Ordem deu origem a especulações e lendas que mantêm o nome dos Templários vivo até aos dias de hoje.

“Tomar torna-se o centro eclesiástico de todas as igrejas cristãs que se vão edificando além-mar e a igreja sede de todas essas igrejas é a Igreja de Santa Maria do Olival”, salientou o historiador. O próprio Infante Dom Henrique de Avis era um Templário, cujo papel foi determinante nos Descobrimentos.

  ZAP //

6 Comments

  1. E já agora e olhando para a foto da igreja, aconselhava alguém responsável pela cultura neste país de mandar fazer uma restauração à mesma, pois a necessidade é bem visível a não ser que partilhem da ideia daqueles que deitam estátuas e tudo abaixo.

    • Permita-me que lhe diga que pela fotografia, não se pode deduzir que o edifício esteja em más condições. Pode ter falta de cal ou de um processo coerente de acabamentos, mas aparentemente, está em boas condições físicas. E isso de ser o Estado a ter de financiar este tipo de trabalhos, não é cristalino. Se o Estado for seu proprietário, sim. Se não for, terão de ser estes (a Igreja, as confrarias, etc.) a custear isso.

  2. Não será necessário gastar-se euros com reformas de igrejas,pois o cristianismo romano está a se extinguir e a farsa do catolicismo já se mostra,conforme vão se descobrindo as mentiras do Novo Testamento.O Império Romano do Vaticano chegou ao fim.É o que pensa joaoluizgondimaguiargonddim.

    • O que chegou ao fim foi o reducionismo materialista Marxista, mais os identitarismos da esquerda caviar pos-moderna, das culturas Cancel e Woke. O mantra do patriarcado e outras formas de masturbação ideológica erística, adversas à lógica, ao pensamento crítico e à honestidade intelectual.

  3. Os templários eram uma Ordem sábia, com uma disciplina de ferro, de tal forma que eram invencíveis em combate. Eram, na guerra, muito diferente dos mouros, que preferiam o campo aberto, de horizontes largos, porque lutavam sempre, ou quase, com um infantaria de milhares de homens, a pé e montados. Essa foi a razão por que nunca conseguiram conquistar as Astúrias, para onde se haviam refugiado os cristãos e onde começaram a reconquista. A região de Tomar, tal como a de Pombal, não era muito propícia aos mouros e, por isso, os Templários aí terão permanecido, construindo os seus Templos, como a Igreja de Santa Maria do Olival, que realmente precisa de obras de fundo urgentes. Mas não é verosímil que Tomar e a Igreja tenham sido o “Vaticano” dos Templários. Esse terá sido muito mais para norte…

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